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Lançamento: Slaughter Messiah – “Cursed To The Pyre” (2020)

High Roller Records

   

Após três EPs consecutivos, “Black Speed Terror” de 2013, “Putrid Invokation” de 2014 e “Morbid Re-Incantations” de 2016, a banda belga, Slaughter Messiah, finalmente, lançou o seu debut, “Cursed To The Pyre”, no último dia 20 de fevereiro. Apesar deles se definirem como Black/Death/Thrash Metal e esses elementos todos façam realmente parte da sonoridade do quarteto, o Thrash Metal é o que se sobressai em suas canções, subgênero o qual tem sido o destaque do ano até o momento com diversos lançamentos de qualidade.

Ainda que o termo inexista, defino a sonoridade produzida pelo Slaughter Messiah como Brutal Thrash Metal, pois nela há uma super dosagem de agressividade e peso. “From The Tomb Into The Void” é a introdução capaz de comprovar o que escrevi nesses dois primeiros parágrafos. Uma faixa que tem um início sinistro, guitarras cortantes e velocidade em grande parte de sua duração. O vocalista/baixista Lord Sabathan, através de sua voz raivosa, arrisca um grito a la Araya que flameja a ambientação do disco. Com um breve começo mais cadenciado, a bateria de John Berry despeja a sua avalanche rítmica em “Mutilated By Depths”, derrubando tudo o que encontra em sua frente.

Um riff ceifador de almas expõe “Pouring Chaos” à luz, ainda que essa faixa seja a tradução do som das trevas. Os guitarristas Rod “Iron Desecrator” e Thomas “Exhumator” deixam transparecer o seu poderio nas seis cordas de aço inoxidável. “Hideous Affliction” brinda o ouvinte lhe oferecendo a melhor canção do full-lenght. Todos os ingredientes do disco são executados de maneira ainda mais matadora. Destaco novamente o trabalho conjunto das guitarras, que nessa música se torna ainda mais explícito. “Descending To Blackfire” termina de perfurar os tímpanos já desgastados pelas faixas anteriores. Embora a banda não mencione, há uma considerável pitada de Speed Metal em sua sonoridade.

“Pyre” abre a trinca final do debut do Slaughter Messiah. Na introdução, pode-se ouvir o som das chamas do inferno queimando as almas traidoras. A costumeira velocidade retoma as ações poucos segundo após, dando a partida na música mais veloz do disco. A old school 80’s se mostra presente a cada segundo de cada faixa, mesclando de forma homogênea a escola norte-americana e alemã. “The Hammer Of Ghouls”, igualmente, é recheada dessas características supracitadas. Há, ao mesmo tempo, algo de Zetro, Ballof e Cronos na interpretação vocal de Sabathan. “Fog Of The Malevolent Sore”, canção que encerra o disco, é supersônica, tornando-se, porém, mais cadenciada em alguns alternados momentos, os quais tornam sensacional a sua dinâmica. Não fosse por ““Hideous Affliction” , essa seria a minha predileta.

O Thrash Metal está passando por momentos felizes, porém saliento que o mesmo ocorre com o Metal belga. Esse ano já saiu o debut do Terrifiant, o disco novo do Bütcher, o álbum de estreia do Devil’s Bargain, e agora, o primeiro full do Slaughter Messiah. Se você é fã daquele tipo de Thrash Metal 100% agressivo, rápido e pesado, esse álbum não só é indicado, como é obrigatório para sua apreciação.

Nota 8,6


  • Integrantes:
  • Rod “Iron Desecrator (guitarra)
  • Lord Sabathan (vocal e baixo)
  • Thomas Exhumator (guitarra)
  • John Berry (bateria)
  • Faixas:
  • 1. From The Tomb Into The Void
  • 2. Mutilated By Depths
  • 3. Pouring Chaos
  • 4. Hideous Affliction
  • 5. Descending To Blackfire
  • 6. Pyre
  • 7. The Hammer Of Ghouls
  • 8. Fog Of The Malevolent Sore

Redigido por Cristiano “Big Head” Ruiz

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