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Resenha: Blaze Bayley – War Within Me (2021)

Gravadora: Blaze Bayley Recordings

Tem figuras dentro do Metal, as quais suas histórias são mais conhecidas que sua própria arte. Como é o caso de Tim “Ripper” Owens, ex-vocalista do Judas Priest. Há também o caso de Paul Di’Anno, ex-vocalista do Iron Maiden. Mas sabem qual o maior problema? Estes são dois ótimos vocalistas, que têm excelente vozes, mas que infelizmente ficaram marcados por terem sido membros de bandas muito grandes, e por isso, geralmente, sua carreira fica marcada como ‘ex membro’ da instituição musical. O maior diferencial entre o primeiro mencionado e o segundo é que Ripper utilizou isso para se auto promover e continuar sendo um vocalista notável e com ótimos projetos ativos, como o Charred Walls of Damned, Spirit of Fire, e o mais novo, K.K. Priest. Mas não estou aqui para falar do Ripper, mas sim de outro artista que soube fazer o mesmo, e com uma excelência assustadora. Falo de Blaze Bayley, ex-vocalista tão odiado (sem motivos) da donzela de ferro.

   

Não é preciso contar a história de Blaze, ela é mais conhecida que nota de 2 reais. Mas o que preciso dizer aqui e posso garantir, é que aquela birra que os fanzetes tinham dele no Iron é puramente sem sentido. A carreira solo do homem é um compilado brutal de composições assustadoramente bem feitas e executadas com uma perfeição sombria. Caso de seu disco de estreia em 2000, o excepcional “Silicon Messiah”, um álbum completo, com peso, obscuridade e técnica. Confesso a vocês que mais novo, eu era um daqueles que falavam mal do Blaze no Iron, porém, ao ouvir esse disco, consegui entender que Bayley não foi bem aproveitado na donzela e talvez por isso, seus discos tenham ficado um pouco ‘difíceis de assimilar’. Mas chega de delongas, vamos falar do lançamento excelente do garoto, o disco “War Within Me” que viu a luz do dia em 09 de abril.

O 10° disco de estúdio de Blaze é, em um adjetivo, maravilhoso. Ele segue a mesma fórmula de Heavy Metal tradicional sem frescuras e direto que Bayley já está acostumado a fazer. As faixas são todas trabalhadas com riffs marcantes e cozinha de qualidade, haja vista a banda escolhida e que já vem sendo o apoio do músico há anos, o Absolva de Chris Appleton (Fury Uk, ex-Wizz Wizzard). O compacto já abre com o tema que o intitula, “War Within Me”, uma composição de riffs rápidos, porém bem situados dentro do conjunto completo da obra. Vale dar um ponto aqui para a produção que é muito sólida, bem agradável e ainda por cima favorece e muito para que a voz da Blaze caia como uma luva. Os riffs rápidos e trabalhados completam ainda mais o ambiente devido a distorção maravilhosa. Em “303” as bases são brutas, todavia o vocal ‘suave’ combina perfeitamente com o clima e com a letra histórica da canção. Para quem não sabe, ‘303’ se refere ao No. 303 Squadron RAF, um esquadrão polonês formado em julho de 1940 que voou e batalhou na Segunda Guerra Mundial. A terceira composição do disco é a bela “Warrior”, que inicia como uma faixa calma, mas que rapidamente muda para bases clássicas e uma cozinha extremamente simples e excepcional.

Na continuação ouvimos “Pull Yourself Up”, que é mais cadenciada, mas sem erro, com construção bem feita e completa, como todo e bom fã de Heavy Metal tradicional ama. “Witches Night” apresenta aquela composição mais épica e com bases rápidas e um som assustadoramente maravilhoso. Por fim, ouvimos “18 Flights”, uma música mais cadenciada, mas sem deixar de lado o peso das cordas de Chris e Karl. Além disso, a cozinha de Martin é assustadoramente clássica e bem construída. Uma faixa completa para ninguém botar defeitos.

Chegada a trilogia conceitual dos cientistas, as faixas ” The Dream Of Alan Turing”, “The Power Of Nikola Tesla” e “The Unstoppable Stephan Hawking” é uma tríade maravilhosa que não tem como encontrar defeitos. Como que se completando, as faixas formam um momento bem interessante do disco de Bayley. Convido vocês a ouvir esta trilogia fantástica e deixar seus comentários. Analise cada detalhe, cada nota, as letras e claro, preste atenção em como a voz de Blaze está bem madura combinando perfeitamente com a ambientação das composições. Ao final do álbum, temos a excelente “Every Storm Ends”, uma power ballad sentimental e com um punch magnífico. Os vocais de Blaze combinam perfeitamente com a climatização da obra, e com as doces cordas. Além disso, a letra tem uma mensagem muito bonita para passar, como no trecho:

“Seu coração vai se curar,
E suas lágrimas vão secar,
Cada tempestade termina…”

Chega ao fim o compacto, altamente, viciante e completo. Blaze mostra novamente ao mundo que soube levar sua carreira como um verdadeiro mestre, e que não deixou o passado suprimir as suas qualidades. Ele levantou sua face e decidiu continuar fazendo músicas com qualidade. O passado não pode definir quem você é agora, mas pode te ajudar a consertar os erros e focar somente nos acertos. É claro que alguns músicos não seguiram esse pensamento, mas os que seguiram, nos brindaram com ótimos lançamentos e com uma qualidade acima da média.

Nota: 8,9

Integrantes:

  • Blaze Bayley (vocal)
  • Chris Appleton (guitarra, vocal de apoio)
  • Karl Schramm (baixo)
  • Martin McNee (bateria)

Faixas:

  • 1.War Within Me
  • 2.303
  • 3.Warrior
  • 4.Pull Yourself Up
  • 5.Witches Night
  • 6.18 Flights
  • 7.The Dream of Alan Turing
  • 8.The Power of Nikola Tesla
  • 9.The Unstoppable Stephen Hawking
  • 10.Every Storm Ends

Redigido por Yurian ‘Dollynho’ Paiva

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