Os 5 álbuns de Death Metal mais brutais de todos os tempos na opinião de Niklas Sandin (Lik, Katatonia)

Os 5 álbuns de Death Metal mais brutais de todos os tempos na opinião de Niklas Sandin (Lik, Katatonia)
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O guitarrista do Lik (supergrupo de Death Metal de Estocolmo), e baixista do Katatonia, Niklas Sandin, elegeu os cinco álbuns do gênero que ele considera os mais brutais de todos os tempos. Em uma entrevista recente com a Metal Hammer, Niklas caprichou na seleção e explicou o motivo pelo qual escolheu cada um dos discos. Veja quais são eles, e saiba o porquê eles estão entre os álbuns de Death Metal mais brutais de todos os tempos, para Niklas Sandin:

Disgorge – She Lay Gutted (1999)

“‘She Lay Gutted’ é muito implacável e bastante desagradável. É muito gutural e sinto que quase cruza a fronteira para o grindcore. É técnico: é um daqueles álbuns em que você realmente precisa se concentrar para ouvir os riffs. Eles são bem death metal de Estocolmo, com o som de motosserra. E a arte é muito romântica. Ha ha ha!”

Hate Eternal – Fury & Flames (2008)

“Este é um álbum que você precisa ouvir repetidamente. O trabalho de guitarra e a forma como eles arranjam a música não são, tipo, ‘diretos’. Você não pensa: ‘Ok, essa é a música agora’. Mas é muito brutal. Gosto da produção. Funciona da mesma forma que o álbum Disgorge: se estou com sono no avião ou a caminho de algum lugar, posso colocar o álbum para tocar e me sinto energizado novamente.

Erik Rutan produziu isso, e acho que ele tem o que você precisa para ser um bom produtor de death metal. Parece que ele é alguém que vive e respira death metal, não apenas produzindo outras bandas, mas fazendo Hate Eternal há séculos.”

Dismember – Death Metal (1997)

“Meu primeiro álbum do Dismember foi Death Metal. Minha irmã me deu de presente. Ela costumava participar da rádio nacional sueca, uma rádio chamada Grottan, que significa “a caverna” em inglês. Ela ficava acordada até tarde respondendo perguntas sobre metal. Ela ganhou um monte de coisas, incluindo aquele álbum. Ela se desapaixonou pelo metal alguns anos depois e eu adotei vários discos dela.

O lance do ‘Death Metal’ é que é muito brutal, mas também tem solos melódicos, estilo Iron Maiden. É um pouco Gotemburgo. É um entra e sai com a melodia. Começa bem melódico, depois vem uma música brutal! É como assistir a um filme de terror: se for só monstros, sangue e facadas no estômago o tempo todo, perde a eficiência. Precisa ter partes calmas também.”

Decapitated – Organic Hallucinosis (2006)

“Sempre fui fã do Decapitated, especialmente dos primeiros trabalhos. O que realmente me marcou foi Organic Hallucinosis. É o único com Adrian Kowanek nos vocais, já que ele, infelizmente, participou daquele acidente [o ônibus da banda bateu em 2007, paralisando Kowanek e matando o baterista Witold Kiełtyka].

É um álbum muito consistente, e suas músicas te atingem cada vez mais forte. Funciona sempre e nunca me decepciono quando o coloco para tocar. É também um verdadeiro destaque do Vogg [líder da banda, Wacław Kiełtyka]: ele é um compositor e guitarrista incrível. Ele tem algo especial com seus solos. Ele tem um som solo muito limpo – às vezes, quase bom demais para o death metal!”

Vader – Litany (Metal Blade, 2000)

“Quando eu era adolescente, entrei numa loja de discos aqui em Estocolmo e vi aquela capa. Lembro-me de tocar aquele álbum pela primeira vez, aumentar o volume e ouvir aquele bumbo! O jeito de tocar do Doc [o falecido baterista Krzysztof Raczkowski] é tão brutal! Achata o rosto.

Minha faixa favorita é Xeper e, se não me engano, Vader vai fazer alguns shows de Litany. Eu adoraria ver um desses shows, mas não tenho certeza se vou conseguir. Ha ha!”

O Katatonia lançou seu novo álbum “Nightmares as Extensions of the Waking State” no último dia 6 de junho, e o LIK lançou seu quarto disco “Necro” no último dia 18 de abril.

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