O próximo grande astro do Rock é o Mick Jagger e o Freddie Mercury reencarnado, afirma Sammy Hagar

O próximo grande astro do Rock é o Mick Jagger e o Freddie Mercury reencarnado, afirma Sammy Hagar
Reprodução

Em uma nova entrevista com Trunk Nation With Eddie Trunk, o ex-vocalista do Van Halen, Sammy Hagar, falou sobre a experiência de participar da Back To The Beginning, evento beneficente que marcou o último show do Black Sabbath e também a última apresentação solo de Ozzy Osbourne. O evento histórico aconteceu no dia 5 de julho, no estádio do Aston Villa, em Birmingham.

Hagar se juntou ao guitarrista Nuno Bettencourt (Extreme), Vernon Reid (Living Colour), Adam Jones (Tool), o baixista Rudy Sarzo e o baterista Chad Smith (Red Hot Chilli Peppers), para um cover do clássico de Ozzy, “Flying High Again”.

Em seguida, o guitarrista Tom Morello também se juntou ao supergrupo para tocar “Rock Candy”, clássico da primeira banda de Sammy Hagar, o Monstrose.

Na entrevista, Hagar falou sobre os momentos de maior destaque do show na sua opinião:

“Tenho que te dizer que houve alguns momentos mágicos. E, claro, o lance do Ozzy foi mágico — Black Sabbath, meu Deus, foi simplesmente mágico. Mas Yungblud, aquele cara é um garoto muito, muito mau. Ele é o cara. Aquele cara vai ser o próximo grande astro do Rock, se é que já não é. Quer dizer, ele é enorme, mas é o Mick Jagger e o Freddie Mercury reencarnado. Cara, esse cara é simplesmente — ele era tão bom. Fiquei impressionado com a performance dele.

E a outra pessoa que foi realmente impressionante em tudo isso foi Nuno Bettencourt. Nuno Bettencourt tocou com quase todo mundo e arrasou. Cada música que ele tocou, ele arrasou. Tom Morello tocou muito também, e Tom é bom, mas ele é um tipo diferente de músico. Tom tem seu próprio estilo único, enquanto Nuno se adaptou ao estilo de todos. E, sim, foi muito bom. E Billy Corgan [The Smashing Pumpkins]. Billy foi ótimo. Quer dizer, quando ele fez ‘Breaking The Law’ do [Judas Priest], foi demais. [Risos] Não sei por que, mas foi muito, muito legal. Foi um ótimo evento.”

Mas, segundo Hagar, nem tudo estava tão perfeito, e ele estava se referindo à sua própria performance em “Flying High Again” que o deixou descontente:

“Fiquei muito desapontado comigo mesmo porque achei que tinha aprendido ‘Flying High Again’. Eu falei: ‘Eu não uso teleprompter, nunca uso teleprompters.’ E eu disse: ‘Não vou usar teleprompter.’ E eles falaram: ‘Bom, vamos deixar lá só por precaução.’ Eu disse: ‘Não, me observa.’ Eu achei que tinha memorizado. Fui distraído bem antes de entrar no palco por um monte de gente. Eu estava parado na lateral do palco esperando eles fazerem a troca de cenário depois do duelo de bateria, e eu estava tipo, ‘Ah, beleza.’ Estava conversando com pessoas. De repente, ouço me anunciarem, e eu estava a uns 50 metros do palco. E [minha esposa] Kari falou: ‘Meu Deus. Eles acabaram de te anunciar.’ E eu pensei: ‘Ah, merda.’ E saí correndo. E estou andando de um lado pro outro. E eles começam a música, e eu vou, ‘Ei,’ blá, blá, blá. E então piso na passarela e penso: ‘P**a merda.’ … Eu perdi aquilo tudo.

E eu saio correndo de volta procurando o maldito teleprompter. E, claro, as letras estão passando mais rápido do que eu estou cantando. Mas depois consegui me recompor. Mas, cara, se você quiser falar sobre sentir suas partes encolhendo na frente daquela plateia, naquela oportunidade… Eu engasguei. Sammy Hagar é um profissional. Cara, eu engasguei. Enfim, depois ‘Rock Candy’ foi ótimo. Bem, aquela música [‘Flying High Again’] também foi ótima, depois que conseguimos engrenar. E a banda ainda entrou de trás pra frente na introdução, então ficou ainda mais louco.”

Deixe seu comentário