Resenha: Death Conspiracy – Intolerance (2020)

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O EP “Intolerance” é o primeiro registro da banda de Technical/Brutal/Death Metal, Death Conspiracy, a qual nasceu em São Paulo/SP no ano de 2016, tendo sido a produção das seis faixas, independente.

O tema instrumental “Arise From Exctinction” serve para aquecer os ouvidos para o que está por vir. Na faixa título do EP, “Intolerance”, já é possível perceber toda a qualidade técnica dos instrumentistas. A dupla de guitarristas, Bruno Toledo e Harrison Duarte, Intercalam riffs, bends e solos, todos, impecavelmente perfeitos. O baixista Michel Marcos, que também é o vocalista da banda, executa linhas de baixo, que são técnicas e encorpadas. Os guturais de Michel são bem variados, ele usa desde os estilos mais old school até os mais modernos. O baterista Dough D’magalhães toma conta do recado sem exagerado uso de blast beats.

“Obsession” é ainda mais brutal e agressiva que sua antecessora, porém segue cadenciada na maior parte do tempo de sua duração, possuindo alguns pequenos trechos mais acelerados. Uns momentos remetem a Krisiun, outros a Death nos primórdios da banda, tudo isso mostrando as excelentes influências musicais do quarteto. A introdução de “Where The Demons Resides” evidencia ainda mais o talento de Michel Marcos como baixista. O trio de cordas trabalha com uma sincronia e entrosamento, elogiáveis. A produção também lembra os últimos discos do Krisiun, com os instrumentos equilibrando peso e nitidez. Alguns acham esse tipo de produção “plástica” demais, porém a mim, me agrada.

“Living To Explain”, que foi o single adiantado do EP, mantém o nível das faixas anteriores, sem acrescentar novos elementos, mas claro, trata-se de uma boa canção. O registro se encerra com a faixa “The Thousando Truths”, a qual começa com um pequeno solo de guitarra em sua introdução. A sonoridade do Death Conspiracy tem personalidade ímpar, não forçando para parecer nenhuma banda, embora as influências sejam evidentes.

Há poucos lados negativos, mas não posso deixar de tocar neles. Acho que um pouco mais de velocidade daria uma dinâmica mais interessante a sonoridade, aproveitando de forma melhor o inegável talento dos músicos. Outro ponto é que em alguns momentos há excessos de vocais gravados, concomitantemente, mas nada disso compromete seriamente o trabalho da banda. Isso só não funcionou. Fora esses dois pontos citados, só tenho a elogiar o EP. Fico na expectativa do lançamento do primeiro full-lenght.

Aprovado e indicado para os fãs de Metal extremo que não tenham frescura com a mescla de elementos old school com ingredientes mais modernos.

Nota: 8,1

  • Integrantes:
  • Michel Marcos (vocal, baixo)
  • Bruno Toledo (guitarra)
  • Dough D’magalhães (bateria)
  • Harrison Duarte (guitarra)
  • Faixas:
  • 1.Arise From Exctinction
  • 2.Intolerance
  • 3. Obsession
  • 4.Where The Demons Resides
  • 5.Living To Explain
  • 6.The Thousando Truths
  • Redigido por Cristiano “Big Head” Ruiz
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