Kreator: “Acho que ainda tenho pelo menos mais cinco álbuns para fazer”, diz Mille Petrozza

Kreator: "Acho que ainda tenho pelo menos mais cinco álbuns para fazer", diz Mille Petrozza
Photo: @lucidvisionmusic

Durante um bate-papo recente no podcast sueco Rockpodden, Mille Petrozza, do Kreator, comentou sobre o mais novo álbum “Krushers Of The World”, com lançamento previsto para 16 de janeiro de 2026 pela Nuclear Blast Records. O disco gravado no Fascination Street Studios, em Örebro, na Suécia, e será o décimo sexto registro da carreira dos titãs do Thrash Metal da Alemannha. O produtor de “Krushers Of The World” é o renomado Jens Bogren, o mesmo produtor de “Phantom Antichrist” (2012) e “Gods Of Violence” (2017). A arte de capa do novo disco é do artista polonês Zbigniew Bielak.

Veja o que disse Mille Petrozza:

“Estou feliz. Estou feliz com o resultado. Levei um tempo para escrevê-lo, mas acho que temos uma boa variedade de músicas interessantes, além de belas poesias e letras. Espero que as pessoas gostem.”

O entrevistador observou que a sonoridade do novo disco é incrível, e Mille comentou:

“Ah, obrigado. Sim, isso se deve ao fato de a banda estar muito, muito preparada. E a química dentro da banda é muito positiva. Além disso, trabalhamos com um dos melhores produtores do mundo, Jens. Ele realmente se dedicou de corpo e alma a esta produção, e assim que entramos no estúdio, ele se envolveu completamente em tudo.”

Sobre a gravação do disco, ele disse:

“Acho que em ‘Gods Of Violence’ também fomos a Örebro para gravar guitarras, vocais e fazer a mixagem. E desta vez fizemos tudo no estúdio do Jens, porque ele tem uma ótima estrutura agora. Ele tem uma sala de bateria, então não foi necessário mudar de estúdio para gravar a bateria. Ficamos lá por seis ou sete semanas, depois ele tirava umas pequenas férias, voltava e levava mais três ou quatro semanas para mixar o álbum. Ele fez um trabalho realmente muito bom desta vez.”

Ele acrescentou:

“A forma como está organizado [na Fascination Street] é tal que você tem tudo sob o mesmo teto. Tem a masterização, a mixagem, a gravação, e ainda tem um monte de gente trabalhando lá o dia todo. São todos metaleiros. Então é quase como a Disneylândia para metaleiros. Ficamos lá o tempo todo. Cada um tinha seu próprio quarto lá. Então é muito conveniente, porque você acorda de manhã e o Jens já está lá. Começamos bem cedo. E, no geral, foi uma experiência muito, muito focada, mas também muito divertida. Rimos bastante e realmente curtimos o processo de fazer o álbum, e acho que isso transparece no disco. Soa fresco.”

Mille foi questionado sobre como ele e seus colegas conseguem criar material tão distinto de um disco para o outro. Nenhum disco soa igual ao outro no Kreator, nada é repetitivo:

“O que muitas bandas tendem a esquecer é que, quando tudo vira rotina e você grava álbuns apenas para voltar à estrada, para se manter relevante ou por outros motivos, não é natural. Você precisa se questionar o tempo todo. Precisa ser muito autocrítico com a sua própria arte. Precisa conviver com a música por um tempo.

Desta vez, entrei na pré-produção muito cedo. Fiz pré-produção por mais de um ano e escrevi as músicas por mais um ano. Quer dizer, comecei a compor em 2022 e fui até 2025. E foi um processo em que eu e meu amigo Andy Posdziech, da banda Any Given Day, tivemos tempo de gravar demos com uma ótima qualidade, de forma que as pessoas, se as ouvissem, já teriam percebido uma produção muito boa. Então, as demos eram muito boas de ouvir e me deram a oportunidade de conviver com as músicas por um tempo e reescrever coisas que eu achava fracas ou adicionar elementos quando sentia que faltava algo. E esse processo realmente deu tempo para o álbum amadurecer. E quando toquei para a banda, para mim já estava um pouco antigo, mas eu tinha certeza de que as músicas eram ótimas. E então a banda veio com suas ideias e depois o Jens com as dele. Então, é uma mistura muito, muito boa de criatividade e paixão para o álbum. E todos os envolvidos deram o seu melhor, 150%.”

Mille revelou que Jens também dá sugestões, e algumas delas são ótimas, mas nem sempre:

“Depende. Às vezes Jens dá sugestões e elas são ótimas. Às vezes não gostamos das sugestões dele. Tudo o que questionamos é para o bem. Ninguém envolvido quer que as músicas sofram ou que seu ego seja alimentado. Tipo, ‘Essa é a minha ideia, então precisa estar na música’. Isso às vezes pode ser um problema com produtores ou músicos que pensam: ‘Ah, não. Preciso colocar essa parte da música ali. Senão a música não fica boa’. E nós fomos muito abertos. Discutimos muito. Conversamos bastante. E este é o terceiro álbum que fizemos com Jens, então nos conhecemos bem o suficiente para saber como lidar com críticas ou brincar se uma ideia não for boa. Então não ficamos chateados a ponto de dizer: ‘É, mas eu quero a minha ideia ali’.”

Petrozza ainda não pensa em aposentadoria, e ele espera lançar no mínimo mais uns cinco álbuns com o Kreator:

“Acho que ainda tenho pelo menos mais cinco álbuns para fazer. Quer dizer, o fim vai chegar eventualmente. O corpo físico vai desaparecer. Sério, eu não penso muito nessas coisas. Acho que quando você embarca nessa jornada, ela termina quando tem que terminar. Mas não me surpreenderia se ainda tivesse mais de cinco álbuns para fazer, se eu viver o suficiente. Agora que estou chegando a uma certa idade, claro, não é como quando você tem 20 anos e pensa: ‘Tenho, com certeza, mais cinco álbuns para fazer’. Mas eu acho que tenho. Mas vamos ver o que o futuro nos reserva. Nunca se sabe. Mas estou aberto a tudo o que acontecer. Veremos.

Esses pensamentos enigmáticos nunca me vêm à mente. Eu sempre penso assim, e também acho que em ‘Krushers Of The World’, você pode ouvir que acredito que a música pode ser empoderadora e deve ser alegre. E este álbum, embora tenha elementos sombrios e bastante pesados, transmite uma energia muito positiva.”

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