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Lançamento: Crystal Viper – The Cult (2021)

Metal extremo geralmente é relacionado com os países nórdicos, Noruega, Suécia, Finlândia, Polônia. Comumente, ouvimos falar das ondas do Black Metal e sabemos muito bem das origens gélidas desse estilo e o tamanho do potencial desses países em fazer um Metal de qualidade. Mas não é só de Metal extremo que essas terras fervilham, lá também é berço de diversas bandas de outros estilos, que realmente surpreendem a nós com sua qualidade e com seu poder de se reinventar e conseguir alcançar a glória com discos relevantes. Um dos exemplos que podemos dar é o ótimo Crystal Viper, banda oriunda de Katowice na Polônia e liderada pela excelente vocalista e lindíssima Marta Gabriel. Desde o lançamento do primeiro disco, a banda chamou a atenção por seu estilo Heavy/Power bem característico devido os vocais bem únicos de Marta, uma voz encorpada e com timbres bem definidos, trabalhados juntamente a uma guitarra bem clássica e uma bateria tradicional, que traziam a nós sentimentos de saudosismo e identificação com esse som maravilhoso, “The Curse of Crystal Viper”, de 2007, é um daqueles discos de estreia que te chocam de uma maneira positiva e te fazem aguardar os próximos compactos lançados pela banda. Os próximos três lançamentos da banda, “Metal Nation” (2009), “Legends” (2010) e “Crimen Excepta” (2012) são discos que mantiveram a qualidade e apresentaram a versatilidade sonora dos poloneses. Mas como nem tudo são flores, “Possession” (2013), “Queen of the Witches” (2017) e “Tales of Fire and Ice” (2019) foram lançamentos que não agradaram totalmente e deixaram um questionamento sobre se a banda ainda tinha aquela chama de seus primeiros 4 discos. E a resposta foi dada ao cair de janeiro deste ano, com o lançamento do compacto “The Cult”, de 11 faixas da mais pura essência metálica e resgatando a boa forma de seus primeiros discos. Com a adição de um pequeno “midas” ao line-up, ninguém menos que Cederick Forsberg (Rocka Rollas, Blazon Stone, Mortyr, Cloven Altar, Breitenhold, Runelord e mais um milhão de aparições em discos que amamos) a banda se viu renovada e pronta para preparar as composições deste novo full lenght.

Resgatando a sua origem, o novo disco em um todo apresenta um Heavy Metal com ótimas influencias de Power, mas sem se tornar maçante e repetitivo, nos apresentando uma banda inspirada e que faz o seu som porque ama e não apenas para preencher lacunas. O disco abre com a tenebrosa intro “Providence”, que faz seus cabelos arrepiarem e você esperar a destruição de cócoras, afinal ela é inevitável. Em “The Cult”, ouvimos guitarras rifadas e trabalhadas e uma bateria um pouco cavalgada, sublime e clássica, dando um charme tradicional a esta composição. Os vocais de Marta preenchem a audição com seu timbre único, poderoso e ecoando letras lovecraftianas sobre a destruição da raça humana e nossos novos ‘senhores’ cósmicos, além disso, os refrãos contagiantes da faixa e o solo assombrosamente bem construído são outros pontos para os poloneses neste lançamento. As faixas “Whispers from Beyond” e “Sleeping Giants” apresentam uma atmosfera mais cadenciada e suave, com toques clássicos e que mostram que nem sempre a velocidade é a resposta para tudo. Porém, os riffs cortantes e duetos de guitarras de “Down in the Crypt” rompem o silencio e voltam a mostrar a boa forma das cordas de Marta e de Andy Wave, combinados a cozinha rápida de Ced e Błażej. Novamente os solos e refrãos são assustadoramente belos e mostram que a banda tem muita lenha para queimar. “Forgotten Land” traz arrepios ao longo da espinha de todos os amantes dum bom e velho Heavy Metal tradicional, repleto de classe e estilo único. As bases potentes e os duos de guitarra trabalhados em meio a clássica cozinha ‘prato-pedal-caixa’ desembocam em um refrão grudento e que tem muito da mão de Ced. Uma canção espetacular, tradicional e clássica.

   

Na segunda parte do disco, ouvimos a excelente “Asenath Waite”, que se inicia suave e migra para a excepcional base pesada e os tons graves de uma cozinha esplêndida, combinados ao peso da voz da bela Marta Gabriel, que esbraveja o refrão “Take her off my mind! / Then it’s over… / Get my body back! / Let me out! ”. Resgatando a veia cadenciada da banda, “The Calling” nos brinda com o saudosismo dos antigos lançamentos, que apresentavam uma atmosfera de batalha e cativante. “Flaring Madness” e “Lost in the Dark” nos presenteiam com a velocidade que tanto encanta, sendo que a segunda possui bases mais pesadas e um andamento cativante. Ambas possuem um solo de dar inveja a qualquer guitarrista veterano. Músicas cativantes e com força para bater de frente com qualquer lançamento do estilo. Para fechar o disco, ouvimos o excepcional cover de King Diamond com Andy LaRocque! Falo de “Welcome Home”, um clássico na voz de KD que não ficou estranho no vocal de Marta, pelo contrário, a polonesa mandou bem nos agudos dificílimos e não fez feio em sua voz mais tenebrosa. Sem mencionar a participação assombrosa de Andy, o que deixou ainda mais pesada esse clássico absoluto.

Além do Metal extremo, nossos amigos gélidos do Norte sabem fazer muito mais e com excelência, isso só prova que quem ama de verdade algo, consegue fazer com qualidade!

Nota: 8,5

Integrantes:

  • Marta Gabriel (vocais, guitarra)
  • Andy Wave (guitarra)
  • Błażej Grygiel (baixo)
  • Eric Juris (guitarra)
  • Ced (bateria)

Faixas:

  1. Providence
  2. The Cult
  3. Whispers from Beyond
  4. Down in the Crypt
  5. Sleeping Giants
  6. Forgotten Land
  7. Asenath Waite
  8. The Calling
  9. Flaring Madness
  10. Lost in the Dark
  11. Welcome Home (King Diamond cover)
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