K.K. Downing lamenta aposentadoria de Ian Hill e relembra mágoa com o Judas Priest

K.K. Downing, guitarrista fundador do Judas Priest, comentou a aposentadoria de Ian Hill, baixista que anunciou sua saída imediata da banda. Em entrevista concedida em 14 de outubro ao programa Trunk Nation With Eddie Trunk, da SiriusXM, o músico desejou o melhor ao antigo companheiro, mas também relembrou sua frustração por não ter sido convidado a retornar ao grupo quando Glenn Tipton deixou as turnês, em 2018.
“Bem, já faz muito, muito tempo para todos e, obviamente, se você tem determinados problemas de saúde, precisa ceder quando chega a hora, suponho. Mas, como digo, Ian teve uma carreira longa, boa e muito bem-sucedida.”
Em seguida, o guitarrista abordou a relação entre a aposentadoria do baixista e sua própria história com o Judas Priest.
“Sim, obviamente, é um pouco complicado para mim, porque é uma pena que Ian não tenha me aceitado de volta na banda alguns anos atrás, quando Glenn Tipton se aposentou das turnês. Eu estaria lá agora, mesmo que ele não esteja. Mas desejo tudo de bom a ele e o melhor para o futuro.”
Fundadores desde os primeiros passos
Questionado se ele e Hill realmente deram início ao Judas Priest, Downing confirmou e da mesma forma recordou como tudo começou.
“Sim, foi assim. Eu tinha uma banda de três integrantes com meu primo Brian Badhams, que agora toca com a banda de Elkie Brooks. Ele saiu porque não tínhamos vocalista, então convidei Ian para entrar. Também troquei de baterista naquela época. Éramos apenas um trio.”
A formação mudou quando Al Atkins, vocalista original do Judas Priest, apareceu no local de ensaio procurando uma banda. Como ele já havia integrado outro grupo com aquele nome, os músicos conversaram em um pub e decidiram adotá-lo. Ao olhar para essa trajetória, Downing afirmou não guardar arrependimentos:
“Estive lá com Ian desde então, até ele se aposentar agora e acontecer comigo o que aconteceu. Mas não tenho arrependimentos. Foi fantástico. Fizemos músicas excelentes e não teríamos conseguido sem os fãs, então mando um grande abraço para eles”.
KK’s Priest mantém os clássicos no palco
Atualmente à frente do KK’s Priest, o guitarrista também falou sobre a responsabilidade de continuar tocando músicas associadas à sua antiga banda. Para ele, preservar esse repertório ao vivo faz parte de um sonho que começou há décadas.
“Acho que a resposta é mais ou menos… mesmo que isso tenha caído sobre mim de uma grande altura, acho que a resposta seria sim. Como digo, comecei essa banda há tanto tempo, e ela se tornou meu sonho, minha paixão e minha vida. Sempre quis que continuasse, se isso fosse possível.”
O músico acrescentou que se sente realizado com o projeto atual:
“Toda vez que subo ao palco — e hoje à noite vamos tocar com o KK’s Priest —, vou tocar com os caras e executar essas músicas. Para mim, nada mudou de verdade. São músicos excelentes, têm uma ótima aparência, se apresentam muito bem e tocam essas grandes canções. Então, acho que estou em um momento muito feliz”.
A banda está em turnê pela América do Norte como atração de abertura do W.A.S.P.. Aos 74 anos, Downing também garantiu que está suportando bem a sequência de apresentações:
“É inevitável ter algumas dores e coisas assim, mas, depois de quantos shows já fizemos nessa turnê? Preciso fazer a conta: 42 menos 13. São muitos shows. 29 seguidos, é isso? E, sim, não tive problema algum. Cuido de mim e procuro manter a forma, algo de que me orgulho. Então, estou pronto para continuar. Todos podem ter certeza de que estarei lá e farei um grande show. Venham nos ver assim que puderem”.