Mötley Crüe não faz shows ruins: as filmagens do fãs é que são de má qualidade e geram julgamentos equivocados

Mötley Crüe não faz shows ruins: as filmagens do fãs é que são de má qualidade e geram julgamentos equivocados
Nikki Sixx. CREDIT: Getty

Nikki Sixx, do Mötley Crüe, falou recentemente sobre a enxurrada de vídeos de celular que aparecem depois dos shows nas plataformas de vídeos. Em uma entrevista ao canal KPTV Fox 12, ele comentou que muita gente acaba formando opinião sobre as apresentações a partir dessas gravações tremidas feitas por fãs no meio da plateia.

Segundo ele, o Mötley Crüe leva o palco muito a sério. Cada detalhe é pensado para entregar um espetáculo de verdade. Só que, na era do streaming e das redes sociais, a banda acaba disputando atenção com clipes curtos e cheios de ruído. E aí vem o problema: vídeos de fãs, muitas vezes, pegam ângulos esquisitos, áudio estourado e nenhuma da energia que rola ao vivo. Para Sixx, isso acaba dando uma ideia totalmente diferente do que realmente acontece no show.

“Eu vejo esses vídeos, sabe, e tudo bem. São fãs com seus celulares filmando o show, e acho que todos nós tivemos uma reação ruim a isso. Muitos artistas ficaram tipo, ‘O que está acontecendo? Vocês não estão vivendo o momento do solo de guitarra ou algo assim.’ Bom, acho que todos nós já superamos isso.”

Nikki Sixx admitiu que hoje em dia as filmagens feitas por fãs durante os shows não o incomodam. Mas, segundo ele, o resultado dessas filmagens pode complicar as coisas. Muita gente acaba avaliando a apresentação a partir de um vídeo tremido, gravado de um ponto qualquer da plateia, que não mostra nem de longe o que realmente acontece no palco:

“Quando vejo isso, parece que as pessoas estão te julgando pelo celular, sem que você saiba onde elas estão. Elas podem estar filmando embaixo de você e não conseguem ouvir direito, o que não fica nada bom. E é assim que estamos sendo representados hoje em dia. Não é como quando você faz uma live e pensa: ‘Nossa, olha a profundidade e a emoção disso’. Mas isso faz parte da realidade atual.”

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