Nergal reconsidera o passado do Behemoth e não descarta shows dedicados a álbuns clássicos

Em entrevista ao Rauta, da Finlândia, Adam “Nergal” Darski, líder do Behemoth, revelou que não descarta revisitar outros capítulos da discografia da banda em apresentações especiais. Atualmente, o músico participa de uma série de shows em que, ao lado dos islandeses do Misþyrming, executa na íntegra Sventevith (Storming Near The Baltic), álbum de estreia do grupo lançado em 1995, em celebração aos seus 30 anos.
Curiosamente, Nergal admitiu que, no passado, criticava bandas que apostavam em turnês dedicadas a discos antigos.
“Na época de The Satanist, eu costumava zombar oficialmente de bandas que faziam esse tipo de coisa, como ‘estamos fazendo uma turnê deste álbum’ ou ‘daquele álbum’. Eu tinha muito orgulho de dizer que não precisávamos revisitar o passado, que não éramos uma banda de legado”, recordou. “Isso foi muito arrogante da minha parte, porque, no fim, cheguei a um ponto em que comecei a gostar dessas revisitações, dessas viagens sentimentais.”
Demigod e Evangelion aparecem entre os possíveis escolhidos
Embora o futuro imediato do Behemoth ainda seja incerto após a próxima turnê, Nergal revelou alguns discos que gostaria de revisitar integralmente.
“Há álbuns na nossa discografia que eu revisitaria com prazer, como Demigod. É um daqueles que podem até ganhar mais quando tocados ao vivo. Evangelion, sim. The Satanist, mas isso nós já fizemos.”

Por outro lado, o frontman demonstrou menos entusiasmo por outros trabalhos. Sobre Zos Kia Cultus, sua resposta inicial foi negativa:
“Voltei a ouvir o álbum recentemente para ver se havia faixas menos conhecidas que eu poderia tirar de lá e dar uma nova vida. Mas sempre há alguma coisa em uma música que me faz pensar: ‘Eu realmente não quero voltar para isso. Não quero tocar isso. Simplesmente não sou mais eu.’”
Álbuns como uma jornada do início ao fim
Para Nergal, a possibilidade de um álbum receber esse tipo de tratamento depende principalmente de sua unidade artística. O músico citou Painkiller, do Judas Priest, Master Of Puppets, do Metallica, e Reign In Blood, do Slayer, como exemplos de discos coesos.
“Acho que Demigod é um álbum coerente. Zos Kia Cultus não é. Thelema.6 não é. The Satanist é. The Shit Ov God é.”
Por conseguinte, Nergal concluiu:
“Meu principal objetivo sempre foi fazer um disco compacto, uma obra que tivesse um fluxo constante e fosse uma jornada para a qual levamos o ouvinte. Alguns álbuns têm momentos em que penso: ‘Ah, não, não sinto mais isso.’ Mas isso pode mudar em algum momento. Se você me perguntar agora, há certos discos que eu revisitaria. A maioria, não.”
A expectativa para I, Scvlptor e o próximo passo do Behemoth
Enquanto os fãs acompanham a celebração de Sventevith (Storming Near The Baltic) e especulam sobre quais outros trabalhos poderiam ganhar apresentações completas, a atenção também se volta para I, Scvlptor, o novo lançamento que alimenta a expectativa em torno da próxima fase do Behemoth. Depois de The Shit Ov God, lançado em 2025, e de uma trajetória marcada por constantes transformações dentro do Black Metal e do Death Metal, qualquer novo capítulo do grupo naturalmente desperta curiosidade sobre os rumos que Nergal e seus companheiros pretendem seguir.
