Megadeth: “As pessoas querem presumir o pior e dizer que ele é algum tipo de ditador”, declara Steve DiGiorgio sobre Mustaine

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Em uma nova entrevista cedida à Guitar World, o lendário baixista Steve DiGiorgio (Testament, Sebastian Bach, Death e Autopsy), relembrou como foi trabalhar com Dave Mustaine, o líder do Megadeth, no álbum “The Sick, the Dying… and the Dead!”, lançado em 2022. Na ocasião, Steve se juntou ao Megadeth como músico de apoio no lugar de David Ellefson para regravar as partes de baixo de Ellefson — demitido por Mustaine após o envolvimento do baixista em um escândalo sexual com uma garota de 19 anos. Steve relembra:

“Quando David Ellefson estava tendo… nem sei como chamar… aquele episódio online dele, estávamos todos meio que assistindo para ver o que ia acontecer.”

Ele acrescentou:

“Essas coisas fazem parte do jogo. Eu pensei que, se você se colocasse no lugar do cara, seria horrível estar tão exposto assim. Estávamos todos assistindo, e quando ele foi expulso da banda e fez sua declaração dizendo que não tinha feito nada de errado, tudo meio que se dissipou.”

Steve falou sobre a primeira vez que Mustaine telefonou para ele e o convidou para assumir o baixo em “The Sick, the Dying… and the Dead!”:

“Fiquei surpreso quando o telefone tocou e era o Sr. Mustaine querendo que eu substituísse o Ellefson. Eu pensei: ‘Que diabos!’ Não era esperado… Eu simplesmente não imaginava que isso aconteceria. Senti que havia tantos outros baixistas merecedores que se encaixariam melhor no papel, então recusei.

Eu não queria estragar meu trabalho de longa data no Testament, e não me sentia a pessoa certa para o cargo. Mas ele disse que precisava se apressar e terminar as faixas do álbum porque tudo o que Ellefson havia contribuído tinha sido apagado, e eles tinham se livrado da participação dele.”

Mas o trabalho ia além de apenas refazer as partes de baixo de David Ellefson, Mustaine queria que DiGiorgio participasse das turnês. O baixista aceitou com a condição de que suas apresentações com o Megadeth não interferissem na sua agenda com o Testament:

“Eles disseram: ‘Não, precisamos de um compromisso total.’ Eu respondi: ‘Não posso fazer isso’, então recusei novamente. E então, na terceira vez, eles disseram: ‘Ok, queremos apresentar duas propostas diferentes. Você tem a reputação de chegar e gravar na hora. A primeira proposta é vir ao Tennessee, gravar o disco e, durante sua estadia, veremos se isso vai continuar.’ Eu disse: ‘Ok, isso é algo que definitivamente estou acostumado a fazer.’”

Após cumprir seu trabalho de gravar o baixo no disco, e vendo o entusiasmo dos integrantes do Megadeth, Steve percebeu que de fato, não poderia se comprometer com a agenda de shows da banda de Mustaine:

“Então, eu simplesmente disse a ele: ‘Estou feliz onde estou. Vou continuar leal aos meus irmãos.’ Eu sabia que estava me despedindo de um bom emprego, mas estava bem onde estava. Todos entenderam e nos separamos como amigos. Foi uma ótima experiência.”

Por fim, Steve DiGiorgio diz que não vê Dave Mustaine como um ditador, como muitos afirmam:

“Megadeth é Megadeth, cara. Ninguém vai chegar lá e reinventar a roda. Esse é o mundo do Dave. Ele tem um som específico e uma maneira própria de todos contribuírem para criar esse som. Eu simplesmente vesti meu chapéu de músico de estúdio e abordei o trabalho da maneira que precisava ser abordado.

Mas eu sei que as pessoas querem presumir o pior e dizer que ele é algum tipo de ditador e me forçou a fazer isso. Não foi nada disso. Ele foi super legal e um cara muito tranquilo. Eu não cheguei lá todo arrogante, pensando que ia reinventar a roda.”

Ele se sentiu à vontade perto de mim e se abriu comigo. Foi uma experiência totalmente positiva e inesperada.”

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