Nuclear Warfare aposta no peso clássico em “All Hail To The Liberator”, seu novo ataque thrash

Photo: Maycon Avelino

Sétimo álbum dos alemães do Nuclear Warfare reforça raízes old school, traz single inédito e destaca a fase mais madura da banda

A veterana banda alemã de Thrash Metal Nuclear Warfare se prepara para lançar seu sétimo álbum de estúdio, All Hail To The Liberator, sucessor direto de Lobotomy (2020). O trio formado por Fritz (vocal e baixo), Listl (guitarra) e o brasileiro Alexandre “Xandão” Brito (bateria, ex-Andralls) aposta em uma abordagem ainda mais fiel às origens do gênero, sem abandonar a identidade construída ao longo de mais de duas décadas de carreira.

Com lançamento previsto para março, o disco mergulha no espírito do Thrash Metal alemão dos anos 1980, dialogando com a energia crua e veloz que marcou aquela geração. Ao mesmo tempo, o material absorve elementos da cena da Bay Area, resultando em uma sonoridade agressiva, direta e com espaço ampliado para linhas melódicas.

O repertório traz nove faixas inéditas, gravadas, mixadas e masterizadas no Dual Noise Studio, em São Paulo, sob a produção de Rogerio Wecko. A arte de capa ficou a cargo de Nestor Carrera, que contribuiu para reforçar a atmosfera clássica e combativa do trabalho.

Sonoridade pesada e influências clássicas

Segundo Alexandre “Xandão” Brito, o álbum nasceu de um processo orgânico, construído com ensaios intensos, trocas de ideias e pré-produções ao longo do último ano. O baterista destaca a diversidade de influências presentes nas composições, que transitam por diferentes vertentes do Thrash Metal. O disco ainda traz elementos de Punk e momentos mais sombrios.

Fundado em 2002 na cidade de Ludwigsburg, o Nuclear Warfare construiu sua trajetória inspirado por nomes clássicos como Kreator, Sodom, Destruction, Slayer e Sepultura. Desde álbuns como God Of Aggression (2010) e Empowered By Hate (2017), até Lobotomy (2020), o trio consolidou um som veloz e agressivo.

Agora, com All Hail To The Liberator, a banda busca reforçar esse legado e, ao mesmo tempo, apresentar uma fase mais madura e melódica. A ideia é não perder a agressividade que sempre definiu o nome Nuclear Warfare dentro do cenário do Metal europeu.

Paulistano, nascido em 1981, fã de Rock e Heavy Metal desde criança. Idealizador, fundador e criador do Mundo Metal. Valoriza tanto os clássicos como as novas gerações. Assíduo frequentador de shows e se considera um organismo movido à música.
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