Metal Church se reinventa e Kurdt Vanderhoof fala críticas de ex-integrantes: “Não entro nesse jogo”

O Metal Church surpreendeu os fãs ao anunciar recentemente uma reformulação completa em sua formação, marcando uma nova fase na trajetória da lendária banda de Heavy Metal. O grupo agora conta com o guitarrista fundador Kurdt Vanderhoof, o veterano Rick Van Zandt, o baixista David Ellefson (ex-Megadeth), o baterista Ken Mary e o vocalista Brian Allen (ex-Vicious Rumors). Além disso, a banda confirmou o lançamento do novo álbum intitulado “Dead To Rights”, previsto para o dia 10 de abril via Rat Pak Records.
A notícia gerou grande repercussão na cena, especialmente por marcar um retorno após um período conturbado. Ao mesmo tempo, a divulgação do disco reacendeu o interesse do público e consolidou a expectativa em torno dessa nova encarnação do grupo. Aliás, ela promete trazer uma abordagem renovada sem perder a essência clássica do Metal tradicional, e isso é ótimo.
Reestruturação gera atritos e críticas públicas
Entretanto, o anúncio não veio sem controvérsias. Ex-integrantes, como o vocalista Marc Lopes, que participou do álbum “Congregation Of Annihilation”, criticaram abertamente a forma como a transição aconteceu. Segundo ele, a ausência de comunicação direta e o fato de ter descoberto sua saída pela internet demonstraram desrespeito e falta de profissionalismo.
Além disso, Lopes destacou que tentou contato diversas vezes para entender a situação, mas não obteve respostas claras. O cantor também afirmou que a postura de Kurdt Vanderhoof ao longo do tempo, ameaçando encerrar as atividades da banda em momentos de conflito, contribuiu para um ambiente instável. Para ele, a condução do processo foi desorganizada e pouco transparente.
As críticas não se limitaram a ele. Outros ex-membros do Metal Church também manifestaram insatisfação, apontando problemas de comunicação e decisões unilaterais. Esse cenário acabou alimentando debates entre fãs e ampliando a polêmica nas redes sociais, especialmente dentro da comunidade de heavy metal.
Kurdt Vanderhoof quebra o silêncio sobre a polêmica
Diante da repercussão, Kurdt Vanderhoof decidiu se pronunciar em entrevista ao site The Metal Voice, esclarecendo sua versão dos acontecimentos. O guitarrista rejeitou a ideia de que os ex-integrantes foram pegos de surpresa e afirmou que deixou clara sua decisão de encerrar as atividades da banda após uma fase problemática.
Ele também enfatizou que preferiu evitar conflitos públicos, mas reconheceu que alguns ex-colegas optaram por expor suas opiniões. Ainda assim, reforçou que a reformulação não foi planejada inicialmente por ele, mas acabou acontecendo de forma natural com o surgimento de novas oportunidades e conexões dentro da indústria.
Abaixo a declaração de Kurdt Vanderhoof na íntegra:
“Bem, nós voltamos da turnê na Austrália em 2023. As coisas ficaram feias. Tudo desmoronou, e muita coisa desagradável estava acontecendo. E a gravadora, a Rat Pak, perdeu o interesse. Eles disseram: ‘Não, não vamos continuar com isso.’ E eu pensei: ‘Não estou me divertindo. Estou fora.’ Então encerrei a banda. Avisei todo mundo: ‘Estou encerrando isso. Acabou.’
Também deixei muito claro que não diria nada negativo sobre ninguém e esperava o mesmo dos outros, porque não suporto essas brigas de ‘disse me disse’ nas redes sociais entre ex-integrantes. Não entro nesse jogo.
Mas, obviamente, algumas pessoas decidiram seguir outro caminho. Isso é problema delas. Eu encerrei a banda. Acabou. Então, quando tudo voltou, não foi por iniciativa minha. O Brian Allen apareceu através do Todd La Torre, do Queensrÿche, que sugeriu que ele gravasse demos e enviasse para a gravadora.
De repente, recebi algumas gravações dele cantando músicas antigas do Metal Church, e pensei: ‘Se eu voltar a montar a banda algum dia, esse cara seria ótimo.’ Ao mesmo tempo, o David Ellefson, que já trabalhava com a Rat Pak, demonstrou interesse em participar. Depois, o Jeff Plate também quis voltar, mas não pôde continuar por causa do retorno do Savatage.
Tudo simplesmente foi acontecendo. Eu nem queria passar por outro processo de reformulação. Mas aconteceu naturalmente. Então segui com isso. Um ano e meio depois de encerrar tudo, a banda voltou.”