Massacre: “Negar que o modelo inicial do Death Metal vem do Slayer é idiotice”, diz Kam Lee

reprodução / Facebook / Massacre

Ao refletir sobre as origens do Death Metal em um novo episódio do seu podcast Beyond The Massacre, Kam Lee, que integrou a formação inicial da lendária banda Death além, é claro, do Mantas — da qual o Death se originou, comentou sobre o papel do Death na história de um dos subgêneros mais tradicionais dentro do Metal e, mencionou um comentário feito por Alex Webster do Cannibal Corpse e com o qual Lee concordou:

“Recentemente vi uma entrevista com Alex Webster do Cannibal Corpse onde ele disse que todo o death metal inicial vem do universo do Slayer. E é verdade — é verdade. Negar isso é ser um completo idiota. É verdade. Quer dizer, Slayer é Slayer porque é Slayer. Então, sim, o modelo, vou apenas dizer o modelo — talvez não a base, mas definitivamente o modelo vem do Slayer.”

O co-apresentador do podcast, Pete, acrescentou que o Death Metal escandinavo não tinha o groove que o Death Metal da Flórida, e Kam Lee concordou:

“A Escandinávia definitivamente seguiu mais a direção do crust punk, o D-beat. Eu também fazia isso. Quando ouvi o Discharge… Entre a época em que éramos Mantas, quando estávamos realmente clonando o Venom e eu ainda tocava batidas de bateria meio Misfits, batidas de bateria meio punk, coisas como Ramones, até mesmo voltando aos Ramones e tal, eu tocava esse tipo de batidas de bateria. E então eu ouvi o álbum de estreia do Discharge ‘Hear Nothing See Nothing Say Nothing’. E eu pensei: ‘É isso que eu quero fazer.’ E isso aconteceu durante o processo de transição do Mantas para o Death, e eu realmente queria fazer isso e ir além. É por isso que as primeiras músicas do Mantas passaram de coisas como ‘Demon Flight’, ‘Mantas’ e ‘Rise Of Satan’ para algo mais agressivo.

Até ‘Legion Of Doom’ é bem groovy… Mas nós só engrenamos de verdade quando começamos a compor a demo ‘Reign Of Terror’ do Death, porque minha influência na bateria naquela época era muito mais agressiva. Eu estava ouvindo mais bateria D-beat, muita coisa vinda da Inglaterra, o que realmente influenciou meu jeito mais rápido de tocar bateria até que… Algumas das músicas que estão nessa demo — claro, ‘Corpse Grinder’ foi composta nela. E depois ‘Summoned To Die’, ‘Witch Of Hell’. E o que realmente aprimorou tudo foi quando Chuck compôs ‘Beyond The Unholy Grave’. E aí nós realmente queríamos expandir nossos horizontes, em termos de… Musicalmente falando, Chuck estava se tornando um músico melhor. E era óbvio. Dava para perceber. Quer dizer, dava para ouvir a diferença entre o que Chuck escrevia e o que Rick escrevia. Mas Chuck experimentava.

Quer dizer, “Reign Of Terror” era uma música do Chuck. Não se parece com nada mais. A música em si, “Reign Of Terror”, não a demo. Quer dizer, muita coisa na demo foi escrita pelo Freddie. As partes mais rápidas, com mais palhetada dupla, foram escritas pelo Freddie. As partes mais complexas das notas são coisas que o Chuck escreveu.”

Segundo Lee, faltam às maiorias das bandas modernas de Death Metal, “o peso, o groove e a velocidade” — características sempre presentes no som do Massacre:

“Esse é o modelo. E não estou criticando ninguém que entrou no Massacre depois e tentou compor algo diferente, mas há um elemento que está faltando, e eu não sei o termo técnico. Sou baterista. Não sei o termo técnico… nem sou mais baterista. Novamente, o modelo remonta ao Slayer. São as quebras do Slayer. O Massacre tem as quebras do Slayer. E o que isso significa é que a música segue, flui, e então tem uma quebra ou breakdown, e depois entra em outra coisa, depois tem outra quebra, e depois entra em outra coisa. Muitos músicos hoje em dia tentam compor tudo como uma coisa só, fluindo de uma coisa para a outra, e se esquecem dessas, o que eu chamo de quebras do Slayer — as paradas realmente rápidas.”

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