Resenha: Grond – “The Temple” (2026)

O underground eslavo segue à todo vapor e, mesmo com uma imensa espera, temos diante de nossos olhos o novo lançamento do Grond, banda russa de Death Metal. O novo álbum atende por “The Temple” e recebe a luz de seu nascimento dez anos após o estrondo causado pelo excelente “Worship the Kraken”, lançado em 2016.
A jornada segue firme pelos ares pantanosos de H. P. Lovecraft e, conforme mostra em seu logo, a banda obedece a tal comando. Certamente, irá atrair muitos adeptos tanto de Death Metal quando de Lovecraft, e vice-versa. E estou no meio dessa turma e você? Após ouvir o disco, acompanhando o escriba, passará a se aprofundar ainda mais nesse abismo sonoro formidável.
Pequena apresentação sobre o nobre Grond
O Grond surgiu em meados de 2002, mas somente em 2005 lançou seu primeiro registro oficial, a demo “Grond”. Conforme dito no início deste pequeno pergaminho, a banda natural de Moscou faz um mergulho profundo nas águas densas da literatura sobre o oceano e do horror cósmico de H.P. Lovecraft.
Em 2010, lançou seu primeiro EP intitulado “Steel Coffins”, contendo músicas em seu idioma local, em inglês, além de um cover em especial: “Dethroned Emperor” (Celtic Frost). “Howling from the Deep” iniciou a jornada de álbuns da banda em 2013, mostrando que uma potência do gênero estava a surgir das profundezas do oceano gélido e sombrio do leste europeu. Porém, foi com o segundo álbum que os russos mostraram o seu potencial musical. O já citado “Worship the Kraken” veio três anos depois e consolidou um início bastante promissor da banda, mas acabou ficando por isso. Todavia, outra curiosidade sobre este segundo disco fica por conta das músicas serem todas em inglês. Portanto, adotando em definitivo o idioma principal a ser explorado em diante.
O terceiro álbum ficou oculto por bastante tempo e, finalmente, veio a terceira ponta de lança dos caras. “The Temple” é baseado no conto homônimo de Lovecraft, misturando-o com a história da Primeira Guerra Mundial. O álbum foi lançado via Xtreem Music no dia 30 de abril.
De acordo com o próprio Grond em seu Bandcamp oficial:
“A história do álbum é inspirada no conto “O Templo”, de H.P. Lovecraft, e se entrelaça com o destino real do comandante de submarino alemão da Primeira Guerra Mundial, Otto Eduard Weddigen.”
Outros detalhes sobre a construção de “The Temple”
As músicas da banda têm a assinatura do vocalista Kist. As guitarras, baixo e vocais gravados no estúdio Rofocale pelo guitarrista Void. A bateria, por sua vez, foi gravada no estúdio Gaiti por Konstantin Bezinovsky.
Kostek Dolganov cuidou da mixagem e masterização do álbum, enquanto o logo, por Daemorph & GodLikeIkons. Daemorph também assina a arte da capa, porém é Alexandra Polyakova o nome da responsável pelo encarte e a impressão do CD, além das fotos da banda.
A valsa robusta do conflito armado
A principal lei da Primeira Guerra é a de que você não voltará para casa e que o inferno irá devorar as suas entranhas. Não há volta e muito menos um ponto de retorno para quem foi convocado para esse fim de mundo. Literalmente, tudo irá pelos ares e os seus entes queridos desaparecerão do mapa em fração de segundos, ou logo após uma imensa tempestade de disparos. Tropas sem rumo e sem condições de prosseguir, armamentos cada vez mais pesados e escassos, grupos exaustos e armadilhas por toda a parte. Mares repletos de monstros mecânicos e fortemente armados. Arsenal difícil de se combater. É cada um por si e Deus contra todos, literalmente. Obedeça ao seu superior para não sofrer represália, para que sua família não sofra as consequências. Não há o que se fazer. Apenas seguir, conforme ordenado. Marche para o fim… Veja as feras de frente por uma única vez e não poderá contar a ninguém. A sua voz sumirá diante das explosões...
A WWI baseada em The Temple se inicia
A instrumental “Rotter Himmel” abre caminho com uma chuva intensa, indicando que o solo está extremamente perigoso. Morrer afogado, ou deslizar de uma rocha é causa quase certa. Mares em pura revolta, submarinos em suas posições. Toda a estrutura sendo colocada à tona, enquanto o som similar ao som da guerra é tocado de modo a entreter e hipnotizar o ouvinte. De repente, estamos diante de uma sonoridade cadenciada, com palhetadas em velocidade média, distorcida e invocada. Em seguida, “Weddigen” dá a primeira cartada em direção ao abismo sonoro formidável, contendo uma estrutura musical muito elegante e condizente com o início do percurso.
Os toques na caixa provocam uma ligação direta com os passos sangrentos da guerra, mas a coisa tende a piorar a partir do riff de chamado para a valsa. O Death Metal mais extremo avança como um pelotão assassino e faminto para derrubar mais inimigos. Os compassos de bateria simulam grandes armas e veículos esmagadores de vidas. Blast beats realizam disparos certeiros, sem chance de escapar vivo. As variações sonoras ocorrem e fazem uma ligação muito interessante com o que o Memoriam vem realizando, Vomitory também entra na dança, entre outras com receituário próximo. Os solos surgem como um emaranhado de arame farpado e dilaceram a carne como se fosse papel de pão.
A cadência e doses de morbidez entram em cena para abrir ainda mais espaço aos solos, sendo que estes puxam as bases para atacar mais intensamente dentro da proposta. Início e avanço promissores realizados em nome do temido comandante Otto Eduard Weddigen.
“Monstros de aço emergem
Acima do abismo
Aqueles que antes eram sábios
Agora dominados pela doença da guerraEles saem da escuridão
O capitão lhes diz “Deus os abençoe”
Ninguém sabe quantos morrerão
Ninguém, ninguém os abençoará!”
Honra ao mérito
O lobo do mar Weddigen está pronto para caçar, enquanto os britânicos sentem na alma a fome do comandante alemão. De início, a cruz de ferro está brilhando e, logo após os ataques, está completamente manchada de sangue. A fome se torna insaciável e, semelhante ao que os prussianos faziam, a “Pour le Merite” é entregue aos vencedores da missão.
Baixo e bateria realizam os primeiros passos para que, logo na sequência, as guitarras engradeçam a exploração territorial e avancem rumo à vitória. A velocidade energiza as chamas causadas em batalha e o arrasto das bases formam uma parede capaz de destruir as tropas inimigas em pouco tempo. A sonoridade realiza nova investida, com mais sede de sangue ainda e emenda em um solo cortante e obliterador, mesmo que curto. Podemos citar o Necrot como um ponto de referência deste capítulo.
A segunda parte deste apresenta todo o feeling de quem realmente planeja um solo condizente com a trama e/ou, constrói bases que unem forças para tal. Dedilhados cavernosos, melódicos e distorcidos dão ainda mais corpo para a música, sem que perca todo o lado sombrio e sanguinário da mesma. As variações sonoras formam um clima capaz de te colocar no cenário, em que você acha que haverá um mínimo de respiro, mas a fumaça e os avanços inimigos impedem. Portanto, a honra ao mérito sempre estará em jogo.
“A caçada deve continuar
Nova vítima alvejada
HMS Hawke
Perfurado por uma lâmina de torpedo
Oito minutos para rezar
Oito minutos para amaldiçoar”
A sede de sangue de um lobo do mar faminto
A letra de “U-29” já diz tudo sobre o som, além do próprio conteúdo lírico. Os passos da nova dança seguem e dão início a um novo capítulo na história. Aqui, temos um formato que remete aos tempos mais antigos do Immolation. Se o Mar do Norte ferve em batalha, a sonoridade mostra isso através dos acordes seguintes, com requintes de muita crueldade musical – receita de sucesso dentro do cardápio da música sanguinária qualificada. O avanço do submarino é contornado por solos invasores de linhas defensivas, obliterando a tudo e a todos, em sua totalidade. A cadência revela o baixar da fumaça em determinados instantes, sobretudo nas camadas mais profundas e obscenas da faixa. O ritmo em comboio é providencial e apresenta aquele espanto vivido em época, em alusão à inspiração no livro. Isso, portanto, resulta em mais uma investida frente às cordas mais finas do arsenal sonoro.
“O Mar do Norte está fervendo
Com guerra e sangue
A abominação cresce
Três navios mercantes afundados
Um após o outro
O Lobo bebeu sangue novamente
Cabo geme
Gritos andaluzes
Cidade indiana chama
Encouraçado”
Encouraçado pronto para atacar
Muitas mentiras ditas sempre para favorecer algo ou alguém. O ego de quem fica atrás da mesa e que apenas deseja sustentam as suas medalhas e honrarias é cada vez mais inflado. Conforme as baixas ocorrem, novas investidas são realizadas e novos feitos cortejados como se fossem títulos de campeonato mundial. O HMS Neptune escapou do fim, mas a avalanche de morte e destruição contornou o seu convés, aliado ao som nefasto produzido pelo Grond.
“Dreadnought” dá suas primeiras cartas sob notas distorcidas e provocativas, exalando o cheiro de sangue e morte em meio aos riffs e linhas percussivas que narram o desfecho e o rumo sombrio da história. Seu andamento segue uma linha em pontos de médio percurso, dando ênfase às alavancadas de guitarra, ao peso e sustentação precisa do baixo, e grooves precisos de bateria. Os solos demonstram total interesse em caminhar mais vagarosamente, levantado um ar de sufoco e desespero de quem estava naquele momento e naquele lugar em que tudo era feito em prol do sucesso de alguns. Mas, o Deus Netuno se invocou e com ele a música ganhou mais ímpeto, destroçando e dizimando pessoas como se fosse algo completamente descartável.
“Por trás das pilhas de mentiras
Fuja de uma morte cruel
A única chance de evitar o desprezo
O HMS Netuno escapou da morte
Embora sentisse o hálito da morte
O capitão irritou o deus do mar em vão”
Tripulação em contato com o inferno
O pesadelo de uma frota de navios não vem dos céus, mais sim do fundo do mar. O kraken de metal é o causador de todo o espanto, medo, desorientação e alucinação de quem está no navio. O submarino se alimenta do medo dessa gente e o capitão sabe bem disso. “Submergence” chega para impor um julgamento sufocante e aterrorizador perante aos réus do convés.
As primeiras notas de sustentação chegam com hora marcada para instaurar mais um instante de puro caos sonoro. Notas se assemelham com sinos da morte e o rangido das bases trazem à tona o próprio rangido dos navios em movimento, enquanto ainda estão inteiros. O metal da embarcação vira nada perto da fúria do deus dos mares.
A velocidade aumenta, conforme as baixas crescem e a cor do céu é consumida pela fumaça da artilharia. Solos alarmantes soam como sedativos em meio a uma jornada tensa e desintegradora de almas. Bases ríspidas respondem aos chamados dos solos “navalhantes” e os vocais cavernosos ampliam o encanto infernal. Dessa vez, os solos se tornam mais desesperadores e parceiro certo das alucinações constantes e vividas pelos participantes da guerra.
“O barco está à deriva na escuridão
A escuridão se insinua na mente
O submarino parece uma arca
Com a humanidade moribunda
Banidos do além
Perseguidos por olhos invisíveis
Demônios lançam um feitiço
Fazendo o capitão gritar”
Perda de controle
“Radiant Fury”, conforme o próprio nome diz, revela constantes alucinações de quem está no comando da tripulação e ouve vozes de comando para encerrar com tudo aquilo. O desfecho é uma matança descomunal de seus próprios ordenados, contendo o sangue ainda fresco em suas mãos.
Virada rápida de bateria e pisões em notas pesadas de baixo, arrombam as passagens do navio para que os riffs rasguem as gargantas da tripulação moribunda. As notas decolam em favor de um Death Metal vigoroso, abrindo caminho para variações rítmicas e uma cadência promissora, juntamente com solos providenciais e mais breves. A sequência traz linhas de guitarras orientando a movimentação dos mares e a destruição daqueles que não percebem o tamanho das visões alucinantes antes do fim. Solos mais agudos e impetuosos emergem e ampliam o clima caótico e desesperador. Destaque também para os trechos mais vagarosos e com intervalos entre as notas, promovendo uma aula às bandas que não sabem como inserir algo do tipo em seu som, além dos tremolos que permeiam a ala final da faixa.
“Um lampejo de fúria
A loucura cresce
Visões atormentadoras
O barco gemeAfundando naquela
Tumba úmida abaixo
Caos! Visões atormentam
Ele está sozinho?”
O Templo do Deus Desconhecido
Eis que, o anúncio para a saída de dentro do submarino é feito e você terá que sair para ver de perto as maravilhas, a vastidão e o final de tudo praticamente de uma só vez. “The Temple” inicia o caminho de modo introspectivo, unindo melodias gélidas e lamuriantes às bases mais contundentes e soberbas. Guitarras destacam as visões ao redor de todo o oceano, enquanto o fim se aproxima como um verdadeiro tsunami.
A falsa liberdade promove um vislumbre através das partes mais velozes e insanas da música, entregando mais visões pelo caminho, principalmente por conta das melodias densas e alavancadas agoniantes em diversos momentos da jornada. Aqui, podemos acrescentar uma boa dose de Incantation, banda capaz de fazer fervilhar qualquer nota mais aguda. Afinal, o ar congelante é capaz de provocar fortes queimaduras na pele e também na alma de quem acabou de colocar o seu traje de mergulho.
Explorar – mesmo que por pouco tempo – o ambiente lá fora é uma tarefa ainda mais desafiadora do que enfrentar os riscos de forma submersa. Aqueles que habitam o vazio do oceano despertaram agora o que não deveria existir…
“Memórias caóticas me assombram
Ideais em que acredito
Corrompidos pela proximidade da morte
Estou desfrutando do meu último suspiro
Vejo belas paisagens
Ciclópicas e terríveis
Templo do Deus Desconhecido
Estou pronto para morrer por isso”
O estalar dos ossos esmagados pelas rodas
Por fim, chegamos ao término deste pergaminho sonoro sãos e salvos. Cada capítulo com seus momentos em específico e uma viagem magnífica por entre as profundezas da realidade e da fantasia. “The Dark Recesses of the Sea” chega para retratar a devastação que uma guerra causa, unindo amigos e inimigos em um mesmo local ao irem de encontro à morte. Todos juntos viram um grande amontoado de cadáveres, sendo esmagados pelas rodas das máquinas. O estalar dos ossos pode ser ouvido por grandes distâncias, embora os mortos permaneçam em completo silêncio.
A música traz aquela boa angústia característica, com melodias soltas através dos engasgos em prantos das guitarras. O baixo leva a rouquidão das vozes cansadas de gritar em dor. E a bateria faz a última marcha antes da queda definitiva. O som carregado de lamúria apresenta seu arsenal em camadas, oferecendo ao adepto do estilo mais uma alta dose de Death Metal repleto de agonia, lamento e muito sofrimento envolvido. Os compassos se espalham diante do ouvir das palhetadas precisas, ampliando a magnitude do desfecho final do disco. Os solos se formam a partir dos grunhidos agudos de guitarra, tornando a faixa ainda mais marcante.
Porém, se engana quem acha que ficará apenas nisso. O gargarejo com sangue é feito sob encomenda – metáfora sobre tremolos que vem a se juntar aos solos – e fazem desta uma das melhores faixas do álbum, para não dizer que é a melhor. O final apresenta um momento mais intenso e um ar de tensão ainda maior, fechando a obra com maestria e garantindo ao Grond uma ótima trinca de ases.
“Rodas passam por cima de cadáveres,
Embora o estalar
de ossos seja ouvido por toda parte,
E os mortos permaneçam em silêncio.Aqui o inimigo é sepultado sob um amigo,
Ele nasceu do amor humano,
Acima deles – o dia todo
Vale a pena o gemido das armas…”
Considerações submersas finais
O universo de Lovecraft é quase sempre muito bem explorado pelas bandas de Metal ao redor do mundo. É, com toda a certeza, o gênero que mais se associa ao enredo e proporciona viagens alucinantes através dos versos e da sonoridade. Os temas combinam muito bem com guitarras estridentes, baixo rangente e bateria trituradora de ossos. Para o Grond, esse vem a ser o cardápio ideal para a sua degustação. Para o ouvinte, é um deleite a junção desses dois mundos.
A figura do comandante alemão Otto Eduard Weddigen é o ponto central de tudo, alinhado com o enredo baseado nas alucinações, tanto em viagem ao destino quanto às próprias batalhas em si. Isso torna cada momento ainda mais tenso e reflexivo, entendendo o pânico de quem vivenciou de perto até seus últimos segundos e também para quem sobreviveu ao descaso que atende por guerra.
Músicos que se tornam combatentes na arte de tocar Death Metal
O vocalista Konstantin Kovalenko (Константин Коваленко), a qual atende pela alcunha Kist, desempenha papel tão fundamental para novo full-length quanto para os discos anteriores. Desempenha com maestria e exatidão aquele vocal cavernoso, visceral, um gutural com técnica e que é perceptível seu vocabulário, dando mais peso ao som já devastador.
O baterista Kadath está na banda desde 2017 e agora teve a oportunidade de mostrar sua real capacidade em um álbum de estúdio. O tempo passou, mas valeu muito à pena esperar pelo desfile de técnica, improviso, agressividade e nada de piedade quando o assunto é tocar pesado, quando é para tocar Death Metal de qualidade.
O guitarrista Void é um músico exímio e não se prende a um caminho apenas. Suas linhas se misturam e se entrelaçam de tal maneira, que resulta em um estilo de tocar bastante envolvente, dando aquela famosa vontade de acionar o botão repeat no aparelho de som. Riffs, emendas, pontes, improvisos e solos, tudo é essencial em cada música e você consegue aproveitar a audição por completo. Nada fica fora do lugar, exceto se você não conseguir ouvir Death Metal. Nesse caso, portanto, a culpa é toda sua!
Por fim, o baixista Alexander Golikov (Александр Голиков) está na banda desde 2022 e vem desempenhando um papel incrível, quanto ao alicerce sonoro do conglomerado russo. Embora o baixo não tenha tantas nuances, ele consegue manter o ímpeto musical constante e não deixa o peso das faixas sair de cena em nenhum segundo. Ainda há espaço para algumas experimentações e até trechos somente com o baixo e/ou somente baixo e bateria, mostrando que o músico está bem à vontade em seu novo posto.
“Sea worshipping DEATH METAL!”
Nota: 9,1
Integrantes:
- Kist (vocal)
- Kadath (bateria)
- Void (guitarra)
- Sarghas (baixo)
Faixas:
- Rotter Himmel
- Weddigen
- Pour le Merite
- U-29
- Dreadnought
- Submergence
- Radiant Fury
- The Temple
- The Dark Recesses of the Sea
uma grata surpresa esse album confesso nao conhecia essa banda porem o algoritmo do youtube de vez enquando recomendo muita coisa boa foi caso do Grond ,simplismente impecavel da arte de capa ao som em si forte candidato a melhores albums do ano.