Ozzy Osbourne: “o fato de celebrar com ele simplesmente mostrou a importância do que ele significava para todos nós”, diz David Ellefson

David Ellefson (Dieth, Ellefson-Soto), ex-baixista do Megadeth, refletiu sobre a morte de Ozzy Osbourne recentemente, no último dia 22 de julho, aos 76 anos. O mundo do rock/metal perdeu um dos seus maiores ícones e fãs e músicos do mundo inteiro lamentaram o falecimento de Ozzy e prestaram suas homenagens. Em uma nova entrevista para o The Logan Show, Ellefson disse:
“Ele certamente desafiou as probabilidades, devido ao estilo de vida que levava no início da carreira. Acho que muita coisa mudou nos últimos anos.”
Falando sobre o show de despedida do Black Sabbath e de Ozzy Osbourne realizado em 5 de julho em Birmingham, Ellefson, que estava entre os músicos convidados para tocar no evento (Back To The Beginning), disse:
“Obviamente, o início do show foi enorme. A semana do show foi incrível. A semana seguinte foi incrível. E os feeds de notícias ainda estavam cheios de conteúdo, todo mundo sentindo o amor, a emoção do evento. E então Ozzy morre, o que foi apenas mais uma semana inteira de luto. E então, alguns dias atrás, foi o memorial e, acho que ontem, o funeral. Então, foi um mês de sentimentos por toda parte.”
David Ellefson falou sobre a importância de celebrar a história e o legado de Ozzy ainda em vida, com Ozzy sendo homenageado por fãs e bandas de todos os lugares. E Ozzy pôde se despedir dos fãs do forma como desejava:
“Acho que há algumas coisas com as quais todos podemos concordar. É muito melhor celebrar a vida de alguém… Porque, veja bem, o Ozzy sabia que estava morrendo. Todos nós sabíamos que esse dia estava chegando. Acho que todos nós achávamos que seria algo distante — não tão cedo. Isso foi, claro, chocante. Mas celebrar com ele em vez de apenas esse luto pesado depois do ocorrido. O fato de termos podido celebrar com ele — todos nós, não apenas aqueles que estavam no show, mas todos ao redor do mundo — simplesmente mostrou a importância do que ele significava para todos nós. E então, poder transformar a celebração em luto foi diferente dessa notícia chocante de que alguém faleceu, que geralmente é o que acontece. De repente, alguém falece, e você pensa: ‘Meu Deus. Eu não fazia ideia. Nós não sabíamos.’ Então eu acho que a maneira como a família Osbourne, a maneira como Sharon, todos fizeram isso foi muito legal da parte deles, nos avisarem com antecedência, que poderíamos abraçar Ozzy, a família, nossa comunidade. E acho que o que eu vi foi que não se tratava apenas de roqueiros e metaleiros. Quer dizer, country, pop… Eu vi uma carta do Kermit the Frog (Caco, o Sapo). Quer dizer, qual é. Essa coisa cruzou tantos gêneros da vida. todos na música, esportistas, todo mundo estava opinando sobre isso. Eu vi algo — até mesmo o Texas, San Antonio, onde ele urinou no Álamo. Agora eles estão orgulhosos. “Ozzy urinou aqui.” Eles obviamente não estavam promovendo isso, mas estavam orgulhosos de que ele faz parte do legado de seu estado.
Sinto que não havia um evento significativo como este, deste nível, provavelmente desde o funeral e o falecimento da Rainha Elizabeth. Esse foi provavelmente o último evento monumental mundial dessa magnitude — ironicamente, vindo da Inglaterra. E sinto que há uma nova família real: são os Osbournes. É como se Sharon agora fosse a Rainha da Inglaterra. Eles precisavam de uma nova, e ela é a escolhida. E isso só demonstra a magnitude disso.”