Ícone do site Mundo Metal

Megadeth: “Aprimorei minhas habilidades com uma palheta para garantir que conseguisse o som que eles estão acostumados”, Diz DiGiorgio

David Ellefson, ex-baixista do Megadeth, deixou o grupo antes do lançamento do último disco de estúdio, o aclamado “The Sick, The Dying… And The Dead!”. Ellefson teve a demissão estabelecida por conta de um escândalo sexual envolvendo uma fã de 19 anos e vídeos íntimos do músico vazados na internet.

Dave Mustaine não quis manter nem mesmo as sessões de baixo já gravadas por Ellefson no álbum e, para refazer todas as partes, o Megadeth recrutou o exímio baixista do Testament, Steve DiGiorgio.

Em uma nova entrevista concedida a Andrew McKaysmith do podcast Scars And Guitars, DiGiorgio comentou sobre como foi sua participação no álbum do Megadeth. Sobre a abordagem utilizada por ele, Steve disse o seguinte:

“Eu não era tão ingênuo a ponto de pensar que poderia entrar lá e reinventar o Megadeth. Eu conhecia as diretrizes rígidas. Estou refazendo coisas com as quais eles já conviveram. Havia muitas coisas para as quais eu já estava me preparando para simplesmente entrar, ser profissional e fazer. Então foi um pouco surpreendente quando Dave Mustaine veio até mim e disse: ‘Sabe, esta seção aqui precisa de um pouco de animação. O que você tem? Alongue-se. Mostre-me algo. Toque algo diferente’. E houve algumas vezes em que ele fez isso. E eu meio que me comprometi a apenas focar em cada parte e fazer bem feito. E ele foi tranquilo. Houve alguma flexibilidade. Sim, foi tranquilo. Como eu disse, as margens eram muito apertadas. Já estava feito. É o Megadeth. Eles têm uma fórmula.

Aprimorei minhas habilidades com uma palheta para garantir que eu conseguisse o som a que eles estão acostumados. Usei os dois, os dedos e uma palheta, mas na maioria das vezes era uma palheta. E o Dave foi tranquilo, porque houve algumas seções que… Quando estava voando muito rápido, eu tinha uma boa sensação e conseguia tocar. Mas quando a corda pulava, foi aí que eu disse a ele sem rodeios: ‘Não sou proficiente aqui’. E contanto que soasse bem, ele ficaria bem. Não havia uma regra. Então, se eu precisasse fazer alguma coisa técnica com os dedos e soasse bem, era válido, mas de vez em quando ele perguntava: ‘Ei, você pode tentar isso com uma palheta?’. E eu simplesmente dizia: ‘Cara, eu não sou proficiente com isso, e você vai ter que me dar algumas tentativas para chegar lá’. E ele simplesmente olhou para mim e disse: ‘É isso que é admirável em você. Você chega aqui sendo um músico com quase zero escolhas e aqui está você agarrando a bola e arrebentando tudo’. E ele disse: ‘Leve o tempo que precisar. Isso é incrível. Estou te vendo crescer como músico’.”

Sair da versão mobile