Os preços dos ingressos não vão diminuir e o músico é sempre o último a receber, segundo Michael Amott, do Arch Enemy

Os preços dos ingressos não vão diminuir e o músico é sempre o último a receber, segundo Michael Amott, do Arch Enemy
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O aumento dos preços de ingressos ao redor do mundo nos últimos anos, mais precisamente desde a pandemia da Covid-19 em 2020, é um assunto amplamente discutido pelos fãs da comunidade do rock e metal. Hoje em dia, sua banda favorita, principalmente se ela for “mainstream”, está cada vez mais caro. Após a pandemia, todos os custos que envolvem uma turnê aumentaram consideravelmente e, consequentemente, os preços dos ingressos também.

O guitarrista Michael Amott, do Arch Enemy, refletiu sobre essa questão durante uma nova entrevista Jorge Fretes, da GoetiaMedia da Espanha:

“Quando comecei a ir a shows, eles eram extremamente baratos e acessíveis. Mas acho que os tempos eram diferentes naquela época. E agora, os custos — quer dizer, vejo os orçamentos da nossa turnê, por exemplo, e há muitos custos. [Risos] Você luta para não ficar no vermelho. Para fazer esses orçamentos funcionarem, é preciso muito esforço e muito planejamento.”

Ele acrescentou:

“O músico é sempre o último a receber. Há uma cadeia inteira, há uma fila inteira de pessoas que recebem antes de nós. E isso é algo em que as pessoas também precisam pensar. Esses locais são caros — já são caros para começar — e depois há um sistema de som, um buffet e caminhões. Há tantas coisas envolvidas, é uma loucura. E os custos aumentaram — é assim que as coisas são. E o triste é que os novos preços vieram para ficar; eles não vão diminuir. Essa é a triste realidade, e é uma merda. Eu queria que tudo custasse 10 dólares, como custava quando eu era criança. Vi muitas bandas incríveis por, tipo, 10, 20, 15 euros — shows incríveis dos quais me lembro até hoje. Mas isso era mais a cena underground, eu diria. Eu ia para a Inglaterra e via Napalm Death, Extreme Noise Terror e Carcass e mais uma banda — Deviated Instinct ou algo assim — em uma noite por uns sete euros ou algo assim. Mas ninguém recebia pagamento naquela época, eu acho.[Risos] Era uma época diferente.”

Michael Amott prosseguiu dizendo:

“Não sei o que dizer. Claro, shows são caros, e tenho certeza de que também há muita concorrência. E todo mundo está tentando fazer um show maior, um show mais impressionante. O que é popular no metal agora são muitas dessas bandas de cosplay que se fantasiam e coisas assim; elas usam máscaras e fazem grandes shows. Isso é muito, muito popular no momento. Não estamos realmente competindo com isso, porque não fazemos isso. Nós meio que tocamos música. Gosto de pensar em nós mais como um Slayer ou um Iron Maiden ou algo assim. Estamos tentando fazer um grande show de metal matador, mas não tão teatral.

Mas o que se pode fazer? Não sei. Há muitos motivos para os preços estarem subindo. E acho que acontece o mesmo se você for comprar um pão com manteiga e um pouco de queijo. Provavelmente custa mais do que há 10 anos.”

Um relatório recente da Pollstar, apontou que os ingressos para shows nos EUA tiveram um aumento geral de 27,38% no custo desde 2019. Além disso, o relatório mostrou um aumento global no preço dos ingressos para shows, com o custo médio dos ingressos variando de US$ 40,80 em casas noturnas a US$ 124,47 em estádios. No ano passado, o custo médio para assistir a um show era de US$ 135,92. Isso é um aumento em relação a 1996, quando o ingresso médio custava US$ 25,81.

O Arch Enemy lançou seu novo álbum “Bloody Dynasty” em 28 de março via Century Media Records.

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