Metal sem fronteiras: Vanadium (Itália)

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O universo da música é algo fascinante e de fato um labirinto infinito de informações. Com o advento da internet, ficou muito mais fácil explorar, conhecer um pouco da música regional de um país ou continente e isso acontece em poucos minutos de pesquisas.

Se no passado lidamos com a ausência dessas informações rápidas, hoje, em um piscar de olhos é possível saber se em Marte, Netuno e Saturno existem bandas de Heavy Metal, que tipo de músicas fazem, em qual idioma cantam e numa pesquisa mais detalhada, somos capazes de saber “O Que Elas Fizeram No Verão Passado”.

Senhoras e senhores, sejam bem vindos ao...”Metal Sem Fronteiras”.

Nossa jornada prossegue e chegamos a Milão, capital da região da Lombardia, conhecida mundialmente como a capital do design com maior influência global no comércio, indústria, música, literatura, arte, mídia, etc.

Milão, também é famosa por suas casas e lojas de modas, dentre elas a Via Montenapoleone e a Galleria Vittorio Emanuele na Piazza Duomo, conhecido como o Shopping Center mais antigo do mundo.

Foi aqui que nasceu em 1979 o VANADIUM, quinteto formado por Pino Scotto (vocais), Stefano Tessarin (guitarras), Ruggero Zanolini (teclados), Domenico Prantera (baixo) e Lio Mascheroni (bateria).

Trazendo em sua sonoridade os riffs e a pegada do chamado Heavy Tradicional, a banda bebeu claramente na fonte dos grupos da NWOBHM (New Wave Of British Heavy Metal), estilo que consagrou inúmeros grupos. Algumas delas ainda em evidência têm lançado discos relevantes e primordiais.

Influenciados pela musicalidade de nomes como Black Sabbath, Thin Lizzy, Deep Purple, Uriah Heep, Judas Priest, Praying Mantis, Blitzkrieg, Angel Witch, Rainbow e outros, o quinteto tinha tudo para figurar na lista dos grandes grupos de Heavy Metal da década, visto que seguiam os mesmos passos de inúmeros outros, apresentavam a mesma fórmula de bandas já consagradas e viviam o momento oportuno para tal sonoridade.

Os primeiros passos aconteceram em 1981, quando editaram seu primeiro registro musical, o mini LP “We Want Live Rock’ N’ Roll / Heavy Metal”, contendo apenas duas faixas de um Heavy Metal de excelente qualidade.

Um ano depois o grupo lançou “Metal Rock”, disco oficial de estreia contendo 08 faixas, divididas em aproximadamente 30 minutos de duração. Das oito faixas presentes, duas delas são as mesmas que fizeram parte do Mini-LP.

Em 1983, o grupo lança “A Race With The Devil”, segundo e excelente trabalho de inéditas e assim como o debut, temos um trabalho curto em duração (menos de 40 minutos), porém excelente em sonoridade.

Em 1984, é a vez do álbum “Game Over”, terceiro trabalho da carreira e assim como seus antecessores, temos aqui um excelente (e curto) trabalho, contendo apenas 08 faixas, divididas em aproximadamente 35 minutos de duração.

Após três trabalhos brilhantes e de excelente aceitação, era hora de lançar um disco ao vivo e mostrar que a banda também mandava bem fora do estúdio. O ano era 1985 e “On The Streets Of Danger Live” era o lançamento da vez. Como bem entrega o título, trata-se de um disco ao vivo (o primeiro da banda) contendo 11 faixas, divididas em aproximadamente 50 minutos de duração.

*É preciso fazer um ponto de observação sobre este trabalho: Apesar de mostrar-se uma banda incrível e de qualidade musical que dispensa comentário, temos um disco que definitivamente NÃO aparenta ser gravado ao vivo. Claro que há o barulho do público, porém fica evidente que ele é “colado” ao final de cada faixa. Enfim, se de fato tratar-se de um disco com material captado diretamente dos shows, então é preciso dizer que temos aqui o melhor álbum ao vivo de todos os tempos.

*Cabe uma ouvida para que cada um possa tirar suas próprias conclusões.

Voltando ao quinteto: Em março de 1986, o grupo lançava o magnífico “Born To Fight”, quarto álbum da carreira contendo 07 faixas inéditas, além do cover para “Never Before” do Deep Purple, que ganhou uma versão espetacular dos italianos. Assim como os lançamentos anteriores, temos mais um disco de curta duração (aproximadamente 38 minutos).

*Em junho do mesmo ano, participaram do HM Festival, onde dividiram o palco ao lado de nomes como Motorhead, Girlschool e Twisted Sister. A apresentação rendeu-lhes mais um registro ao vivo intitulado “Live At Palatrussardi”, álbum não oficial lançado no mesmo ano. Podemos dizer tratar-se de um Bootleg.

Na metade dos anos o Hard rock infestava a cena e em cada esquina se formava um grupo com roupas coloridas, cabelos cheios de laquê no estilo Poodles e letras mais alegres. O estilo virou febre e as bandas formadas nessa época ou aquelas que injetaram uma dose do estilo em sua sonoridade, se deram muito bem (com algumas exceções, claro).

Enxergando a “nova onda” do momento, o quinteto resolveu mergulhar de cabeça no estilo e “Corruption Of Innocence” é disparado o álbum mais Hard Rock do Vanadium. Quer saber? Não decepcionaram de forma alguma nesta transição. A propósito, a mudança não estava apenas na sonoridade. Ela estampou também a capa do disco, agora trazendo a foto da banda.

*Por motivos óbvios, direi que este é meu disco predileto do quinteto.

Ainda mergulhados nas ondas do Hard Rock, das letras alegres e cabelos “Poodleanos”, o quinteto lança em 1989 o espetacular “Seventheaven”, sexto disco da carreira e mais ums vez aquela sonoridade típica das bandas Hard americanas estava lá. Além do Hard como já fora dito, o grupo também flertava com o Melodic Hard Rock e com o AOR.

As evidências estavam nítidas principalmente nas linhas de teclados, soando mais evidentes e mais intensas se comparadas aos trabalhos anteriores.

Após o lançamento de “Seventheaven”, o grupo soltou de forma estranha um single intitulado “Take My Blues Away”. O estranho desse single é que a música escolhida foi justamente a mesma versão gravada em “Seventheaven”. As diferenças entre a versão do disco e do novo single está na duração da mesma, já que no single temos uma versão estendida. Enfim, algo que não explica muito bem, mas que soou desconexo.

Após seis discos oficiais, dois “Lives”e onze anos de carreira, o quinteto anuncia de forma precoce o encerramento das atividades.

Em 1995 os músicos se reuniram e gravaram “Nel Cuore Del Caos”, sétimo álbum da carreira e primeiro cantando em sua língua mãe. A intenção era um retorno às atividades bem como a continuidade da carreira (o que não aconteceu).

Apesar de ser um disco muito bom, os resultados não foram os esperados e o VANADIUM anunciaria o encerramento em definitivo de suas atividades.

Apesar de beberem na fonte dos nomes acima citados, nota-se que a banda trilhava também o caminho de grupos como Accept (fase inicial), Iron Maiden, Saxon, Demon, Omen, Raven, Picture, Fastway, Riot, entre outros.

Em 2002, o vocalista Pino Scotto e o baterista Lio Mascheroni formaram o Fire Trails, banda que lançou dois discos, Vanadium Tribute (2003) e Third Moon (2005). Após o lançamento dos dois trabalhos (interessantes, diga-se), o grupo encerrou as atividades em 2008.

PS: “Game Over”, terceiro trabalho de estúdio, lançado em 1987, foi o disco com maior vendagem e, evidentemente, o disco mais importante na carreira da banda, atingindo a marca de 55 mil cópias vendidas.

N do R: Ao contrário do que se pensa, a Itália é um país de bandas excelentes e não está restrita a nomes como: Labyrinth, Rhapsody, Eldritch, Secret Sphere, Time Machine, Lacuna Coil, Vision Divine, Luca Turilli, White Skull, etc. Rebuscando a história, descobrimos nomes geniais como: Progetto Sinergia, Vanexa, Rezophonic, Pino Scotto Experience, Rustless, Vicious Mary, Death SS, Perpetual Fire, Hollow Haze, além dos já citados Fire Trails e Vanadium. E acredite, tem muito mais.

Integrantes:

Pino Scotto (vocal)

Stefano Tessarin (guitarra)

Ruggero Zanolini (teclado)

Domenico Prantera (baixo)

Lio Mascheroni (bateria).

Redigido por: Geovani Vieira

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