Redivider anuncia “Sounds of Malice”, um mergulho visceral no death metal clássico

A cena extrema inicia 2025 com um impacto poderoso: o novo álbum da Redivider, Sounds of Malice, chega ao público no dia 9 de janeiro e promete reviver grandes momentos do death metal norte-americano do início dos anos 1990. Formada em Louisville por Jacob Spencer e Paul Nunavath, a banda construiu sua identidade apostando em riffs cortantes, atmosfera densa e uma pegada brutal que remete diretamente à velha escola, mas sem abrir mão da precisão contemporânea.
Agora, toda essa proposta se materializa em um trabalho que carrega tanto suas influências quanto a personalidade que o grupo desenvolveu desde 2021. Com esse lançamento, a Redivider busca ir além do simples resgate sonoro. Sounds of Malice nasceu do esforço coletivo de Spencer, Nunavath, Jake Atha e Alexander Farrington. Juntos, passaram os últimos anos experimentando ideias no palco e lapidando composições que equilibram narrativa, peso e dinamismo.
Embora cada faixa aborde temas distintos — indo de mitologias sombrias a reflexões sobre existência e destruição — o álbum mantém uma coerência estética marcada pelo clima opressivo e pela força de seus arranjos. Assim, o disco transita naturalmente entre fúria direta e atmosferas mais densas, sempre guiado por guitarras afiadas e vocais que projetam caos.
Um lançamento que une tradição e modernidade
Gravado no Round Table Recording Company e no Michael Kent O’Bryan Studio, o álbum recebeu mixagem do próprio Nunavath e masterização de Dan Swano no Unisound, reforçando a busca da banda por um som autêntico e visceral. A produção evidencia a intenção do grupo de transmitir a energia crua de seus shows, criando músicas pensadas para serem sentidas fisicamente. Dessa forma, cada riff ganha destaque, e cada virada de bateria reforça a proposta de impacto imediato. E este é um elemento essencial para uma banda que cresce justamente pela intensidade de suas performances ao vivo.
Ainda que não siga um enredo conceitual rígido, Sounds of Malice mantém unidade por meio de sua atmosfera e temática. Ao longo do álbum, a Redivider explora imagens de decadência, rituais sombrios e fantasia brutal. Tudo isso costurando um instrumental agressivo que respeita a tradição do gênero enquanto avança com frescor e ousadia. Esse equilíbrio transforma o disco em uma declaração de propósito: a banda não busca apenas homenagear o passado, mas afirmar sua própria voz dentro do death metal atual.
Com Sounds of Malice, a Redivider entrega um debut robusto, intenso e fiel às raízes que inspiraram sua formação. O álbum marca um passo decisivo para o grupo e reafirma que há espaço, mesmo em um cenário saturado, para novas bandas que entendem a essência do gênero sem se prender a fórmulas. O dia 9 de janeiro se aproxima, e com ele a promessa de um dos lançamentos mais contundentes do death metal recente.