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Resenha: Impaled Nazarene – “Eight Headed Serpent” (2021)

Gravadora: Osmose Productions

O Impaled Nazarene nunca foi um nome presente no círculo mainstream do Heavy Metal. Porém, sua história vai muito além das notas e riffs feitos por Alexi Laiho (Children of Bodom) que tocou guitarra no excelente álbum “Nihil”, lançado em 2000. A figura chave da lendária banda de Black Metal, no entanto, é o frontman Mika Luttinen. Desde 1990, o “anti-herói” do Heavy Metal carrega orgulhosamente a bandeira do ódio. A banda é uma das mais importantes e duradouras do estilo e mostra isso com seu 13° álbum, “Eight Headed Serpent”. Esse é um disco de puro Black Metal, contendo 13 faixas cheias de batidas frenéticas e riffs perversos que fornecem um pano de fundo para os gritos e guinchos maníacos de Mika.

   

Mais importante de tudo, o Impaled Nazarene construiu seu próprio caminho musicalmente desde o início, e eles foram contra a corrente em 1996 com o álbum “Latex Cult”, movido pelo Punk Hardcore. Aquela qualidade punk ranzinza e caótica permaneceu desde então, clara em músicas como “Eight Headed Serpent”, “Octagon Order” e “Human Cesspool”.

Falando sobre as faixas, o álbum abre com o single “Goat of Mendes”, que inicia uma explosão com os riffs típicos do gênero e os vocais insanos ditando o ritmo da música e com um refrão que repete várias vezes o título, ficando grudado na mente. Vale ressaltar a intro, que tem uma mulher falando que um demônio fez sexo oral nela, para logo após um pastor iniciar uma espécie de “exorcismo”.

A faixa título é uma destruição sonora com a bateria de Repe Misanthrope distribuindo blast beats como uma metralhadora, aliado ao baixo de Arc v 666, construindo uma cozinha forte para que os riffs de Tomi UG Ullgren sejam despejados com toda violência e rapidez pedida.

“Shock and Awe” tem um riff principal que nos leva diretamente ao início do True Norwegian Black Metal, destacando novamente a velocidade e os vocais com uma pegada mais “mortal”. Já “The Noncomformists” e “Octagon Order” (a mais curta do disco) tem a pegada Punk, como citadas anteriormente e são feitas para os mosh pits.

“Metastastizing and Changing Threat” é uma canção que também reflete as tendências Grindcore da banda e a inclinação para a energia do mal que está lado a lado com a era “Panzer Divison” do Marduk.

A produção do disco é ótima, com um som pesado, que deixa evidenciado todo o ódio que há neles, além de fazer com que cada instrumento tenha seu lugar de destaque no todo. Como a banda é obcecada por guerras nucleares, cabras e perversão, a capa é outro destaque, trazendo todos esses elementos de uma forma única.

Foram sete anos sem nenhum material novo desde “Vigorous and Liberating Death”. Esse lançamento pode não ser reverenciado como “Tol Cormpt Norz Norz Norz…” de 1992 ou “Ugra-Karma” de 1993, mas entrega o que os fãs desejavam: um disco rápido e furioso, sem remorso e cheio de atitude.

Nota: 8,0

Integrantes:

  • Sluti666 (Mika Luttinen) (vocal)
  • Repe Misanthrope (Reima Kellokoski) (bateria)
  • Arc v 666 (Mikael “Arkki” Arnkil) (baixo)
  • UG (Tomi UG Ullgren) (guitarra)

Faixas:

  • 01.Goat of Mendes
  • 02.Eight Headed Serpent
  • 03.Shock and Awe
  • 04.The Nonconformists
  • 05.Octagon Order
  • 06.Metastasizing and Changing Threat
  • 07.Debauchery and Decay
  • 08.Human Cesspool
  • 09.Apocalypse Pervertor
  • 10.Triumphant Return of the Antichrist
  • 11.Unholy Necromancy
  • 12.Mutilation of the Nazarene Whore
  • 13.Foucault Pendulum

Redigido por Lucas David

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