Phantom Star resgata o Heavy Metal oitentista em álbum de estreia autointitulado

A banda curitibana Phantom Star apresentou em 2026 seu primeiro álbum completo, “Phantom Star”, trabalho que mergulha diretamente nas raízes do Heavy Metal tradicional, do US Metal e dos primeiros movimentos do Metal Progressivo norte-americano. Lançado originalmente em 20 de junho, o disco reúne oito faixas e já ganhou edições físicas em CD e vinil.

Formado em 2024, o sexteto construiu o álbum a partir de referências bastante claras. Savatage, Queensrÿche, Fates Warning, Virgin Steele, Mercyful Fate, King Diamond, Crimson Glory e até nomes do Rock dos anos 1970, como Black Sabbath e Blue Öyster Cult, ajudam a indicar o caminho escolhido pelo grupo. Entretanto, o Phantom Star procura usar essas influências como ponto de partida para desenvolver uma identidade própria, combinando riffs pesados, teclados atmosféricos, arranjos elaborados e vocais carregados de teatralidade.

Antes do álbum, a banda já havia apresentado os singles “Touch Of A Curse”, em 2024, “I Am The Storm”, em 2025, e “Witch Hunt”, lançado em maio deste ano. Esta última também marcou o primeiro registro oficial da formação como sexteto, após a entrada do tecladista Lucas Shred.

Heavy Metal tradicional, Prog e atmosfera cinematográfica

A abertura com “Witch Hunt” estabelece rapidamente o clima do trabalho. A faixa aborda a Inquisição dentro de uma atmosfera sombria e teatral, usando os teclados para preparar terreno para guitarras pesadas, coros e um refrão construído dentro da escola clássica do Heavy Metal.

Na sequência, músicas como “Edge Of The Knife”, “Chalice Of Lies” e “Orpheus Quest” ampliam essa proposta. Elas exploram arranjos mais trabalhados e passagens progressivas sem abandonar a objetividade do Metal tradicional. Já “Time”, com menos de um minuto, funciona como um pequeno interlúdio instrumental antes da segunda metade do disco.

A faixa-título, que encerra o trabalho, sintetiza boa parte dessa combinação entre peso, melodias, teclados e uma abordagem mais épica. O próprio grupo define o álbum como uma declaração de amor ao Heavy Metal tradicional, ao Prog norte-americano dos anos 1980 e à produção orgânica de uma época anterior ao domínio do mercado digital.

Produção e formação

O Phantom Star foi gravado, produzido, mixado e masterizado por Arthur Migotto, no Heavytron Studio. A arte da capa ficou nas mãos de Giovanne Bernardino, que produziu a pintura manualmente. Ele seguiu a proposta visual inspirada nas capas clássicas do Heavy e Prog Metal dos anos 1980.

A formação responsável pelo disco traz Matheus Luciano nos vocais, Lucas Licheski e Maurício “The Fox” nas guitarras, Ricke Nunes no baixo, Maurício “Muh” Vastrinche na bateria e Lucas Shred nos teclados e backing vocals. O material ainda conta com participações de Tiago Souza, do Wild Witch, nos backing vocals de “Witch Hunt”, além de Chervona, do Tantum, em “I Am The Storm” e “Phantom Star”.

Confira abaixo a arte de capa e o tracklist de “Phantom Star”:

  1. Witch Hunt
  2. Edge Of The Knife
  3. I Am The Storm
  4. Time
  5. Chalice Of Lies
  6. Orpheus Quest
  7. Touch Of A Curse
  8. Phantom Star

Álbum também ganhou edição internacional em vinil

Depois do lançamento digital e em CD pela Classic Metal Records, o disco ganhou outro capítulo em setembro. O selo norte-americano Frequency Junction, sediado em Nova Jersey, escolheu justamente o álbum do Phantom Star para inaugurar seu catálogo.

A edição limitada chegou em vinil verde translúcido, sob o número de catálogo FJ001, e inclui uma faixa bônus exclusiva para o formato. No Brasil, a distribuição ficou sob responsabilidade da Let’s Rock Records, de Curitiba.

Para uma banda criada há apenas dois anos, o Phantom Star já conseguiu colocar seu primeiro álbum não apenas no mercado nacional, mas também em uma edição internacional voltada justamente ao público que continua consumindo e colecionando Heavy Metal em formato físico.

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Fabio Reis
Paulistano, nascido em 1981, fã de Rock e Heavy Metal desde criança. Idealizador, fundador e criador do Mundo Metal. Valoriza tanto os clássicos como as novas gerações. Assíduo frequentador de shows e se considera um organismo movido à música.
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