Nick Holmes reflete sobre vida na estrada com o Paradise Lost: “A única coisa que importa é o show.”

Nick Holmes, vocalista do Paradise Lost, por Danny Payne

Mesmo após décadas na estrada, Nick Holmes segue tratando cada apresentação do Paradise Lost com extrema seriedade. E agora isso ficou, de certa forma, mais evidente.

Em nova entrevista ao Slowhands Rock Talk Show, o vocalista comentou sobre como seus hábitos mudaram ao longo dos anos para preservar a voz e manter a qualidade das performances ao vivo.

Questionado sobre os cuidados atuais com a voz em comparação aos tempos de juventude, o músico admitiu que sua rotina mudou completamente.

“Hoje eu me cuido muito mais, porque, obviamente, não estou mais ali para festejar. Quando eu era mais jovem, isso também fazia parte da experiência. Agora não existe mais nada disso. Nem lembro a última vez que fui a um pub, especialmente durante turnês. Não existe mais isso. Talvez a gente tome alguns drinks depois do show, mas tudo é muito tranquilo.”

Além disso, Holmes explicou que tenta preservar a voz através de hábitos simples, porém essenciais.

“Eu costumo falar baixo. Nunca grito, nunca tento me estressar. Tento dormir o máximo possível. É tudo muito entediante, eu acho. Mas quando você tem muitos shows seguidos ou vários voos noturnos — o que acontece bastante no verão —, você precisa se comportar da melhor maneira possível, porque a única coisa que importa é o show, e ele precisa ser o melhor que você consegue fazer. É disso que se trata.”

O cantor também comentou que os excessos associados ao universo do rock diminuíram bastante nos bastidores modernos. E isso é notório, inclusive, entre músicos mais jovens.

“Eu não conheço ninguém da minha idade, ou até mesmo dez anos mais novo, que ainda faça esse tipo de loucura. Não são muitos. Até bandas jovens costumam ser muito sensatas hoje em dia. Você realmente não vê mais isso, principalmente em festivais. Nos bastidores dos anos 90 era uma insanidade, com toda aquela quantidade de bebida e confusão, mas hoje a maioria dos festivais possui um clima muito mais sóbrio, independentemente da idade das pessoas.”

Nick Holmes, conhecido por ser a voz do Paradise Lost e Bloodbath, por Ville Juurikkala

Quando o entrevistador observou que as bandas atuais parecem muito mais focadas em entregar apresentações impecáveis, Nick Holmes concordou imediatamente e apontou outro fator importante para essa mudança.

“Com certeza. Mas também acho que as câmeras de vídeo acabaram com muita dessa bagunça, porque ninguém quer ser filmado fazendo algo idiota. Isso também teve um impacto enorme, sem dúvida.”

Paradise Lost continua sua jornada para promoção de “Ascension”

Atualmente, o Paradise Lost continua promovendo o álbum “Ascension”, lançado em setembro do ano passado pela Nuclear Blast. O disco, aliás, marcou o retorno da banda após cinco anos desde o elogiado “Obsidian”, de 2020. O trabalho teve produção assinada por Greg Mackintosh, enquanto Lawrence Mackrory ficou responsável pela mixagem e masterização. O álbum recebeu resenha especial no site do Mundo Metal, para ler clique AQUI.

Fundado em 1988 na Inglaterra, o Paradise Lost se consolidou como um dos nomes mais importantes da história do gothic metal e do doom metal. A banda acabou influenciando gerações com sua combinação de peso sombrio, melodias melancólicas e atmosferas densas. Ao longo das décadas, construíram uma discografia extremamente respeitada, mantendo relevância constante dentro da cena.

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