O chocante caso do serial killer que inspirou “The Chapeltown Rag” do Slipknot

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“The Chapeltown Rag”, do álbum “The End, So Far” (2022) do Slipknot, é um reflexo incômodo de como a maldade e a manipulação continuam vestindo novas máscaras. A música nasceu depois que Corey Taylor viu um documentário sobre Peter Sutcliffe, o assassino britânico que aterrorizou a Inglaterra nas décadas de 70 e 80. A história do serial killer e maníaco sexual mais conhecido como “Estripador de Yorkshire” não chamou sua atenção apenas pelo horror dos crimes, mas pela forma como tudo foi conduzido: o jogo de aparências, a incompetência das autoridades e o espetáculo que se formou em torno da tragédia.

Taylor, sempre atento ao comportamento humano, enxergou ali um espelho distorcido da nossa era digital. Em “The Chapeltown Rag”, ele canaliza essa sensação de estar cercado por uma sociedade que se alimenta de escândalo e desinformação, onde o caos se torna entretenimento. A letra reflete esse enjoo coletivo — o ciclo vicioso entre quem espalha e quem consome o lixo, seja na mídia ou nas redes sociais.

Musicalmente, a faixa é o Slipknot em sua forma mais crua: riffs cortantes, bateria insana e vocais que alternam entre raiva e lucidez. É quase como se Corey gritasse para acordar um mundo que parece anestesiado pelo próprio barulho.

Em suma, a música é sobre o que permitimos que se repita, em escala global, quando deixamos o horror virar espetáculo. É o Slipknot lembrando que o verdadeiro terror não está só no passado… ele continua, disfarçado de notícia, de post, de trending topic.

Em uma entrevista à Revolver, Corey Taylor comentou:

“Em termos de letras, a música vem de um ponto de vista sobre as diversas manipulações que podem acontecer quando as mídias sociais encontram a própria mídia. E as diferentes maneiras pelas quais essas manipulações podem tentar nos puxar em direções diferentes, no fato de que estamos todos nos tornando viciados nisso, o que é muito, muito perigoso.”

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