Misfits: “Sou cristão desde sempre. E Jerry Only nunca se envergonhou de seu amor por Cristo”, diz Michale Graves

Misfits: "Sou cristão desde sempre. E Jerry Only nunca se envergonhou de seu amor por Cristo", diz Michale Graves
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O ex-vocalista dos Misfits, Michale Graves, refletiu sobre os desafios de estar inserido em um cenário musical bastante radical como é o do Rock. Apesar de cristão convicto, Graves entende que o cristianismo é ridicularizado por alguns indivíduos. Ele disse que Jerry Only o encorajou a se manter firme em suas crenças e não permitir que algo abalasse sua fé em momento algum. Em uma nova entrevista ao podcast When Words Fail Music Speaks, Michael disse:

“Sou cristão desde sempre, e a música e as letras que escrevi sempre vieram desse lugar. Não todas as músicas, mas muitas, muitas delas vêm dessa perspectiva cristã. É outra coisa que Jerry Only incentivou. Você também precisa se lembrar que, antes do Misfits voltar a se reunir, Jerry e Doyle estavam em uma banda chamada Kryst The Conqueror. Então, a espiritualidade de Jerry, seu amor por Cristo e sua fé, ele nunca se envergonhou disso. Esse homem se benzia todas as noites antes de subir ao palco. E isso me encorajou, ele me encorajou a não me afastar disso e, de alguma forma… quando eu estava falando sobre desafios e desafios criativos, era o desafio de criar a partir da minha perspectiva cristã neste ambiente, neste mundo de… lugares sombrios.”

Ele acrescentou:

“Durante todo esse tempo, especialmente quando eu estava trabalhando com Damien Echols [um autor americano que ficou conhecido como um dos três adolescentes de West Memphis, condenados por um triplo homicídio em 1994, apesar da falta de provas físicas que os ligassem ao crime e da natureza duvidosa das outras provas] e fazendo ‘Illusions’ [o álbum colaborativo de 2007 entre Graves e Echols] e nessa parte da minha carreira, havia muitas pessoas do meio cristão que… elas não entendiam.

Não quero dizer que estavam enojadas, mas eu recebi muitas críticas porque eu estava falando sobre o meu cristianismo, como eu me sinto, minha espiritualidade, minha fé no Senhor, e elas diziam: ‘Como você pode dizer isso quando vemos a imagem dos Misfits e essas músicas que você está escrevendo?’ E eu digo a eles: “Olha, qual é o sentido de eu entrar num culto ou ir a uma igreja e tocar para as pessoas ou falar para pessoas que já são fiéis e já estão lá? Elas já estão lá. Nós não estamos fazendo nada. Existe todo um outro mundo lá fora, esse mundo sombrio, onde os Misfits estão.”

Michael Graves falou sobre seu modo de abordagem ao cristianismo quando lida com a nova geração de fãs:

“Quando saio pelo mundo, converso com jovens… há muita dor relacionada à igreja. Quando você menciona a palavra ‘Jesus’ em um show do Misfits ou do Michael Graves, há muita dor… não agora, aliás, muito menos agora… mas esses jovens olham para você como quem diz: ‘Do que você está falando?’ Então, escrever sobre esses mundos caídos, os mundos sombrios, escrever sobre demônios, escrever sobre anjos, escrever sobre vir de um lugar onde você está no fundo do poço… Esses jovens estão quebrados, tristes, perdidos, feridos, confusos.

E você acha que eles vão simplesmente entrar em uma igreja ou encontrar alguém que eles não respeitam, no segundo em que veem alguém com um cardigã abotoado e tudo mais, e essa pessoa começa a falar sobre Jesus, e eles dizem: ‘Não, obrigado.’ Eles vão virar as costas e ir embora. Mas se eu chegar perto deles e disser: “Ei, cara, o que é isso na sua camisa?”, eles vão pensar que são demônios ou algo assim. Sei lá. E aí começamos a falar de Baal ou Moloque, ou entramos no assunto de demonologia. E aí a conversa flui. E então eu conto a eles sobre a minha fé. E é assim que se conduz um ministério poderoso. E é nisso que tenho me concentrado, de verdade, desde 2012. Nos últimos 14 anos, tenho me esforçado muito para que isso seja o foco principal do meu trabalho.”

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