Na reta final da última turnê do Sepultura, Derrick Green revela: “Adoraria montar outra banda. Estou trabalhando nisso neste exato momento”

O Sepultura vive um momento histórico em sua trajetória: a banda brasileira está no último ano da turnê de despedida “Celebrating Life Through Death”. Ao mesmo tempo, os integrantes já começam a olhar para o futuro e demonstram interesse em explorar novos caminhos musicais após o encerramento definitivo das atividades.
Em meio a esse cenário de transição, o vocalista Derrick Green revelou, em entrevista ao canal Heavy Matters, que já está trabalhando ativamente em um novo projeto. Segundo o músico, a vontade de seguir criando continua forte, e a ideia de montar uma nova banda traz entusiasmo e renovação.
Novo projeto em andamento
Durante a conversa, Derrick Green destacou que, apesar do fim iminente do Sepultura, as possibilidades para o futuro são praticamente ilimitadas. Além da música, ele também pretende continuar se dedicando à fotografia e ao universo da saúde e do estilo de vida baseado em plantas. Ainda assim, a prioridade artística segue sendo clara: formar um novo grupo.
“Há muitas possibilidades, possibilidades infinitas. Eu sempre gostei de fotografia, e vou continuar fazendo isso. Tenho me dedicado bastante ao fitness, à saúde e a esse universo baseado em plantas, e também vou seguir com isso. E vou continuar fazendo música. Com certeza eu adoraria montar outra banda. E estou trabalhando nisso neste exato momento.
Tentar se alinhar com certas pessoas é como começar do zero — bem, não necessariamente do zero, mas com certeza é um desafio criar essa conexão novamente com outras pessoas. Depois de estar em uma banda por tanto tempo — especialmente com Andreas Kisser e Paulo Xisto Pinto Jr. por tantos anos, desde 1998 — é interessante olhar para trás e agora estar onde estamos, em um ponto em que é tipo: ‘Ok, vou tentar encontrar outras pessoas para tocar junto.’ É empolgante, tenho que dizer.”
Mistura de influências e evolução musical
Ao falar sobre a sonoridade que pretende explorar, Derrick Green deixou claro que não pretende se limitar a um único estilo. Pelo contrário, ele quer combinar diferentes influências acumuladas ao longo da carreira.
Essa fusão reflete não apenas suas raízes musicais, mas também a evolução artística conquistada durante sua passagem pelo Sepultura. Dessa forma, o novo projeto promete carregar tanto a intensidade quanto a versatilidade que marcaram sua trajetória até aqui.
“Eu consegui aprender muito e absorver muita coisa estando no Sepultura, e vou usar diferentes elementos disso. O hardcore, claro, sempre corre no meu sangue. E também há muitas coisas mais melódicas que eu vinha fazendo. Sinto que cresci e evoluí sendo capaz de trabalhar com isso. Então quero ter uma mistura de tudo isso e, com certeza, manter um groove pesado em qualquer coisa que eu fizer no futuro. Estou realmente ansioso para combinar todos esses elementos.”
O futuro em perspectiva
Enquanto isso, outros membros do Sepultura também começam a desenhar seus próximos passos. Andreas Kisser, por exemplo, já comentou em entrevistas que pretende continuar produzindo música, mas sem repetir fórmulas do passado. Ele demonstra interesse em explorar novas formas de expressão, incluindo a conexão entre som e artes visuais.
Apesar dessas perspectivas, o guitarrista mantém o foco total na turnê de despedida, aproveitando cada momento dessa fase final da banda.
Antes de ingressar no Sepultura, em 1997, Derrick Green já construía sua carreira no cenário alternativo e no Hardcore, especialmente com a banda Outface. Sua entrada no grupo brasileiro marcou uma nova era, sucedendo Max Cavalera e ajudando a redefinir o som da banda nas décadas seguintes.
Com álbuns como “Against”, “Kairos”, “Machine Messiah” e “Quadra”, ele consolidou sua identidade dentro do Metal, mostrando versatilidade vocal e presença de palco. Ao longo de mais de duas décadas, tornou-se uma peça fundamental na longevidade e reinvenção do Sepultura.
Agora, ao se preparar para encerrar esse ciclo, Derrick Green demonstra que sua jornada musical está longe do fim — e que um novo capítulo já começa a ganhar forma.