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Resenha: Sorcerer – “Lamenting Of The Innocent”

“Lamenting Of The Innocent” é apenas o terceiro álbum da banda sueca de Epic Doom Metal, Sorcerer.

   

Fundada em 1988 em Estocolmo, eles só lançaram o seu debut, “In The Shadow Of The Inverted Cross”, no ano de 2015.

A saber, o atual full-lenght, lançado no último dia 29 de maio, é sucessor do disco “The Crowning Of The Fire King” de 2017.

Apesar de eu gostar de várias bandas do estilo, o Doom Metal, geralmente, não chega a me deixar, extremamente, empolgado.

Porém, o Sorcerer é uma exceção a essa regra, superando para mim, inclusive, Candlemass e Memento Mori, que estão entre os meus favoritos no subgênero Doom Metal.

Amor a primeira audição

Desde a minha primeira audição, Sorcerer consegue prender a minha atenção de uma forma inédita dentro dessa vertente.

Talvez isso se deva ao fato da sonoridade me lembrar à fase do vocalista Tony Martin no Black Sabbath, mas acho que isso é somente uma impressão, exclusivamente, minha.

SORCERER / Divulgação / Facebook

A pequena intro instrumental “Persecution” torna o ambiente propício para a excelente faixa “The Hammer Of Witches”.

Não há como o riff não conduzir minha mente a sonoridade do Black Sabbath, porém isso é até comum em bandas de Doom Metal, pois Black Sabbath é, definitivamente, o pai desse subgênero.

Como já mencionado por mim, o vocal de Anders Engberg me lembra o de Tony Martin, fato que torna tudo ainda mais “sabbáthico”. Os solos de guitarra de Kristian Niemann e Peter Hallgren dispõem de uma qualidade indiscutível.

Não há maneira alguma de criticá-los. Uma introdução sombria dá sequência ao álbum através da canção a qual o intitula. Anders dá uma aula de feeling, afinação e interpretação.

   

Melodia e musicalidade são atributos que lhe sobram. Ele consegue fazer nascer o mais belo de uma sonoridade que representa a desgraça, como seu próprio nome sugere.

Não há como não ficar arrepiado nesse refrão. Emoção é o sentimento que me conduz nessa deleitosa audição.

A imensa beleza de “Lameting Of The Innocent”

Quando eu acho que não posso ficar ainda mais impressionado, vocais guturais são, perfeitamente, encaixados num trecho de “Lameting Of The Innocent”. Surpreendentemente, minha mente viaja livre pelo paraíso do Doom Metal.

Sorcerer / Reprodução / Facebook

Insistoris” é conduzida por um riff imponente, pesado e macabro. Ela é uma canção com a pegada Doom Metal old school, porém mantendo sua personalidade sonora moderna.

Em seguida, temos “Where Spirits Die”, que até aqui é a faixa mais cadenciada do álbum.

Engberg dá mais uma aula de interpretação vocal, recheada de melodia e sentimento, porém sem deixar de lado a atmosfera macabra que envolve a sua música.

Ele se encontra num patamar acima dos outros vocalistas do gênero, sem dúvida.

“Deliverance” conta com a participação do ícone Johan Längquist, vocalista do Candlemass, que retornou recentemente a banda, gravando o álbum “The Door To Doom” no ano passado.

Vozes do Sorcerer e Candlemass, juntas

Esses dois vocais reunidos têm tudo para produzir algo de qualidade e é dessa forma que ocorre.

O dueto funciona, a canção encanta e, desse modo, a audição me deixa cada vez mais envolvido.

   

“Age Of The Damned” tem o riff mais sombrio do disco, em contrapartida, a melodia segue intensa.

Além disso, Anders Engberg tem o dom de soar apaixonado enquanto fala das trevas. Como resultado, esse paradoxo faz dele um vocalista único.

SORCERER / Divulgação / Facebook

A primeira fístula do tridente final representa “Condemned”.

Sinos de igreja e mantras gregorianos soam ,primordialmente, antes da entrada do vocal sedutor de Anders.

Essa canção tem interessantes variações de andamento e, além disso, solos de guitarra devastadores.

Portanto, mesmo o álbum possuindo diversos trechos melodiosos e lentos, ele não é enjoativo por um único segundo sequer.

Antes de mais nada, não dá pra começar a ouvi-lo e interromper a audição de forma deliberada.

“Dance With The Devil”, que foi um dos singles junto com “Hammer Of The Witches” e “Deliverance”, tem coro de vocais, que então, causam um efeito singular na introdução e em momentos alternados da canção.

O destaque da bateria de Richard Evensand

O baterista Richard Evensand se destaca em trechos recheados de contratempos mais complexos, além disso, conta com a competênciad o baixista Justin Biggs, que o acompanha com precisão.

Um álbum desse nível não poderia ser finalizado com uma música que não fosse exuberante.

Pois é justamente o que acontece. “Path To Perdition” começa com solos avassaladores de guitarra.

   

Avassaladores, tanto quanto são suas estrofes e refrãos.

Em síntese, Anders me deixa atônito mais uma vez, aliás, ocorre o mesmo em todas as faixas, pois ele canta demais. Portanto, esse é o melhor disco de Doom Metal que foi lançado esse ano até o momento.

Mais do que aprovado e recomendado aos fãs desse subgênero sombrio e malevolente.

Nota 10,00

Integrantes:

  • Anders Engberg (vocal)
  • Richard Evensand (bateria)
  • Kristian Niemann (guitarra)
  • Justin Biggs (baixo)
  • Peter Hallgren (guitarra)

Faixas:

  • 1. Persecution
  • 2. The Hammer Of Witches
  • 3. Lamenting Of The Innocent
  • 4. Institoris
  • 5. Where Spirits Die
  • 6. Deliverance
  • 7. Age Of The Damned
  • 8. Condemned
  • 9. Dance With The Devil
  • 10. Path To Perdition

Redigido por Cristiano “Big Head” Ruiz

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