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Resenha: Goaten – Crimson Moonlight (2021) [ EP ]

“Crimson Moonlight” é o segundo EP da banda de Heavy Metal gaúcha, Goaten, que estará sendo lançado no dia 20 de outubro, pelo selo Cianeto Records. Ele é o sucessor do “The Following”, que teve o seu lançamento em março do ano passado e também tive a enorme honra de resenhar.

Embora a sonoridade continue remetendo ao NWOBHM e aos Heavy Metal 80’s de modo geral, notei no novo registro uma busca maior pela identidade Goaten, busca essa que já existia no EP anterior, porém parece mais intensa no atual lançamento. Antes mesmo de trazer a luz o seu primeiro full lenght, o que segundo a banda deve acontecer no próximo ano, o power trio da região do Vale dos Sinos mostra uma evolução que não pode ser considerada discreta. A descrição das faixas deixa claro o que acabo de mencionar.

   

“The Fortress”, canção que abre o EP, foi o segundo single lançado antecipadamente. Heavy Metal com 100% de pureza e que me deixa apaixonado logo na primeira audição. O vocalista, que também toca baixo, Francis Lima, conduz a sua interpretação recheada de melodia, desenvolvendo um refrão grudento. O guitarrista Daniel Limas produz riffs marcantes e se destaca mais uma vez na execução de seu solo que é mergulhado no feeling. Ele já havia chamado minha atenção com “Soul Decay“, terceira faixa do “The Following”, porém, essa mesma qualidade é notada em praticamente todas as cinco músicas do “Crimson Moonlight”. Rafa Marco toca linhas de bateria um pouco mais modernas, mas, sem fugir das características da era de ouro do Heavy Tradicional.

“Bells”, primeiro single revelado, tem um ritmo bem mais cadenciado e pode ser classificado como um híbrido perfeito entre Hard Rock e Heavy Metal, o qual é chamado de Hard & Heavy. Algo que não esteve presente no EP de estreia. Seu riff é daquele tipo que martela na mente até fixar. Na minha viagem particular, essa faixa em sua parte instrumental me remete as sonoridades germânicas do Scorpions e Accept, todavia, como já deixei claro no início da frase, é tão somente visão privada. Antes do curto, mas lindo solo de guitarra, um breakdown deixa a dinâmica e a atmosfera, fantásticas.

“Sacrifice”, o mais recente single revelado, tem um riff de ataque capaz de fazer com que as cabeças batam sem parar. Até esse momento da audição, ela é minha favorita do registro, o que muda mais adiante. O solo de Limas é mais técnico que os demais, porém sem abrir mão do feeling que é sua marca registrada. O refrão é tão chiclete que até meu filho mais novo, de quatro anos, foi capaz de decorar e ficar cantando o dia todo. Aliás, acho que eu ajudei a colocar no mundo o fã mais jovem do Goaten. Eles me devem essa (rs). Há um refrão com subida de tom e Francis vai muito bem, mostrando que tem mais recursos vocais. Bela canção e, realmente, uma das melhores do EP.

Segundo a própria banda revelou ao Mundo Metal em entrevista recente, “Gypsies In The Night” não entraria no EP, porém de última hora os planos mudaram, talvez fosse fazer parte do vindouro álbum completo, mas o fato é que está no “Crimson Moonlight”. Ela tem uma pegada bem mais Hard Rock e encaixou muito bem no contexto, justamente, por ser diferente. Ao contrário das outras, que já me conquistaram de primeira, precisei de algumas audições para absorver “Gypsies In The Night”, depois, eu a achei tão qualificada quanto as demais.

No apagar das luzes vem a minha canção favorita. “Cold Air” tem uma linha de baixo bonita demais. Francis Lima mandou bem demais no vocal e no baixo nessa faixa. Ela tem mudanças de andamento e de dinâmica que a tornam única e especial na audição. Cada vez que vou escuta-la, não consigo fazer isso uma única vez. O solo de Daniel novamente faz a cabeça, assim como as variações rítmicas de Rafael. “Cold Air” deixa um gosto de quero mais e uma expectativa gigante para o full álbum, que espero que venha mesmo em 2022. “Diga-me doutor, por que sua casa está tão fria? / Tudo está escuro, quieto e antiquado / Não me diga mentiras, eu preciso saber / Você desperdiçou muitos anos / Tão só / Sozinho / Não pude evitar, tudo isso foi um grande erro / Naquele momento não consegui encontrar seu rosto / Um pedaço de papel teve as últimas palavras / A horrível verdade foi revelada / Da pior maneira.” Sentiu o clima? Pois é, assim é “Cold Air”, assim é o “Goat”.

Goaten me provou que pode deixar de ser promessa do Heavy Metal nacional e se tornar realidade, em breve. O debut completo será capaz de dizer isso. Por enquanto, a banda só merece elogios, tanto na parte musical, quanto na parte pessoal, pois eles parecem pessoas que vivem o verdadeiro espírito do Heavy Metal e isso me agrada demais. Espero conhece-los em breve. Aprovado e indicado para fãs de Heavy Metal, Hard & Heavy e música de qualidade.

Parabéns, GOATEN!

“Why didn’t you tell me you were?”

“Why didn’t you tell me you were?”

“Why didn’t you tell me you were, dead?”

Nota: 9,3

Integrantes:

  • Francis Lima (vocal e baixo)
  • Rafael Marco (bateria)
  • Daniel Limas (guitarra)

Faixas:

  1. The Fortress
  2. Bells
  3. Sacrifice
  4. Gypsies In The Night
  5. Cold Air

Redigido por Cristiano “Big Head” Ruiz

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