Metallica: “Me amem ou me odeiem, eles nunca poderão me apagar”, diz Dave Mustaine

Metallica: "Me amem ou me odeiem, eles nunca poderão me apagar", diz Dave Mustaine
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Dave Mustaine, o líder do Megadeth, esclareceu novamente o motivo pelo qual decidiu apresentar um cover de “Ride The Lightning” (Metallica) no álbum autointitulado lançado em janeiro deste ano, sendo o último disco da longeva e bem sucedida carreira do Megadeth. Em uma entrevista recente concedida ao IbagensCast, Mustaine explicou:

“Tenho uma ótima explicação para você. Essa foi uma das músicas que escrevi com James, e assim como as outras músicas que escrevi, algo aconteceu quando saí da banda. Partes foram alteradas, os créditos foram atribuídos a outras pessoas, e pensei que, de todas as músicas, ‘Ride The Lightning’ era a que melhor destacava meu talento na guitarra: o acorde spider que inventei, os acordes guturais. Eram coisas que as bandas não faziam. E isso acontece em ‘Ride The Lightning’.”

Ele prosseguiu:

“Sempre achei que James era um excelente guitarrista, então, quando começamos a gravar a música, pensamos que precisávamos fazer algo tão bom ou melhor que a original. E nos perguntamos: como vamos fazer isso? O Metallica é uma banda incrível. Então, aceleramos um pouco o ritmo, deixamos um pouco mais frenético e demos um toque especial ao solo. E, no final, há alguns solos de bateria que os caras do Metallica tocaram, e eu disse para o Dirk [Verbeuren]: ‘Divirta-se aí. Só se divirta.’ Então ele gravou um solo de bateria no final, nos quatro trechos onde há solos de bateria. E eu acho que são solos de bateria realmente impressionantes. Podem ser parecidos com os originais, mas não sei exatamente o quão parecidos. Ele gravou as partes dele, e eu adorei.”

Sobre tocar a sua versão de “Ride The Lightning” em alguns shows da turnê de despedida da banda, ele disse:

“Agora é só uma questão de tocarmos ao vivo, em que momento do setlist ela será tocada e quantas vezes queremos tocá-la. Quer dizer, talvez não a toquemos [na América do Sul]; talvez a toquemos apenas uma vez por aqui. Não sei. Tem que ser perfeito, porque na primeira vez que tocarmos, as pessoas vão gravar e ela vai se espalhar pelo mundo. E eu não quero uma versão de uma música que fizemos e que quase todo mundo diz ser melhor que a original. Eu não quero subir no palco e tocar essa música com um pouco de insegurança. Eu quero subir no palco e dominar a música. Eu quero ser o chefe, porra.”

Mustaine acrescentou:

“E voltando ao motivo de termos feito essa música — é como fechar o ciclo, prestar minha homenagem à banda da qual fui membro fundador. E me amem ou me odeiem, eles nunca poderão me apagar. E eu acho que quando as pessoas puderem olhar com aceitação e carinho para as duas bandas e não tentarem manter algo que eu não quero prolongar, eu não quero uma briga. Eu já deixei isso para trás há muitos anos. Então, sim, eu queria fazer algo que fosse — apenas demonstrar respeito, porque não me importa se ele se importa, se ele gosta; o que importa é o que eu faço e que eu demonstre respeito e feche o ciclo.”

Confira a entrevista completa abaixo:

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