Melhores do ano 2025 – Categoria: Black Metal

Antes de apresentar o ranking com os melhores discos de Black Metal, gostaríamos de convidá-lo a conhecer nosso trabalho.
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O Mundo Metal nasceu em 2013 como uma comunidade do Facebook e, durante seus mais de 10 anos de existência, procura fugir do estereótipo de mídias convencionais. O nosso papo é e sempre foi sobre Rock and Roll e Heavy Metal. Se você ama estes gêneros em todas as suas vertentes e quer conhecer novas bandas, novos álbuns e ficar por dentro de tudo o que acontece neste fabuloso universo, este é seu espaço.
Depois de conferir a lista, navegue por nosso site e conheça o conteúdo, ele é 100% independente, autoral e feito com muita paixão. É um trabalho feito de fã para fã.

Mudanças na apresentação do ranking
Após tanto tempo nos dedicando a música que amamos, percebemos que havia chegado a hora de expandir nossa área de atuação. E foi pensando assim que resolvemos apostar em nosso canal do Youtube. O canal se transformou em mais um ambiente acolhedor onde fãs de música pesada puderam debater conosco temas diversos e de suma importância para nossos gêneros musicais favoritos.
O ranking que você verá abaixo também foi apresentado ao vivo em nosso canal no último dia 18 de novembro (terça). Você pode fazer a leitura tradicional e ver todo o ranking abaixo neste mesmo post, mas também pode assistir nossa apresentação detalhada de cada álbum mencionado aqui. E não é tudo, no final desta matéria, disponibilizamos uma playlist caprichadíssima onde separamos músicas de Black Metal lançadas durante os doze meses de 2025, para você conhecer não apenas os dez vencedores no ranking, mas diversos outros álbuns importantes que surgiram durante o ano.
O trabalho foi árduo, mas valeu a pena. Esperamos de verdade que vocês gostem!
Das origens sombrias à consolidação da escola norueguesa
O Black Metal começou a tomar forma ainda nos primórdios do Metal extremo, quando algumas bandas decidiram romper limites estéticos, sonoros e ideológicos. Nomes como Venom, Hellhammer, Bathory, Bulldozer e Celtic Frost foram fundamentais para estabelecer uma linguagem mais agressiva, blasfema e crua. Ainda que musicalmente distintas entre si, essas bandas pavimentaram o caminho para uma estética que rejeitava o virtuosismo tradicional e abraçava o caos, a obscuridade e a confrontação.
Nesse estágio inicial, o Black Metal era mais uma atitude do que um gênero plenamente definido. Letras anticristãs, capas provocativas e uma sonoridade propositalmente áspera começaram a diferenciar essas bandas do Thrash e do Death Metal nascente. O objetivo não era apenas soar pesado, mas criar desconforto, atacar valores estabelecidos e evocar um sentimento de hostilidade quase ritualística, algo que se tornaria marca registrada do estilo.
Foi na Noruega, no início dos anos 90, que o Black Metal encontrou sua forma mais reconhecível e controversa. Bandas como Mayhem, Burzum, Emperor e Darkthrone estabeleceram os padrões musicais e estéticos que definiriam o gênero. Paralelamente, os acontecimentos envolvendo o chamado Inner Circle — que incluíram queima de igrejas e assassinatos — levaram o Black Metal para além da música. Isso inegavelmente transformou-o em um fenômeno cultural cercado de polêmicas e atenção midiática.

Expansões, fusões e o Black Metal contemporâneo
Apesar do período caótico de sua consolidação, o Black Metal não apenas sobreviveu, como se expandiu de forma impressionante. A partir da segunda metade dos anos 90, o gênero começou a se ramificar, dialogando com outras vertentes extremas e incorporando novas influências. Surgiram, assim, cenas de Black/Death, Symphonic Black Metal, Melodic Black Metal e Folk/Pagan Black Metal. Cada uma explorando diferentes atmosferas sem abandonar o espírito transgressor que sempre acompanhou o estilo.
Com o passar do tempo, o Black Metal também passou por um processo de amadurecimento técnico e conceitual. Se nos primeiros anos a produção propositalmente precária era vista como um manifesto ideológico, hoje muitos artistas optam por gravações mais refinadas. É claro que isso não pode significar uma perda de identidade e tampouco do DNA inicial. Essa mudança reflete não apenas a evolução tecnológica, mas também uma ampliação das possibilidades criativas. E permite que o gênero explore texturas, arranjos complexos e abordagens mais experimentais como nunca antes.
Atualmente, o Black Metal é um território multifacetado, que abriga desde projetos fiéis às raízes até bandas que flertam com ambient, post-metal, avant-garde e etc. As temáticas seguem sombrias, introspectivas e frequentemente hostis às instituições religiosas e sociais, mas agora são acompanhadas por leituras mais filosóficas e existenciais. O gênero se reinventou sem perder sua essência e continua sendo um dos campos mais férteis e desafiadores da música extrema contemporânea.

Chegou a hora de conhecer os nossos favoritos de Black Metal em 2025!
10º: Bliss Of Flesh – “Metempsychosis”

Com mais de duas décadas de trajetória no metal extremo, Bliss Of Flesh apresenta seu novo álbum Metempsychosis, lançado pelo selo Black Lion Records. O trabalho reforça o direcionamento artístico da banda ao aprofundar a fusão entre black metal e death metal, agora com uma abordagem mais atmosférica. Desde o início da divulgação, o grupo antecipou o clima com alguns singles e videoclipes, preparando o terreno para um registro coeso e intenso. O foco das temáticas são espirituais, religiosas e existenciais.
Musicalmente, Metempsychosis aposta em riffs melódicos, linhas de guitarra baseadas em tremolo picking, solos expressivos e variações rítmicas que transitam entre agressividade e momentos contemplativos. Além disso, o álbum explora elementos pontuais como pianos, passagens acústicas e coros que ampliam o caráter sombrio e ritualístico das composições. Embora o disco conte com nove faixas, alguns destaques sintetizam bem sua proposta, como a faixa-título, que concentra os principais recursos técnicos e estéticos.
Formada no início dos anos 2000, Bliss Of Flesh construiu uma carreira sólida com demos, EPs, splits e álbuns que consolidaram seu nome na cena extrema europeia. Os integrantes também carregam experiência em projetos de diferentes vertentes do metal, o que se reflete na maturidade sonora apresentada neste lançamento. Assim, Metempsychosis surge não apenas como mais um capítulo da discografia da banda, mas como um trabalho que reafirma sua identidade, sua evolução técnica e sua relevância dentro do metal extremo contemporâneo.
9º: Thron – “Vurias”

Após um período de amadurecimento, a banda alemã Thron apresenta seu novo álbum, Vurias, trabalho que marca mais um passo firme dentro de sua discografia. O lançamento reforça a identidade do grupo ao mesmo tempo em que amplia seu espectro sonoro, apostando em arranjos mais densos e atmosferas expressivas. Assim como no álbum anterior, Dust, o quinteto investe em composições diretas, porém carregadas de camadas, o que evidencia um direcionamento claro. O grupo pretende unir agressividade, melodia e impacto emocional em um material coeso e acessível dentro do metal extremo.
Musicalmente, Vurias aprofunda elementos que já vinham sendo trabalhados pela banda, como riffs melódicos bem definidos, variações rítmicas intensas e uma produção equilibrada, que valoriza cada instrumento sem comprometer a força do conjunto. Além disso, a presença ampliada de sintetizadores e intervenções pontuais de saxofone adiciona novas cores ao som. Isso cria contrastes interessantes com a base crua do black metal. Faixas como “A paradox” e “The hunter and the prey” surgem como destaques por sintetizarem bem essa proposta, combinando agressividade, ambiência e momentos de maior fluidez melódica.
Formada em 2015, a Thron construiu sua trajetória de forma consistente desde o debut homônimo, lançado em 2017, passando por álbuns como Abysmal, Pilgrim e Dust, sempre demonstrando evolução técnica e composicional. Em Vurias, os músicos Samca, Pviii, Ravendust, Sxiii e J consolidam essa caminhada com um trabalho enxuto, bem produzido e artisticamente confiante.
8º: Blackbraid – “Blackbraid III”

O novo álbum Blakbraid III, da banda Blackbraid, marca mais um passo sólido na consolidação do projeto dentro do cenário extremo. Lançado em 2025, o disco aprofunda a proposta apresentada nos trabalhos anteriores, apostando em uma sonoridade mais encorpada e ambiciosa, sem abandonar sua identidade. O material amplia o diálogo entre o black metal de matriz clássica e elementos espirituais e culturais indígenas norte-americanos, criando uma atmosfera épica e ritualística que guia toda a audição desde os primeiros minutos.
Liderado por Jon Krieger, que assina o projeto sob o nome Sgah’gahsowáh, o Blackbraid mantém em Blakbraid III uma abordagem autoral e bem definida. O disco apresenta uma produção robusta, com guitarras densas e melódicas, bateria intensa e vocais agressivos que se alternam com momentos acústicos e atmosféricos. Faixas como Wardrums at dawn on the day of my death e The dying breath of a sacred stag se destacam pelo equilíbrio entre velocidade, peso e construção épica, enquanto God of black blood aposta em uma cadência mais lenta e sombria, reforçando o clima ritualístico do álbum.
Formado em 2022, o Blackbraid rapidamente ganhou notoriedade com seu álbum de estreia, seguido por um segundo trabalho em 2023 que ampliou sua visibilidade e o levou aos palcos com uma formação ao vivo. Desde então, o projeto se firmou como um dos nomes mais relevantes do black metal moderno nos Estados Unidos. Com Blakbraid III, Jon Krieger reafirma sua visão artística, entregando um álbum tecnicamente refinado, conceitualmente coeso e alinhado tanto à tradição do gênero quanto a uma identidade cultural própria, consolidando definitivamente a força e a singularidade da banda.
7º: Infernal Flame – “The Grave”

A banda Infernal Flame apresenta seu álbum de estreia, The Grave, que marca oficialmente o início de sua trajetória dentro do black e death metal. Desde o lançamento, o disco chama atenção pelo direcionamento claro e pela proposta estética bem definida. Ele aposta em composições densas, atmosféricas e agressivas, mas equilibradas por passagens melódicas bem construídas. Assim, o material se mostra coeso e direto, evitando excessos e priorizando impacto e imersão sonora.
No aspecto técnico, The Grave entrega guitarras afiadas com riffs precisos, bateria intensa com uso constante de blast beats e vocais carregados de agressividade, criando uma sonoridade sombria e envolvente. Além disso, a produção valoriza tanto o peso quanto a clareza dos instrumentos, permitindo que cada elemento se destaque sem comprometer a brutalidade do conjunto. Algumas faixas se sobressaem justamente por equilibrar velocidade e atmosfera, servindo como cartões de visita do álbum sem a necessidade de listar todo o repertório.
O Infernal Flame surge a partir da união de músicos experientes da cena extrema. O núcleo criativo formado por Wdowa e Vivi carrega a bagagem adquirida em projetos como Soulless e Anthem, enquanto Beton, também integrante do Mesmerized, completa a formação com uma base sólida e madura. Dessa forma, The Grave não soa como um debut ingênuo, mas como um lançamento seguro, pensado e executado com convicção, reforçando o potencial da banda para se firmar entre os nomes relevantes do metal extremo contemporâneo.
6º: Vauruvã – “Mar da Deriva”

A banda Vauruvã apresenta seu novo álbum Mar de Deriva, consolidando uma fase mais madura e estruturada dentro de sua trajetória. Liderado por Caio Lemos, músico conhecido por projetos como Kaatayra, Bríi e Vestígio, o disco marca uma mudança ao abandonar os improvisos dos trabalhos anteriores. Dessa forma, o lançamento é uma síntese estética que dialoga com momentos da carreira do compositor, ao mesmo tempo em que preserva a identidade atmosférica.
Musicalmente, Mar de Deriva se desenvolve como uma obra coesa, construída em três movimentos que se conectam de forma fluida. O álbum aposta em contrastes bem definidos, alternando passagens introspectivas, uso expressivo de violões, camadas de sintetizadores e explosões características do black metal atmosférico, sempre com atenção à dinâmica e à progressão emocional. Entre os destaques, surgem momentos de maior peso e dramaticidade, equilibrados por trechos etéreos e contemplativos, o que reforça o direcionamento conceitual do material sem recorrer a excessos.
Desde sua formação, Vauruvã se estabeleceu como um espaço de experimentação dentro do universo criativo de Caio Lemos, inicialmente ao lado do vocalista Bruno Augusto Ribeiro. Com o novo álbum, o projeto se aproxima de uma linguagem mais refinada, tanto em composição quanto em execução, refletindo a experiência acumulada ao longo de mais de duas décadas de produção musical. Assim, Mar de Deriva se apresenta como um ponto de consolidação artística, reunindo referências, técnica e sensibilidade em um trabalho coeso e envolvente.
5º: Abigail Williams – “A Void Within Existence”

Após um período de silêncio criativo, a Abigail Williams retorna com o álbum A Void Within Existence, lançamento que marca uma nova fase da banda. O disco aprofunda o diálogo com o black metal contemporâneo, agora fortemente atravessado por elementos de post-black metal, apostando em atmosferas densas, melancólicas e expansivas. Dessa forma, o grupo deixa ainda mais claro o direcionamento artístico do material, priorizando construção emocional, contrastes dinâmicos e uma abordagem mais introspectiva, sem abrir mão do peso extremo que sempre definiu sua identidade.
No aspecto técnico, A Void Within Existence chama atenção pela produção cuidadosa e pela execução precisa. O baixo ganha papel de destaque na mixagem, criando uma base orgânica e pulsante, enquanto as guitarras transitam entre dissonâncias abrasivas e passagens melódicas contemplativas. Além disso, a bateria, gravada por Mike Heller como músico convidado, adiciona uma camada de complexidade ao álbum. Heller combina agressividade, técnica apurada e senso de ritmo, mostrando-se uma escolha acertadíssima. Faixas como “Void Within” e “Talk to Your Sleep” surgem como pontos altos, evidenciando a capacidade da banda de equilibrar brutalidade, ambiência e refinamento composicional.
Fundada nos Estados Unidos e liderada por Ken Sorceron, a Abigail Williams construiu sua carreira explorando diferentes vertentes do metal extremo. O grupo passou por fases mais próximas do black metal sinfônico até chegar ao som mais atmosférico e técnico atual. Com A Void Within Existence, a banda consolida essa evolução, apresentando um trabalho maduro e coeso, que dialoga com tendências modernas do gênero sem perder sua personalidade.
4º: Cradle Of Filth – “The Screaming Of The Valkyries”

A banda britânica Cradle Of Filth apresenta seu novo álbum de estúdio, The Screaming Of The Valkyries, reforçando uma fase criativa que equilibra peso, identidade e maturidade artística. Lançado como o 14º disco da carreira, o trabalho chega com produção moderna, som encorpado e foco claro na união entre agressividade e atmosfera sombria. Além disso, o grupo aposta em riffs densos, arranjos orquestrais bem definidos e refrães fortes, mantendo a essência do black metal com forte influência do metal extremo e do gótico. A formação do disco contou com a presença marcante de Dani Filth nos vocais e da multi-instrumentista Zoe Marie Federoff, que já saiu do grupo. Apesar disso, ela ampliou inegavelmente o alcance melódico do álbum com vocais femininos bem integrados.
Em termos musicais, The Screaming Of The Valkyries aposta em riffs pesados, orquestrações sombrias e refrães marcantes, reforçando uma identidade mais direta e intensa. Entre os principais destaques do álbum estão as faixas To Live Deliciously, que abre o disco com uma combinação eficaz de peso e melodia. When Misery Was A Stranger precisa ser mencionada pois resgata uma atmosfera mais clássica e sinfônica da banda. Além delas, White Hellebore chama atenção pelo contraste entre agressividade e passagens melódicas, enquanto Malignant Perfection se sobressai pelo clima denso.
Formada em 1991, a Cradle Of Filth construiu uma trajetória sólida dentro do metal extremo, tornando-se uma das bandas mais reconhecidas do gênero. Mesmo com mudanças constantes na formação, o grupo sempre manteve uma identidade própria, marcada por lirismo obscuro, estética gótica e sonoridade agressiva. Com The Screaming Of The Valkyries, a banda reafirma sua relevância no cenário atual, entregando um álbum consistente, tecnicamente refinado e alinhado tanto às expectativas dos fãs antigos quanto às demandas de um público mais recente.
Bronze: 1914 – “Viribus Unitis”

Após mais de uma década de atividade, a banda ucraniana 1914 apresenta o álbum Viribus Unitis, trabalho que marca um novo capítulo em sua discografia conceitual dedicada à Primeira Guerra Mundial. Desta vez, o grupo amplia o olhar ao direcionar a narrativa não apenas aos horrores do conflito, mas também às relações humanas. Assim, o disco mantém o peso extremo característico da banda, porém introduz uma abordagem mais reflexiva e emocional, reforçando a ideia de humanidade em contraste com a brutalidade da guerra.
Musicalmente, Viribus Unitis aprofunda a identidade da banda ao combinar blackened death metal com passagens densas de doom metal, criando uma atmosfera opressiva e cinematográfica. Além disso, a construção do álbum segue uma progressão cronológica dos eventos históricos, o que intensifica o impacto narrativo e sonoro. Faixas de andamento mais veloz exploram agressividade e tensão constantes, enquanto momentos mais arrastados se destacam pelo peso emocional e pela dramaticidade. Participações especiais de Aaron Stainthorpe e Jerome Reuter acrescentam novas camadas expressivas ao material, ampliando o alcance artístico e emocional do disco.
Formada em Ucrânia, a 1914 construiu sua reputação ao longo de uma trilogia de álbuns centrados na experiência da guerra sob diferentes perspectivas. Com Viribus Unitis, o grupo demonstra maturidade artística ao equilibrar violência sonora, precisão técnica e profundidade conceitual. O novo álbum surge como o trabalho mais ambicioso da carreira da banda até o momento, consolidando seu nome como uma das propostas mais singulares e impactantes dentro do metal extremo.
Prata: Ildaruni – “Divinum Sanguinem”

Após quatro anos desde a estreia, a banda armênia Ildaruni lança seu novo álbum, Divinum Sanguinem, marcando uma mudança clara de direcionamento artístico. Desta vez, o grupo aposta em um black metal mais direto, sombrio e agressivo, deixando em segundo plano os arranjos acústicos e folclóricos. Com 9 faixas e cerca de 53 minutos, o disco reforça uma proposta mais coesa e alinhada a sonoridade da segunda onda do estilo.
Do ponto de vista técnico, Divinum Sanguinem se destaca pelo trabalho preciso de guitarras baseadas em riffs rápidos e cortantes, além de uma bateria extremamente presente e vigorosa. O vocalista Narek Avedyan conduz as músicas com vocais ásperos e autoritários, enquanto o baterista Arthur Poghosyan sustenta a atmosfera caótica com blast beats constantes e variações rítmicas bem executadas. Embora o álbum mantenha sua essência ríspida, surgem elementos pontuais que ampliam a ambiência, como coros, cantos rituais e instrumentos tradicionais. Tudo é utilizado de forma discreta, garantindo densidade sem comprometer a fluidez das composições. Entre os destaques do repertório, a faixa-título Divinum Sanguinem chama atenção pela construção épica e dinâmica, enquanto “The Ascension of Kosmokrator” evidencia a faceta mais marcial e imponente do grupo.
Fundada com forte inspiração pagã e espiritual, Ildaruni construiu sua identidade ao mesclar temas ancestrais com o extremismo do black metal, e este novo trabalho consolida um amadurecimento evidente na proposta da banda. Ao invés de explorar longas passagens contemplativas, o grupo prioriza impacto, velocidade e agressividade, sem abandonar completamente sua herança ritualística.
Ouro: Imperialist – “Prime”

A banda californiana Imperialist lançou seu novo álbum, Prime, consolidando mais um capítulo importante em sua trajetória dentro do black metal de temática cósmica. O disco marca o terceiro full-length do grupo e chega após uma sequência consistente iniciada com Cipher (2018) e aprofundada em Zenith (2021), além de um EP lançado no intervalo entre os trabalhos. Desta vez, o quarteto aposta em um material mais direto e coeso, mantendo suas raízes extremas, mas apresentando uma abordagem mais afiada e madura tanto na composição quanto na execução.
Musicalmente, Prime reforça a identidade da Imperialist ao unir riffs rápidos e cortantes a uma construção mais fluida das músicas. As guitarras de Sergio Soto e Bryant Quinones seguem como eixo central, equilibrando agressividade e melodia, enquanto a bateria de Rod Quinones sustenta a intensidade com precisão. Além disso, o álbum destaca uma produção mais orgânica e encorpada, assinada por Dan “The Man” Swanö, que valoriza cada instrumento sem perder impacto. A arte de capa, criada por Eliran Kantor, complementa o conceito apocalíptico e espacial do disco, reforçando seu direcionamento estético e narrativo.
Embora Prime apresente uma experiência contínua e intensa, algumas faixas se sobressaem por sintetizar bem essa nova fase da banda, combinando peso, dinâmica e identidade própria. O álbum aposta em variações sutis ao longo de sua duração, incluindo momentos estratégicos de respiro, o que amplia seu alcance sem comprometer a brutalidade. Com esse lançamento, a Imperialist reafirma sua posição como um nome relevante dentro do black metal contemporâneo, demonstrando evolução técnica, clareza artística e uma visão bem definida para o futuro.
Audição obrigatória!
Playlist Black Metal 2025

Não conseguiu acompanhar todos os principais lançamentos do gênero? Tudo bem, afinal, nós preparamos uma playlist para você ficar atualizado com o que de melhor rolou no Black Metal durante todo o ano de 2025.
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