Metallica: a história por trás de “One”

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Após três discos espetaculares, que foram lançados entre 1983 e 1986, os americanos do Metallica lançavam o não menos espetacular “… And Justice For All”, quarto álbum de sua discografia e, oficialmente, o primeiro com o baixista Jason Newsted (ex- Flotsam and Jetsam), substituindo Cliff Burton, falecido em setembro de 1986.

Vale lembrar que Newsted havia tocado no “The $5.98 E.P.: Garage Days Re-Revisited”, lançado em agosto de 1987.

Bem recebido por público e crítica, o disco figurou nas paradas e nos rankings de vendas de países como Alemanha, Noruega, Finlândia e Estados Unidos, onde conquistou oito discos de platina pelas vendas superiores a oito milhões de cópias (os números apontam quase nove milhões).

Não obstante, o disco figura na lista dos “200 Álbuns Definitivos ” no Rock and Roll Hall of Fame e em 2017 foi eleito o 21º melhor álbum de Heavy Metal de todos os tempos pela revista Rolling Stones.

Tido como o disco mais “complexo” da banda, “And Justice For All” apresenta a canção “One”, uma das faixas mais brilhantes da carreira do quarteto e dona de um videoclipe incrivelmente bem feito.

A história por trás da canção:

“One” conta a história dura e emocionante de um soldado de guerra que devido à explosão de uma mina na Primeira Guerra Mundial, perde não apenas seus membros, mas também sua visão, audição e fala. No entanto, seu cérebro continua a pensar e sofrer, concomitantemente, ele implora por alguma ajuda para “parar de morrer” aos poucos, desejando assim que a morte chegue o quanto antes.

O vídeo, o primeiro de sua carreira, consiste em fotos em preto e branco mostrando em dois takes paralelos imagens do grupo tocando, intercaladas com imagens do filme “Johnny Got His Gun” (Johnny Vai à Guerra), do autor, diretor e romancista americano Dalton Trumbo.

Segundo o vocalista James Hetfield, tanto o livro original quanto a adaptação para o cinema, foram sua grande inspiração para moldar sua história.

Oficialmente, o livro foi escrito e lançado em 1939 e em 1971 ganhou adaptação para o cinema.

Para gravar o clipe e usar trechos da obra, o Metallica comprou os direitos do filme para poder incluí-lo e assim obter um maior impacto visual.

O sucesso de “One”:

O sucesso da música que figurava nas paradas musicais e televisivas não demorou a chegar, com isso o Metallica seguiu os passos para ser uma das maiores bandas de Thrash/Heavy Metal de todos os tempos.

Bastava sintonizar o rádio em qualquer programação voltada ao Rock propriamente dito ou sintonizar os canais da MTV, na época em que eles foram uma das portas de entradas para muitas bandas de Heavy/Rock e lá estava o clipe do quarteto, tocando a exaustão.

“One” tornou-se obrigatória nas apresentações ao vivo, sendo um dos grandes momentos de seus shows e também uma das músicas mais aclamadas por seus fãs.

Como dito anteriormente, “One” foi a primeira música do Metallica que contou com vídeoclipe, já que inicialmente, a banda se opunha à ideia, alegando que no caso de gravar um vídeo, deveria ser algo criativo e significativo ao invés de algo chato e forçado.

Dirigido por Bill Pope e Salomon Michael, o clipe estreou na MTV em 20 de janeiro de 1989. Filmado em Long Beach, na Califórnia, ele ganhou três versões diferentes: A primeira (a versão mais longa do álbum) continha cenas do filme e da banda. A segunda foi, simplesmente, uma versão abreviada do primeiro. Na terceira, foram retiradas as cenas do filme.

Inspiração:

Por trás de todo o sucesso e contexto que envolve a música, é necessário citar o co-manager Cliff Burnstein, pois foi ele quem recomendou James Hetfield para ler o livro homônimo em que se baseia este filme como fonte de inspiração para desenvolver a ideia principal da música. James, principal compositor do Metallica junto com Lars Ulrich, teve uma ideia para uma canção sobre alguém que está preso em seu corpo que se transformou na história dramática contada em “One”.

É uma história anti-guerra cheia de frustração, dor, sofrimento, agonia e desejo de morte por conta do personagem principal, transmitida através de seus versos e melodias.

Um dos momentos épicos da canção aparece em sua reta final, protagonizada por Lars Ulrich e Kirk Hammett, quando ambos unem bateria e guitarra respectivamente para simular os disparos de uma metralhadora.

A era pós-Burton

Gravado no One On One Studios (Los Angeles), “…And Justice For All’ apresenta mais uma vez, o excelente Flemming Rasmussen, produtor que já havia comandado os discos anteriores “Ride The Lightning” e “Master Of Puppets”, embora a princípio a banda tenha optado por Mike Clink, que havia feito um ótimo trabalho na produção do álbum “Appetite For Destruction” do Guns N ‘Roses, no entanto seu estilo não se adequou a este projeto. Flemming entrou em ação para dar forma a esse trabalho, onde o lado mais polido do Metallica em termos de composição, letras e conceitos foi atendido.

Resultado final:

Meses após seu lançamento, “…And Justice For All” foi o grande responsável pelo impacto visual de “One”, que se destacou em meio a tantos vídeos de artistas próximos ao Hard Rock e Glam como Bon Jovi, Def Leppard ou Guns N ‘Roses, na época, os grandes responsáveis pelo sucesso estrondoso da MTV.

Em 1991, a banda se apresentou no 31º Grammy Awards, sendo um dos indicados na categoria de melhor performance de Hard Rock/Heavy Metal, porém na ocasião os grandes vencedores foram os ingleses do Jethro Tull.

Observações acerca de “One”:

* Em 2002, os alemães do Crematory gravaram sua versão no álbum “Tribute To The Four Horsemen”.

* Em 1998, os finlandeses do Apocalyptica também fizeram sua versão no álbum “Inquisition Symphony”.

* A música ganhou outras versões de nomes como: Korn, Sonata Arctica, Dispatched, Die Krupps, pelos brasileiros do Seven Sins e Pela dupla de violonistas mexicanos Rodrigo y Gabriela no álbum “Live: Manchester and Dublin”, lançado em 2004.

* “One”, despontou nas paradas de sucesso de países como Austrália, Bélgica, Alemanha, Irlanda, Holanda, Nova Zelândia, Noruega, Espanha, Suécia, Suíça, Reino Unido, Estados Unidos da América e Finlândia, onde a banda figurou na 1a posição da Suomen Virallinen, parada musical oficial daquele país.

Redigido por: Geovani Vieira

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