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Resenha: Kamelot – “The Awakening” (2023)

Cinco anos separam “The Shadow Theory” de “The Awakening”, novo e recém lançado álbum de inéditas da banda americana de Melodic Power Metal, Kamelot.

   
KAMELOT / Divulgação / Facebook

Produzido por Sascha Paeth e lançado oficialmente no dia 17 de março através da Napalm Records, o disco apresenta 13 novas faixas, divididas em aproximadamente 52 minutos de duração.
Antes de prosseguir, é preciso dizer que finalmente temos um trabalho honesto sob as vozes de Tommy Karevik (Seventh Wonder), já que os anteriores, apesar de trazerem performances irrepreensíveis do vocalista, ainda assim, pareciam vazios em certos momentos…

KAMELOT / Reprodução / Facebook

Revisitando a discografia

Em “The Awakening”, a banda parece ter revisitado sua discografia, e ao fazê-lo, uniu as fases Roy Khan/Karevik em canções que finalmente soam mais melódicas e menos “mecânicas”.

Algumas faixas presentes no novo disco fazem com que o ouvinte volte no tempo. Em especial a época dos excelentes “The Fourth Legacy” (1999), “Karma” (2001), “Epica” (2003), “The Black Halo” (2005) assim como “Ghost Opera” (2007).

KAMELOT / Divulgação / Facebook


Trazendo o mesmo line up dos trabalhos anteriores, a exceção fica apenas para Alex Landenburg (bateria) que assumiu as baquetas em 2019, substituindo Johan Nunez (Darkblazers, Dragonland, Firewind, Lords Of Black), o grupo conta atualmente com Thomas Youngblood (guitarra), Sean Tibbets (baixo) e Oliver Palotai (teclados).

De acordo com o que ja é tradição, o álbum conta com as participações de Simone Simons (Epica), Melissa Bonny (Ad Infinitum), Kobra Page (Kobra and The Lotus), Michael “Miro” Rodenberg, Herbie Langhans (Firewind, The Lightbringer Of Sweden), Oliver Hartmann (Hartmann, Avantasia) e Tina Guo, violoncelista, cujo currículo inclui participações em trilhas sonoras de séries/longa metragem como Sherlock Holmes, Homem de Ferro 2, Fúria de Titãs, Vikings, Batalha de Los Angeles, X-Men Primeira Classe, Dunkirk, Piratas do Caribe, dentre outros.

Tina Guo / Reprodução / Facebook


Sem mais, é hora de conferir mais um trabalho relevante do quinteto americano. Vem comigo!


Logo após “Overture”, breve introdução, o disco abre com “The Great Divide”, faixa mesclando o Heavy e Melodic Power Metal e de cara já é possível viajar na sonoridade do impactante “The Fourth Legacy”, visto que todos os elementos sinfônicos, orquestrais, refrãos e vocais grandiosos fazem-se presentes.


Não precisa ser adivinho para dizer que “Eventide” é uma canção que já nasceu fadada ao sucesso. Ou seja, eis aqui um novo clássico da fase atual do quinteto.


Trazendo a mesma sonoridade de “Forever” do álbum “Karma”,estamos diante do primeiro momento grandioso do disco numa canção onde palavras são pequenas para descrevê-la. Desde sua concepção, passando por sua letra (excepcional), melodias, assim como a precisão musical de todos os instrumentos (sem exceção), é quase impossível não cantar seu refrão à primeira ouvida.

Duas observações são necessárias:

  • *Tommy Karevik: inegavelmente, uma das mais belas vozes do Heavy/Metal nos últimos anos.
  • *Oliver Palotai (teclado) e Alex Landenburg (bateria): dupla perfeita em performances geniais
  • *Particularmente, acho que “Eventide” merecia ser a faixa de abertura.

….Shine your light in Eventide/Companion till all hope has died/Until life and death will reunite/Your song shall guide me through/My house of pain…Spiritual oracle…

   


Em seus trabalhos mais recentes, o quinteto abraçou temáticas ligadas ao pós apocalipse, passando pelo mundo dos clones, invadindo a inteligência artificial e, além disso, mergulhando na realidade virtual e na robôtica.


Dessa forma, estes temas tornaram-se evidentes em seus videoclipes e mais uma vez dão as caras em “On The Flag On The Ground”, faixa que destila doses extras de peso, destacando a performance excepcional de Sean Tibets e suas linhas pesadas de contrabaixo que encontram os riffs pesados da guitarras de Thomas Youngblood, fechando uma trinca perfeita.


Temos aqui o single de estreia que antecedeu o novo álbum, trazendo as participações especiais, ao mesmo tempo, de Kobra Page (Kobra and The Lotus) e do compositor e produtor Brian Howes, assumindo os backing vocals.

Em sua concepção, o videoclipe parece fazer uma conexão direta com as histórias mostradas em “Imsomnia”, “My Therapy”, “Liar, Liar” e “Amnesiac”.


O encontro entre “Ghost Opera” e “Center Of The Universe” deram origem a “Opus Of The Night (Ghost Requiem)”, mais um momento brilhante e mais uma faixa com cara de clássico. Aqui, Karevik literalmente encarna Roy Khan, cujos vocais soam absolutamente idênticos aos do norueguês.

Tommy Karevik / Reprodução / Facebook

Em mais um momento voltado ao Power Metal, a cereja do bolo fica por conta da violinista Tina Guo, numa performance triunfal e impecável, lembrando artistas como Lindsey Stirling, Vanessa Mae, Tempus Quartet, Caitlin De Ville, Asturia Quartet, Apocalyptica, David Garret e outros.

Destacam-se também os belos corais ao fundo fazendo as vezes de backing vocals.


Temos aqui uma faixa contemplada com um belíssimo Lyric Video.


Em um dos momentos mais belos (e emocionantes) do disco, “Midsummer ‘s Eve” é aquele momento onde a calmaria toma conta do ambiente.


Composta de belas harmonias, suas melodias fazem um passeio entre “A Sailorman’s Hymn”, faixa presente no já citado “The Fourth Legacy” e “One Last Goodbye”, do álbum “Mercy Falls” do Seventh Wonder, banda principal de Tommy Karevik.

Em uma canção onde sua interpretação atinge um nível absurdo de perfeição, e mais uma vez bebendo na fonte de Roy Khan, igualmente destacam-se as performances individuais dos convidados especiais, Miro (teclados), Tina Guo (violoncelo) e do violinista alemão Florian Janoske.

A influência do ex-vocalista Roy Khan

Se alguém dissesse que Roy Khan é o responsável pelas vozes principais, decerto eu iria acreditar.

Reprodução / Facebook
   

Um belo encontro entre os álbuns “The Fourth Legacy” e “The Ghost Opera” é o que define a sonoridade de “Bloodmoon”, canção que traz em seu início referências musicais a “Nights Of Arabia”, assim como as linhas instrumentais que remetem o ouvinte ao já citado “Ghost Opera”.


Além dos violinos, responsáveis por trazerem um encanto especial a música, é preciso mencionar os trabalhos geniais do trio Thomas, Sean e Alex, respectivamente guitarras, baixo e bateria.


Mantendo o disco em alto nível, a trinca constituída por “NightSky”, “The Looking Glass” e New Babylon”, faixa cujo início nos remete a “Carmina Burana” e que conta com as participações de Simone Simmons (Epica) e Melissa Bonny (Ad Infinitum), responsável pelos vocais “agressivos”, o grupo revisita mais uma vez alguns discos do passado, em especial a fase Power Metal.


Enquanto a primeira apresenta linhas de teclados similares a “The Light Is The Shine You” (Karma) e a segunda busca em “The Looking Glass”(The Ghost Opera), as mesmas similaridades musicais, a responsável por fechar a trinca mergulha na fase mais atual da banda, apresentando claras referências a “Liar, Liar”, “Sacrimony”, “The Phantom Divine” e “Mindfall Remedy”, canções que contaram com as vozes de Alissa White Gluz (Arch Enemy) e Lauren Hart (Once Human).

Encerrando em grande estilo


Em sua reta final, “Willow” é mais um belo momento de Tommy Karevik em mais uma brilhante interpretação remetendo-nos aos álbuns “Silverthorn” (2012) e “The Shadow Theory” (2018), em especial as faixas “Songs From Jolee”, “Under The Grey Skies” e “In Twilight Hours”.


Diferenciando um pouco das demais, “My Pantheon (Forevermore)” transita entre Heavy e o Power Metal, passeando por harmonias que se dividem entre vocais suaves e agressivos, flertando em dado momento com o Symphonic Metal, graças e principalmente as linhas de violinos.

Enfim, o encerramento fica por conta da instrumental “Ephemeral (Outro)”, responsável por apresentar um trabalho genial de composição e orquestração envolto em harmonias típicas de trilha sonora de filme épico.


Rebuscando os registros lançados anteriormente pela banda, em especial nos momento instrumentais, é possível notar claras referências (e influências) em canções como “Regalis Apertura”, “Continuum”, “The Mission (Shadow Key)”, “Overture” e “Magnus Dei”.

Kamelot, referência no Power Metal


A propósito, eis aqui um terreno onde o grupo já demonstrou ter grande conhecimento e afinidade.

Kamelot lançou um dos melhores (senão o melhor) registros da fase Tommy Karevik, e isso já era esperado, porém, não se trata de um disco que vai mudar a história do Power Metal e/ou irá agradar aos menos familiarizados com a banda, haja visto que o quinteto se repetiu em melodias, harmonias e principalmente na fórmula musical dos trabalhos anteriores.

KAMELOT / Divulgação / Facebook

“The Awakening”, um ótimo disco

Mas afinal, onde está o atrativo em “The Awakening”? A resposta é simples: o grupo amadureceu consideravelmente com o passar dos anos, sua música atingiu um novo patamar em se tratando de composições, moldaram sua sonoridade ao adicionar novos instrumentos como violinos, pianos e violoncelos, agradando assim os novos e grande parte dos fãs antigos, apostaram alto nas produções de seus videoclipes e, principalmente, investiram nos vocais de Karevik, que finalmente parece ter encontrado seu espaço e sua liberdade como vocalista, se entregando de corpo e alma a cada disco lançado. Embora as comparações com Roy Khan ainda permaneçam evidentes.

KAMELOT / Reprodução

Em poucas semanas de seu lançamento, o disco atingiu números expressivos nas paradas musicais de países como:

Alemanha, Austrália, Bélgica, Escócia, Holanda, Japão, Suíça e Reino Unido.

   


Mantendo o padrão musical e contando com um time de músicos excepcionais, o grupo desponta, inegavelmente, como um dos principais nomes do Power Metal da atualidade, lançando um disco cheio de atrativos  

KAMELOT / Line-up Atual / Divulgação / Facebook

Nota: 8,9

Integrantes:

  • Thomas Youngblood (guitarras)
  • Tommy Karevik (vocal)
  • Sean Tibets (baixo)
  • Oliver Palotai (teclados)
  • Alex Landenburg (bateria)



Faixas:

  • 1. Overture (Intro)
  • 2. The Great Divide
  • 3. Eventide
  • 4. One More Flag In The Ground
  • 5. Opus Of The Night (Ghost Requiem)
  • 6. Midsummer’s Eve
  • 7. Bloodmoon
  • 8. Nightsky
  • 9. The Looking Glass
  • 10. New Babylon
  • 11. Willow
  • 12. My Pantheon (Forevermore)
  • 13. Ephemera (Outro)

Redigido por: Geovani “Michel Teló” Vieira

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