Napalm Death está no estúdio para gravação de seu próximo álbum

O Napalm Death iniciou uma nova fase criativa ao dar os primeiros passos na composição de seu décimo sétimo álbum de estúdio. Recentemente, o baixista Shane Embury e o guitarrista John Cooke se reuniram no Parlour Studios, no Reino Unido, ao lado do produtor Russ Russell, parceiro de longa data da banda. Nesse estágio inicial, o grupo concentrou esforços na gravação de demos, explorando ideias que combinam peso, urgência e a identidade sonora construída ao longo de décadas.

Durante as sessões, Shane Embury compartilhou o entusiasmo nas redes sociais, destacando dias intensos de guitarras e a sequência dedicada às linhas de baixo. Assim, o processo criativo avança de forma orgânica, com troca constante entre os músicos e atenção aos detalhes. Além disso, a presença contínua de Russ Russell, conhecido por trabalhos com Dimmu Borgir e Amorphis, demonstra a busca por um som coeso e visceral.

História inacabada

Esse novo capítulo surge após lançamentos recentes que mantiveram a banda em evidência. Em 2022, o grupo apresentou o mini-álbum Resentment Is Always Seismic – A Final Throw Of Throes, que dialogou diretamente com Throes Of Joy In The Jaws Of Defeatism, lançado em 2020. Enquanto um encerrou ideias do outro, ambos mantiveram a força do grindcore, death metal e a atitude punk, todos pilares da proposta do Napalm Death.

Ao olhar para trás, a trajetória do grupo ajuda a entender a relevância desse novo trabalho em gestação. Desde o impacto de From Enslavement To Obliteration, lançado em 1988, a banda transformou ruído em discurso e extremismo sonoro em crítica social. Paralelamente, Shane Embury revisitou essa história em sua autobiografia, Life?… And Napalm Death, publicada em 2023. Portanto, o próximo álbum promete dialogar com esse legado, ao mesmo tempo em que aponta para novas possibilidades dentro da música extrema.

Fabio Reis
Paulistano, nascido em 1981, fã de Rock e Heavy Metal desde criança. Idealizador, fundador e criador do Mundo Metal. Valoriza tanto os clássicos como as novas gerações. Assíduo frequentador de shows e se considera um organismo movido à música.
Deixe seu comentário