Resenha: Dirkschneider & The Old Gang – “Babylon” (2025)

Após a chegada de diversos singles preliminares — “It Takes Two To Tango”, “Babylon”, “Hellbreaker”, “Time To Listen”, “Strangers In Paradise” e “Dead Man’s Hand” —, finalmente, o grupo encabeçado pelo vocalista alemão, Udo Dirkschneider (ex-Accept, U.D.O. e Dirkschneider), lançou o aguardado disco de estreia de sua mais nova empreitada.
“Babylon” é o nome do primeiro disco completo do projeto colaborativo Dirkschneider & The Old Gang. O registro sucede o aclamado EP “Arising” (2021), gravado na época da pandemia com intuito de arrecadar fundos para artistas, bem como pessoas que trabalhavam no mundo da música e tinham sido atingidos pelo lockdown.
O supergrupo une o vocalista Udo Dirkschneider, o baixista Peter Baltes (ex-Accept, Dirkschneider), o guitarrista Stefan Kaufmann (ex-Accept, Dirkschneider e UDO), o guitarrista Mathias “Don” Dieth (Sinner e UDO), o baterista e filho de Udo, Sven Dirkschneider (UDO e Dirkschneider), assim como a vocalista Manuela “Ella” Bibert.

Heavy Metal classudo e divertido
Composto por 12 faixas e cerca de 1 hora de duração, “Babylon” chegou às lojas e plataformas de streaming na última sexta feira, 3 de outubro, através do selo Reigning Phoenix Music.
Para quem gosta daquele Heavy Metal tradicional imortalizado pelo próprio Accept em discos como “Balls To The Wall” (1983), “Metal Heart” (1985) e outros, o novo trabalho protagonizado por Udo é certamente uma ótima pedida.
Repleto de riffs inspirados e solos muito bonitos da dupla Stefan/Mathias, linhas de baixo classudas do incomparável Peter Baltes, além dos vocais inconfundíveis de Udo, o disco ainda traz coros e duetos muito interessantes com a ótima vocalista Manuela “Ella” Bibert.
As composições são marcantes, bem estruturadas, possuem uma vibração alto astral e trazem performances individuais realmente inspiradas. A impressão que fica é que os músicos realmente se divertiram e capricharam ao máximo na criação destas músicas. A energia é incrível e o resultado melhor ainda.
Por conta da quantidade dos singles disponibilizados, “Babylon” já estava há algum tempo em nosso radar. Era um trabalho que apostávamos bastante e depois do lançamento, fica somente a constatação de sua qualidade.

Muitos destaques
Das faixas já lançadas como singles, impossível não mencionar as festeiras “It Takes Two To Tango”, “Hellbreaker” e “Dead Man’s Hand”, a climática “Babylon” e belíssima balada “Strangers In Paradise”. E a gravadora está realmente apostando no disco, já que ainda houve tempo para lançar mais um single, desta vez para “Metal Sons”.
Sempre que vemos tracklists muito longos, nos bate aquela preocupação. Ainda mais tratando-se de Udo, que vem de fato exagerando um pouco na quantidade de faixas em seus últimos discos solo.
Pois desta vez está tudo certo e o disco apesar de ter uma duração longa, não se torna enfadonho em momento algum e também não possui músicas desnecessárias. Tudo o que está presente no tracklist tinha que ser lançado mesmo pois tratam-se de músicas realmente boas.
Além de todas as composições já apresentadas previamente, ainda destacamos as ótimas “The Law Of A Madman” com um riff poderoso; a veloz e descompromissada “Propaganda”; além de “Beyond The End Of Time”, um encerramento digno para uma obra sem deslizes. Disco que certamente chega forte na disputa por uma vaga entre os melhores do ano na categoria Heavy Metal tradicional.
Um conselho: Udo, esqueça Accept e discos solo daqui para frente, foque no Dirkschneider & The Old Gang. Melhor disco do baixinho em anos.
Nota: 9,5
Integrantes:
- Udo Dirkschneider (vocal)
- Manuela “Ella” Bibert (vocal)
- Peter Baltes (baixo)
- Stefan Kaufmann (guitarra)
- Mathias “Don” Dieth (guitarra)
- Sven Dirkschneider (bateria)
Faixas:
- 01 “It Takes Two To Tango”
- 02 “Babylon”
- 03 “Hellbreaker”
- 04 “Time To Listen”
- 05 “Strangers In Paradise”
- 06 “Dead Man’s Hand”
- 07 “The Law Of A Madman”
- 08 “Metal Sons”
- 09 “Propaganda”
- 10 “Blindfold”
- 11 “Batter The Power”
- 12 “Beyond The End Of Time”