Melhores do ano 2025 – Categoria: Metal Nacional

Antes de apresentar o ranking com os melhores discos de Metal Nacional, gostaríamos de convidá-lo a conhecer nosso trabalho.
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Depois de conferir a lista, navegue por nosso site e conheça o conteúdo, ele é 100% independente, autoral e feito com muita paixão. É um trabalho feito de fã para fã.

Mudanças na apresentação do ranking
Após tanto tempo nos dedicando a música que amamos, percebemos que havia chegado a hora de expandir nossa área de atuação. E foi pensando assim que resolvemos apostar em nosso canal do Youtube. O canal se transformou em mais um ambiente acolhedor onde fãs de música pesada puderam debater conosco temas diversos e de suma importância para nossos gêneros musicais favoritos.
O ranking que você verá abaixo também foi apresentado ao vivo em nosso canal no último dia 18 de novembro (terça). Você pode fazer a leitura tradicional e ver todo o ranking abaixo neste mesmo post, mas também pode assistir nossa apresentação detalhada de cada álbum mencionado aqui. E não é tudo, no final desta matéria, disponibilizamos uma playlist caprichadíssima onde separamos músicas de Metal Nacional lançadas durante os doze meses de 2025, para você conhecer não apenas os dez vencedores no ranking, mas diversos outros álbuns importantes que surgiram durante o ano.
O trabalho foi árduo, mas valeu a pena. Esperamos de verdade que vocês gostem!
Do underground para o mundo: a trajetória do Metal brasileiro
O Metal encontrou terreno fértil no Brasil no início dos anos 1980, quando jovens músicos passaram a criar sons pesados mesmo sem estrutura, mídia ou mercado. Em Belém do Pará, o Stress abriu caminho ao lançar o primeiro álbum de Heavy metal nacional. Enquanto isso, outras cidades começaram a formar cenas próprias movidas por troca de fitas, rádios alternativas e muita obstinação. Assim, o estilo se espalhou de forma orgânica, criando uma identidade local marcada pela urgência e pela contestação.
Na sequência, Minas Gerais assumiu papel central nessa história. A cena de Belo Horizonte revelou nomes decisivos como Sepultura, Sarcófago, Overdose, Mutilator, Chakal e Holocausto, todos fundamentais para consolidar o Thrash metal e o Black metal brasileiros. Além disso, a Cogumelo Records impulsionou gravações, distribuições e conexões internacionais, enquanto, em São Paulo, a Woodstock Discos e a Baratos & Afins fortaleceram o consumo e a divulgação do gênero. São Paulo apresentou bandas como Viper, Korzus, Harppia, Ratos de Porão, Attomica e Centurias, entre muitas outras.
Ao mesmo tempo, outras regiões também entraram no mapa. Do Rio de Janeiro surgiram Dorsal Atlântica, Taurus e Azul Limão, enquanto localidades mais afastadas revelaram Volkana, Headhunter DC, Astaroth, Avalon e Deadly Fate. Com isso, o Metal ganhou dimensão nacional e, já no início dos anos 1990, o Sepultura alcançou projeção internacional. Importante mencionar que pouco antes o Brasil entrou na rota de grandes turnês internacionais, alimentando o sonho de se transformar em uma potência do gênero.

Da projeção internacional à cena resiliente
Entretanto, o cenário mudou rapidamente. Apesar do enorme impacto do Sepultura no exterior, conflitos internos e a saída de Max cavalera interromperam uma ascensão ainda maior. Na mesma época, o Angra, ainda com Andre matos e sua formação clássica, conquistou destaque na Europa e Japão, mas de forma mais segmentada. Mesmo com bons resultados mais recentes de grupos como Krisiun, Hibria, Nervosa e Crypta, nenhuma banda repetiu o alcance global daquele período.
Diante das dificuldades de mercado, o Metal brasileiro passou a se sustentar pela resiliência. As bandas continuaram a produzir, tocar e investir por amor à música, mesmo sem retorno financeiro e enfrentando estruturas frágeis. Ainda assim, a criatividade seguiu pulsando, e muitos artistas mantiveram alto nível técnico e artístico, frequentemente comparável ao de nomes estrangeiros, especialmente dentro do Death metal, do Thrash metal e do Power metal.
Atualmente, a cena se mantém viva, diversa e conectada. Lançamentos recentes mostram vitalidade, enquanto festivais independentes, selos alternativos e a internet ampliam o alcance dos artistas. Em 2025, por exemplo, diversos discos nacionais receberam elogios da crítica especializada. E esta é uma comprovação que, apesar dos obstáculos, o Metal no Brasil continua a se reinventar, fiel ao espírito do underground.

Chegou a hora de conhecer os nossos favoritos de Metal Nacional em 2025!
10º: Autrest – “Burning Embers, Forgotten Wolves”

O projeto Autrest lançou seu segundo álbum, Burning Embers, Forgotten Wolves, no dia 5 de setembro via Northern Silence Productions. O novo trabalho aprofunda a identidade do atmospheric black metal com fortes traços de blackgaze. A aposta é em atmosferas naturais, arranjos orquestrais pontuais e uma condução emocional mais quente e encorpada do que no debut. Como prévia do material, o single “Forgotten Wolves” apresentou a essência do disco, equilibrando agressividade e contemplação. A narrativa sonora foi inspirada por florestas e montanhas, trazendo elementos conhecidos do gênero para cativar fãs die hard.
Criado no inverno de 2022 por Matheus Vidor, Autrest funciona como um projeto solo no qual o músico assina todas as etapas criativas. Após Follow the Cold Path, que explorou solidão e contato com a natureza, o novo disco mantém a conexão, porém amplia texturas e dinâmicas. Influências de Cân Bardd, Saor, Caladan Brood, Elderwind e Eldamar aparecem de forma orgânica, guiando composições que alternam momentos serenos e passagens intensas, sempre com foco na atmosfera.
Do ponto de vista técnico, Burning Embers, Forgotten Wolves foi escrito, executado e gravado integralmente por Matheus Vidor. A mixagem e masterização foram realizadas no Voidsea Studios, garantindo coesão e profundidade sonora ao álbum. Além disso, a arte de capa assinada por August Cappelen complementa o conceito natural e introspectivo do trabalho.
9º: The Mist – “The Dark Side Of The Soul”

Após um hiato de quase 3 décadas, o The Mist lançou oficialmente seu novo álbum, The Dark Side Of The Soul. O disco chega cheio de identidade e propósito, unindo a agressividade clássica do estilo com uma abordagem sonora atual, mais densa e precisa. Dessa forma, o grupo apresenta um material que dialoga com fãs antigos e novos, sem abrir mão de intensidade, velocidade e peso.
Do ponto de vista técnico, The Dark Side Of The Soul se destaca pela produção robusta, com guitarras afiadas, bateria implacável e um baixo que assume papel fundamental na construção da atmosfera pesada do álbum. Além disso, o direcionamento musical aposta em composições bem estruturadas, que alternam momentos de velocidade extrema com passagens mais cadenciadas e sombrias. Entre os destaques do tracklist, algumas faixas evidenciam essa dinâmica e reforçam a proposta conceitual do trabalho. São elas: (Embryo) – Anatomy of the Soul, (Brain) – Geppetto’s Song, (Lungs) – Death Is Alive Inside Me e (Death) – Return to Sender.
Formada no final dos anos 1980, The Mist construiu seu nome como uma das bandas mais respeitadas do Metal extremo brasileiro, lançando álbuns marcantes e conquistando reconhecimento dentro e fora do país. Agora, com The Dark Side Of The Soul, o grupo revisita suas raízes ao mesmo tempo em que amplia sua sonoridade, demonstrando maturidade artística e vigor criativo.
8º: Gargant – “Dead Night Defiance”

O álbum Dead Night Defiance, do Gargant, marca o primeiro capítulo na trajetória do grupo e mostra um direcionamento voltado ao heavy metal moderno com alguns elementos de Power Metal. Lançado como um trabalho conceitual e coeso, o disco apresenta uma sonoridade densa, sombria e carregada de melodias fortes, equilibrando agressividade e atmosfera épica. Desde o início do processo criativo, a banda definiu que o material deveria soar orgânico e intenso, refletindo uma identidade firme e sem concessões. Isso se traduz em composições que dialogam com o espírito do heavy metal do final dos anos 1990, mas com linguagem atual e personalidade.
Do ponto de vista técnico, Dead Night Defiance foi gravado no Tellus Studio, no RJ, com abordagem totalmente analógica, priorizando timbres e performances humanas. A produção ficou a cargo do guitarrista Caio Mendonça, que buscou captar nuances de dinâmica e ambiência, valorizando pequenas imperfeições como parte do álbum. Musicalmente, o trabalho se apoia na interação criativa entre G. Sevens (vocais), Caio Mendonça e Leandro Carvalho (guitarras), com o suporte rítmico sólido de Paulo Doc (baixo) e Phill Drigues (bateria). Entre os destaques, a faixa-título Dead Night Defiance sintetiza a proposta do disco, enquanto Stormfall funciona como um eixo que guiou o restante das composições.
Formada no Rio de Janeiro, a Gargant reúne músicos com passagens por nomes relevantes do cenário nacional, como Lacerated & Carbonized e Painside, o que contribuiu diretamente para a diversidade de referências presentes no álbum. Essa combinação de experiências resultou em um trabalho que transita entre peso, melodia e ambientação sombria, refletindo o histórico individual de cada integrante.
7º: Creatures – “II”

A banda Creatures lançou o álbum II, consolidando o direcionamento que dialoga diretamente com o hard rock e o heavy metal clássicos dos anos 1980. O novo trabalho chega quatro anos após o debut homônimo e marca uma fase importante na trajetória do grupo, agora com Marc Brito assumindo os vocais. Desde o primeiro contato, o disco evidencia uma produção cuidadosa, com atenção especial às texturas de guitarra, ao uso pontual de teclados e a uma sonoridade que remete a referências como Judas Priest, Dokken e Dio, sem soar como simples releitura do passado.
Do ponto de vista técnico, II apresenta arranjos bem estruturados e um equilíbrio claro entre peso e melodia. As guitarras de Mateus Cantaleano assumem papel central, combinando riffs marcantes e solos elaborados, enquanto a base rítmica conduzida por Sidnei Dubiella sustenta a dinâmica do álbum com precisão e energia. Além disso, a produção valoriza timbres orgânicos e uma abordagem direta, reforçando a identidade oitentista do material. Entre os destaques do tracklist, faixas como “Devil In Disguise”, “Queen Of Death” e “Night Of The Ritual” representam bem o espírito do disco, apostando em refrões fortes, clima épico e apelo imediato.
Formada recentemente, apesar da estética retrô, a Creatures rapidamente construiu reputação dentro da cena por unir técnica, composição e personalidade. A transição vocal após a saída de Roberto Scienza não apenas manteve a coerência sonora da banda, como também abriu espaço para novas nuances interpretativas. Assim, II surge como um disco sólido e ambicioso, reafirmando a proposta do grupo e ampliando seu alcance dentro da cena nacional, ao mesmo tempo em que aponta para um amadurecimento natural.
6º: Violator – “Unholy Retribution”

Unholy Retribution, do Violator, marca um retorno forte e direto ao ponto em 2025, trazendo a essência do thrash metal clássico que marcou sua carreira. O trabalho aposta em composições rápidas, riffs cortantes e uma produção moderna, porém sem polir demais as arestas. Isso mantém a agressividade crua como elemento central e é um fator importante para um bom disco de Thrash. Além disso, o direcionamento artístico prioriza impacto imediato e fidelidade ao estilo, equilibrando velocidade e peso, com destaque para faixas como Persecution Personality e Chapel of the Sick, que sintetizam bem a proposta do disco.
Do ponto de vista técnico, Unholy Retribution apresenta guitarras afiadas, bateria precisa e uma performance vocal incisiva, tudo sustentado por uma produção que valoriza dinâmica e clareza sem perder a brutalidade. As influências do thrash metal oitentista aparecem de forma natural, mas a banda evita soar datada ao investir em arranjos bem resolvidos e estruturas enxutas. Dessa forma, o álbum dialoga tanto com fãs mais antigos quanto com uma nova geração interessada no ressurgimento do estilo, mantendo coesão do início ao fim.
Formada no início dos anos 2000, a Violator surgiu como parte da chamada segunda onda do thrash metal, especialmente forte na América Latina. Desde o debut Chemical Assault, lançado em 2006, a banda construiu reputação sólida dentro do underground, sempre apostando em um som direto e sem concessões. Agora, com Unholy Retribution, o grupo mostra que ainda possui relevância no cenário atual e demonstra que sua identidade permanece intacta.
5º: Cova Rasa – “Another Time”

A banda paulistana Cova Rasa apresenta seu novo álbum de estúdio, Another Time, marcando uma fase decisiva em sua trajetória. O lançamento consolida mudanças importantes em relação ao trabalho anterior, Cruzando Infernos, especialmente no direcionamento artístico. Agora com letras em inglês e a entrada de Ivan Martins como vocalista principal, o grupo amplia seu alcance e identidade dentro do heavy metal. Esse novo momento reflete uma postura mais ambiciosa, voltada tanto ao público brasileiro quanto ao cenário internacional, sem abrir mão da personalidade construída.
Do ponto de vista técnico, Another Time se destaca pela produção precisa e bem equilibrada. Gravado no estúdio Dual Noise, com captação de Rogerio Wecko e produção assinada pelo guitarrista Jayme Danko, o álbum apresenta timbres claros, guitarras definidas e uma base rítmica coesa, permitindo que cada instrumento seja ouvido com nitidez. Além disso, os arranjos exploram variações dentro do heavy metal clássico, incorporando elementos pontuais de power metal e o uso criterioso de teclados. O repertório de Another Time apresenta momentos de impacto que ajudam a definir a identidade do álbum. Logo no início, Borley Rectory se destaca pela combinação de riffs diretos, refrão forte e clima sombrio. King Of Ghouls, lançada previamente como single, é outra que merece menção. Já Dr. Death chama atenção tanto pelo riff marcante quanto pela temática inspirada em eventos reais, consolidando a proposta narrativa e musical do Cova Rasa.
Formado em São Paulo, o Cova Rasa surgiu como um projeto focado em narrativas sombrias, contos de terror e referências a fatos reais e lendas. Desde o início, Jayme Danko conduziu a proposta musical, que ganhou maturidade ao longo dos anos até alcançar o atual lineup, entrosado e seguro. Com Another Time, a banda demonstra evolução artística, coesão coletiva e clareza de propósito.
4º: Pesta – “The Craft Of Pain”

O Pesta apresenta The Craft Of Pain, lançado em 2025 após um longo período de desenvolvimento discreto, característica que sempre acompanhou a banda. Natural de Belo Horizonte, o grupo segue aprofundando sua identidade dentro do Stoner Doom, mantendo o peso e a cadência arrastada que o consagraram, mas agora explorando novas possibilidades sonoras. Em comparação ao elogiado Faith Bathed In Blood, o novo trabalho demonstra uma evolução clara. Com arranjos mais elaborados e uma atmosfera ainda mais densa, a banda não rompe com as raízes que conectam a banda a referências clássicas como Black Sabbath, Candlemass, Pentagram e Trouble.
Gravado no Estúdio Engenho, o álbum teve produção de André Cabelo, nome conhecido do metal brasileiro por sua atuação no Chakal. Um dos principais diferenciais técnicos de The Craft Of Pain está na incorporação de instrumentos pouco usuais no gênero, como bongô, pandeiro, maraca, teremim e violoncelo, utilizados de forma orgânica e sempre a serviço das composições. Agora consolidado como quarteto após a saída de Daniel Rocha, o Pesta apresenta Marcos Resende assumindo integralmente as guitarras. Ele traz riffs sólidos e solos pontuais, enquanto Thiago Cruz entrega sua melhor performance vocal até aqui, além de contribuir com violões em momentos específicos.
Entre os destaques do álbum, “Masters Of The Craft Of Pain” evidencia a faceta mais Stoner da banda, com grooves arrastados e riffs hipnóticos. Enquanto isso, “Marked By Hate” reforça o lado mais ritualístico e opressivo do Doom Metal. O disco também conta com participações especiais marcantes, como Scott “Wino” Weinrich, do The Obsessed, em “Mirror Maze”, e Rodrigo Garcia, no violoncelo de “Canto XXI”. The Craft Of Pain está disponível em vinil pela Glory Of Death Records e em CD pela Gate Of Doom Records, reafirmando o Pesta como um dos nomes mais consistentes do metal nacional.
Bronze: Stormsorrow – “The Blood Red Horizon”

O álbum The Blood Red Horizon, estreia da banda Stormsorrow, chega como um marco importante dentro do metal extremo nacional em 2025. Após o lançamento dos singles “Burning Skies” e “The Storm Will Remember My Name”, o disco completo foi disponibilizado em 10 de dezembro, reunindo 11 faixas que apresentam uma sonoridade épica, densa e conceitual. Desde o título e da arte de capa, assinada por Carlos Fides, o trabalho aponta para uma abordagem apocalíptica e reflexiva, explorando temas como colapso social, conflitos existenciais e tensões políticas e religiosas.
Musicalmente, o álbum direciona sua força para a fusão entre Death Metal melódico e Thrash Metal, equilibrando agressividade, técnica e melodia com precisão. A banda aposta em riffs pesados, variações rítmicas bem trabalhadas e uso pontual de orquestrações. Entre os destaques do tracklist estão a faixa-título “The Blood Red Horizon”, que evidencia o lado mais thrash do grupo. “Burning Skies”, responsável por apresentar ao público a proposta sonora do disco também se sobressai. Além disso, o álbum conta com participações especiais de Lord Vlad (Malefactor), Mário Pastore (Pastore), Victhor De Victhorian (Victhorian) e Alexandre Grunheidt (ex-Ancesttral). Todos eles agregam uma diversidade única ao material, evidenciando a proposta ousada.
A Stormsorrow nasceu a partir de uma ideia concebida em 2005 pelo vocalista e guitarrista Kahlil Souto, que ao longo desse tempo amadureceu composições e conceitos até transformá-los em realidade. A consolidação do projeto aconteceu em Goiânia, com a formação atual contando com Vicente Luiz (guitarra solo e produção), Arthur Albuquerque (bateria) e Yuri Passos (baixo). Kahlil Souto assina todas as composições, letras e vocais, além de dividir a coprodução do álbum, enquanto os solos ficaram a cargo de Veritá. Com este lançamento, a banda dá início a uma trilogia conceitual e já direciona seus esforços para o segundo capítulo.
Prata: Exkil – “Violence Prevails”

A banda Exkil lançou em 4 de julho seu primeiro álbum completo, Violence Prevails, obtendo destaque imediato no Thrash Metal brasileiro. O disco chega após uma sequência de singles bem recebidos e apresenta um direcionamento claro: agressividade clássica, identidade própria e foco em composições diretas, porém técnicas. Ao longo do tracklist, o grupo equilibra velocidade, peso e variações rítmicas, destacando especialmente a faixa-título Violence Prevails, além de Titans Rising, que conta com a participação especial de Marcello Pompeu, vocalista do Korzus.
No aspecto técnico, Violence Prevails foi gravado no Casarão Music Studio, com produção de Franco Torrezan, garantindo um som encorpado, definido e fiel ao gênero. A arte de capa, assinada por Douglas Alves, dialoga diretamente com o conceito do álbum, que aborda conflitos sociais, colapso moral e violência estrutural. Musicalmente, a banda aposta em riffs cortantes, solos bem construídos e uma base rítmica precisa. Estes elementos aparecem com força também em Reckoning, outro dos grandes destaques do trabalho.
Formada em 2021 na cidade de Piracicaba, interior de São Paulo, a Exkil construiu sua trajetória de forma consistente desde o EP Between Death And Chaos, lançado em 2022. O quarteto é composto por Daniel Ferrante (vocal e guitarra), Gabriel Bunho (guitarra), Evandro Tapia (baixo) e Evandro Kandalaft (bateria), músicos que demonstram maturidade acima da média para um álbum de estreia. Com Violence Prevails, a banda sinaliza ambições maiores e um posicionamento firme dentro do Thrash Metal contemporâneo.
Ouro: Trovão – Diamante

O Trovão lançou em abril seu segundo álbum, Diamante, reforçando um posicionamento claro: dialogar com a sonoridade clássica do Hard Rock, do Aor e do Heavy Metal tradicional dos anos 1980 sem abrir mão de identidade própria. Com distribuição internacional e edição em vinil, o trabalho chega acompanhado de uma estética retrô que dialoga diretamente com a proposta musical. Além disso, o disco aposta em uma produção moderna, mas respeitosa ao espírito analógico, buscando impacto, clareza e energia desde a primeira audição.
Musicalmente, Diamante direciona seu material para riffs diretos, refrãos marcantes e solos melódicos, equilibrando peso e acessibilidade. Faixas como Preso ao Passado, Seres da Noite e a faixa-título Diamante se destacam por sintetizar essa proposta, enquanto Trovão funciona como um cartão de visitas definitivo da banda. A produção assinada por Rodrigo Toledo garante um som limpo e poderoso, com guitarras bem definidas, baixo pulsante e bateria precisa, permitindo ainda que os teclados ampliem a atmosfera sem comprometer a força dos arranjos.
Formada em São Paulo, a banda segue consolidando sua trajetória iniciada com Prisioneiro do Rock ‘n’ Roll (2021). O vocalista Gustavo, conhecido também por seu trabalho no Selvageria, apresenta aqui uma abordagem mais melódica, sem perder intensidade, enquanto os guitarristas Alexandre Gatti e Igor Senna constroem a espinha dorsal do álbum com riffs e harmonias inspiradas. Completam a formação Lucas Chuluc no baixo e Alan Caçador na bateria. Assim, Diamante surge como um passo firme na evolução do Trovão, conectando tradição e presente com personalidade e convicção. A maior façanha do álbum foi conquistar fãs de praticamente todas as vertentes do Metal. Desde fãs de Hard Rock e Heavy Metal, até apreciadores de Thrash, Death e gêneros mais extremos, o álbum se tornou uma unânimidade.
Audição obrigatória!
Playlist Metal Nacional 2025

Não conseguiu acompanhar todos os principais lançamentos do gênero? Tudo bem, afinal, nós preparamos uma playlist para você ficar atualizado com o que de melhor rolou no Metal Nacional durante todo o ano de 2025.
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