O que acontece quando uma banda formada por fãs é chamada para tocar com seus heróis?

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Em 1991, a banda de Hard Rock, Ugly Kid Joe, foi convidada para tocar numa noite de tributo de estrelas do Rock para homenagear o falecido guitarrista Randy Rhoads em seu 10º aniversário de morte.

Nesta ocasião, o grupo chamou a atenção de Ozzy, que resolveu convidá-los para se juntar à ele em sua “No More Tours”, ao lado do Motorhead, em 1992. O vocalista Whitfield Crane, em uma nova entrevista à Metal Hammer, relembrou a experiência daquele momento tão importante para a banda, confira:

Ao explicar como estavam as coisas para o Ugly Kid Joe em 1992, Crane disse o seguinte:

“Éramos apenas crianças, eu nunca tinha saído da Califórnia. Nosso primeiro grande show foi para cerca de 22.000 pessoas em 26 de março de 1991, quando tocamos no show tributo a Randy Rhoads. Esse show foi a porta de entrada para a turnê de Ozzy Osbourne e fomos nós em Irvine Meadows abrindo para Motorhead e Ozzy. Foi quando eu conheci Lemmy – ele era tão legal – e também Ozzy. Eu cresci idolatrando aquele cara, então foi tão legal, especialmente porque estávamos acostumados com esses pequenos clubes e não tinhamos tocado em nenhum local grande como aquele. Tocamos aquele dia e tudo começou a rolar – estava além de nós, porque era uma época em que a MTV exibia vídeos para que você pudesse chegar às pessoas e vender uma tonelada de discos de merda. A gravadora nos apoiou para que pudéssemos começar a fazer o America’s Least Wanted e em algum momento disso acabamos na turnê do Ozzy. Em entrevistas na época, Klaus Eichstadt (guitarra da banda) e eu apenas falávamos sobre Ozzy o tempo todo, como ‘Regras de Ozzy!’ porque éramos crianças e pronto. Ozzy nos deu essa turnê e, durante ela, lançamos America’s Least Wanted. Essa turnê foi o ponto alto de nossas vidas, até hoje. Éramos uma banda muito verde e não tínhamos ficado totalmente bons ainda, mas como qualquer banda, se você colocá-los na frente de uma multidão, eles vão chegar lá. Então foi isso que fizemos, cheios de mijo e vinagre”.

Reprodução/Facebook

Sobre as memórias que o músico tem sobre Ozzy:

“Eu o conheci no show de tributo a Randy Rhoads quando eu dei um high five e um abraço rápido. Na turnê, eu saía com ele e sentava em seu camarim. Eu queria muito estar na sombra daquele cara. Ele é um herói – ele é o herói de todos! Eu só queria estar perto dele e até sair e cantar a passagem de som com a banda. Ozzy é um cara engraçado, no entanto. Foi uma turnê seca porque ele precisava ficar sóbrio, então estávamos bebendo uma tonelada de cerveja por conta própria, com medo de sermos expulsos da turnê por tal comportamento. Mas então Ozzy mandou duas caixas de cerveja para o nosso quarto! Nós pensamos que era um truque, mas ele estava feliz desde que nos mantivéssemos nos quartos. Ficamos muito animados quando saímos do palco porque estávamos dentro da nossa matriz dos sonhos – eu cresci com pôsteres nas paredes do Led Zeppelin, Jimi Hedrix e Black Sabbath, aqueles caras eram meus heróis e figuras paternas e de repente lá estávamos nós naqueles pôsteres!”

Sobre os bastidores, Crane menciona:

“Saímos do palco tão animados porque arrasamos uma multidão, e havia uma batida na porta – ‘kah-kah-KAH!’ Toda vez que era, ‘Uh-oh, é ele de novo’, e lá estava ele, Ozzy Osbourne em suas roupas de palco e delineador preto, tipo, ‘Deixe-me entrar!’ E nós pensamos, ‘Não!’ porque ele adorava entrar e jogar esses pequenos frascos de vidro com bombas de fedor realmente pungentes e nojentas e depois sair correndo enquanto tínhamos que ficar lá a noite toda! Nós odiávamos aquilo, mas no fundo… nós amávamos por que era ele fazendo. Nós realmente nos conectamos com todos eles naquela turnê, Sharon e as crianças – há na verdade um vídeo meu e de Jack em um de nossos camarins. Lembro-me claramente de ouvir que estávamos prontos para a turnê do Ozzy e que queríamos isso mais do que qualquer outra coisa que eu já quis na minha vida. Ozzy Osbourne, Motörhead… e Ugly Kid Joe? Quando chegamos, pulamos para cima e para baixo como aquelas pessoas que você vê em premiações, em algum hotel de merda em Houston ou qualquer coisa assim. Estávamos morando em um trailer naquela época! De repente, ouvimos boatos que poderíamos pegar um ônibus de turnê. Tínhamos visto um de fora, mas nunca entramos, então entramos e foi tipo, ‘De jeito nenhum’ – esses garotos de 23 anos em turnê com Ozzy Osbourne”.

Reprodução/Facebook

Sobre o álbum ‘No More Tears’, o cantor comentou o seguinte:

“Você já sentiu aqueles cheiros que te levam de volta a um certo lugar e tempo? Café, ou panquecas, ou qualquer coisa assim… Eu acredito que a música é assim mesmo. Se eu colocar ‘Diary of a Madman’ ou ‘Highway To Hell’ ou ‘Electric Lady Land’, estou tão investido nesses álbuns que eu terei 14 anos novamente sempre que eu ouvi-los. ‘No More Tears’ é um álbum legal; quer dizer, vamos lá, Lemmy escreveu as letras de músicas como ‘Mama I’m Coming Home’ e ‘Hellraiser’! Mas também me lembra do melhor momento da minha vida e de estar com Duffy – um dos maiores amores da minha vida. Foi um momento incrivelmente libertador. O primeiro show. Tornou-se uma coisa estranha quando me tornei o técnico de cerveja de Zakk Wylde. Esse jovem bonito e fodão e eu basicamente quería tanto estar na banda do Ozzy que ficava nas sombras sempre que ele tocava! Estávamos bebendo cerveja juntos e concordei que durante o primeiro quarto de um show eu colocaria cervejas perto de onde ele tocava para que ele beber sempre que quizesse. Estávamos em turnê com o Motorhead também – Lemmy e Ozzy me colocaram sob suas asas e só isso, quando criança era como ‘no que estou envolvido?’ Amo tanto essas bandas até hoje que nunca tive medo de estar perto delas”.

Reprodução/Facebook
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