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Resenha: Kerry King – “From Hell I Rise” (2024)

“From Hell I Rise”, o debut solo do guitarrista do Slayer, Kerry King, enfim, saiu no dia 17/5/2024, pelo selo Reigning Phoenix Music. Após uma tempestade de declarações polêmicas por parte de Kerry King e, ainda nesse hiato, o anúncio da volta do Slayer para alguns shows, a espera acabou. A ansiedade por conhecer o novo material estava enorme e, ainda assim, qualquer que fosse o seu resultado final, não contentaria a todos.

   

Mesmo que nos questionasem sobre a razão desse comportamento, não saberíamos exatamente o que responder. A subjetividade não tem critérios lógicos e determinados, pois se tivesse, não seria subjetividade.

Antes de mais nada, devemos dizer que Kerry King não foi surpreendente em seu trabalho solo. Nele, pudemos encontrar influências de trabalhos da era clássica do Slayer, mas, principalmente, referências na sonoridade que o quarteto estava entregando em seus registros antes que encerrasse as suas atividades.

Kerry King não apresentou nenhum elemento absolutamente novo em seu trabalho solo e, ao mesmo tempo, não deixou a sua personalidade de outrora de fora de suas composições. Quando afirmamos que não houve surpresas no disco, de forma alguma estamos dizendo que o trabalho não tenha qualidade, porém, não houve nenhuma reinvenção do Thrash Metal.

KERRY KING / Reprodução / Facebook

Line-up

Em primeiro lugar, devemos falar sobre o ponto mais alto desse debut de Kerry, que é o line-up que ele escolheu. Para seu companheiro na dupla de guitarristas, K.K escolheu o veterano Phil Demmel (ex-Vio-Lence, ex-Machine Head). Como resultado, os riffs soaram vigorosos e os solos mais técnicos de Demmel equilibraram com os conhecidos efeitos usados por King.

Já na cozinha, Kyle Sanders (Hellyeah) ficou responsável pelo baixo, enquanto o baterista Paul Bostaph, atual companheiro de Kerry King no Slayer, ajudou a compor o alicerce sonoro com a sua já conhecida competência, além de ser companheiro de King na autoria das canções.

Por último, e não menos importante, o vocalista Mark Osegueda (Death Angel) usou todo o seu potencial de voz a fim de dar o peso necessário as composições de King, obtendo pleno êxito em sua missão.

KERRY KING / Divulgação line-up / Metal Archives

As faixas e suas variações

A faixa de abertura, “Diablo”, é somente uma introdução para a canção que vem logo depois, “Where I Reign”. Dessa forma, o Thrash Metal avassalador e veloz, típico do Slayer, se faz presente pela primeira vez no álbum. Já “Residue”, embora soe Thrash, é bem mais cadenciada, também lembrando muitas composições presentes nos mais recentes lançamentos do Slayer. Assim sendo, é impossível conhecer o histórico de Kerry King e estranhar o princípio desse registro.

Em seguida, temos “Idle Hands”, único single a antecipar o álbum “From Hell I Rise”. Desde quando saiu, em 5 de fevereiro de 2024, essa música já dava indicações que, provavelmente, os demais frutos não cairíam longe da árvore e o lançamento do disco confirmou isso. Assim como nos referimos a “Residue”, podemos fazê-lo a “Trophies of the Tyrant”. Ou seja, mais uma faixa que traz consigo muitos elementos presentes nos mais recentes lançamentos do Slayer. Inclusive, há trechos que lembram músicas do South of Heaven, mesclando o pretérito com o pretérito mais que perfeito da carreira do Slayer.

Kerry King e Phil Demmel, uma dupla que funciona

A pancadaria e a velocidade voltam a dar às cartas do jogo em “Crucifixation”, com direito ao break down mais fantástico do disco, no qual King e Demmel trabalham juntos e tudo soa maravilhoso, acompanhados pelos repiques certeiros de Bostaph. Apesar da técnica superior de Osegueda, a intepretação dele se assemelha demais a alma que Tom Araya colocava nas canções do Slayer.

“Tension”, como o próprio nome sugere, possui um clima tenso e serve de ponte para nossa dobradinha favorita do disco, que são as canções “Everything I Hate About You” e “Toxic”. Essas duas faixas são, certamente, aquelas que melhor lembram a fase old school do Slayer, mesmo tendo um toque moderno, que provavelmente se deve a produção com a qualidade atual. Pensem naquela primeira parte mais cadenciada de “Postmortem” e aquele trecho mais curto com veia Hard Core, pois é como se “Everything I Hate About You” e “Toxic” fizessem o mesmo. Mas claro, de forma inversa. Em suma, a trinca formada por “Tension”, “Everything I Hate About You” e “Toxic” proporciona o momento mais prazeroso da audição.

Parte final

   

“Two Fits”, que vem na sequência, soa puramente Punk Rock. Isso mesmo, vocês não leram errado. Decerto, vamos ter quem diga: Slayer sempre usou elementos de HC, jamais de Punk Rock. Apesar dessa afirmação ser verdadeira, o Punk Rock sempre foi influência dos integrantes originais do Slayer. Tanto que “Undisputed Attitude”, disco de covers dedicado ao estilo, foi lançamento oficial do quarteto no ano de 1996.

Dando inicio a trinca final do álbum, “Rage” chega trazendo, desde o início, mais violência sonora para a obra, em formato de Thrash Metal. Ela traz, desse modo, a alma Slayer à tona, mais uma vez. Mesmo que seja mais cadenciada, “Shrapnel” segue colocando energia na audição, ainda que desagradando os saudosistas mais radicais. O disco não soa plano em momento algum, já que cada faixa possui uma história ritmica distinta, sendo isso para nós, motivo de aplausos, sempre.

“From Hell I Rise”

Coube a faixa título a árdua tarefa de fechar o primeiro álbum solo da carreira de Kerry King. Digamos que ela é foi a escolha certa para tal função, pois é a canção mais equilibrada do disco. Como assim, mais equilibrada? Ela tem rapidez, mas não tanto quanto outras canções do disco. Ela tem vocal agressivo, porém não o mais agressivo do disco. Em outras palavras, ela representa o meio termo de tudo que ouvimos durante a audição.

Kerry King / Reprodução / Facebook

Após repetidas apreciações do debut solo de Kerry King, chegamos a seguinte conclusão, ele é muito melhor compondo e tocando do que dando declarações, mesmo que o seu jeito fanfarrão seja divertido, é bem mais prazeroso ouvir o seu trabalho do que suas picuinhas, sejam elas, puro marketing ou não!

Nota 8,7

Integrantes:

  • Kyle Sanders (baixo)
  • Paul Bostaph (bateria)
  • Kerry King (guitarra)
  • Phil Demmel (guitarra)
  • Mark Osegueda (vocal)

Faixas:

  • 1.Diablo
  • 2.Where I Reign
  • 3.Residue
  • 4.Idle Hands
  • 5.Trophies of the Tyrant
  • 6.Crucifixation
  • 7.Tension
  • 8.Everything I Hate About You
  • 9.Toxic
  • 10.Two Fists
  • 11.Rage
  • 12.Shrapnel
  • 13.From Hell I Rise

Redigido por: Cristiano “Big Head” Ruiz

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