John Corabi atribui o fraco desempenho de vocalistas lendários ao abuso de drogas: “Uma hora a conta chega”

John Corabi atribui o fraco desempenho de vocalistas lendários ao abuso de drogas: "Uma hora a conta chega"
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John Corabi (The Dead Daisies), ex-vocalista do Mötley Crüe, compartilhou seus pensamentos sobre vocalistas lendários que não tem mais o mesmo desempenho de outrora por conta do abuso de drogas. Além disso, Corabi explicou que conseguiu preservar a sua voz justamente por ter se mantido afastado das drogas mais pesadas. Em entrevista recente ao Blabbermouth, o músico também falou sobre seu estado de saúde atual:

“Está tudo bem. Agora estou um pouco machucado. Quando estava na Europa, acho que é coisa da idade, mas mordi um pedaço de pão e lasquei um dente. Acabei com um abscesso, mas tinha três shows acústicos para fazer. Pensei: ‘Ah, dane-se. Lido com isso quando chegar em casa.’ Acabei com um abscesso. Ontem, fui ao dentista e tomei antibióticos.”

Ele continuou:

“Eu tenho estado bem, mas muitos desses caras que estou vendo agora — e não vou citar nomes — eu nunca fui de abusar de mim mesmo. Fumei cigarros de vez em quando ao longo da minha vida. Gosto de um ou cinco drinques como qualquer outro cara. Mas esse é o limite do meu abuso. Nunca fui o tipo de cara que gosta de festas desenfreadas. Posso honestamente sentar aqui e dizer que nunca usei cocaína ou qualquer droga pesada.”

John Corabi refletiu sobre como o abuso de drogas acarreta em consequências terríveis para os músicos ao longo do tempo, principalmente para os que dependem da própria voz:

“Acho que muitos desses caras que estão tendo esses problemas ficavam acordados até quatro, cinco ou seis da manhã, usando cocaína por dois ou três dias seguidos. Uma hora a conta chega.”

Corabi usou Robert Plant, vocalista do Led Zeppelin, como exemplo de cantor que envelheceu bem ao optar por uma nova abordagem musical para continuar tendo um bom desempenho:

“Uma das pessoas que mais admiro na vida é Robert Plant. Robert chegou a um ponto em sua carreira em que pensou: ‘Cara, não consigo cantar ‘Black Dog’ como cantava aos 23 anos. Preciso encontrar um novo caminho.’ Ou: ‘Preciso encontrar uma trajetória que me permita continuar contribuindo, continuar fazendo algo.’ Venho pensando nisso há alguns anos.”

Sobre o envelhecimento na indústria musical e suas apresentações com o The Dead Daisies atualmente, ele disse:

“Não quero ser um desses caras que pinta o cabelo de preto e tenta fazer algo que fazia há 35 anos. Gostaria, em algum momento, de ter a oportunidade de envelhecer com dignidade, se é que isso faz algum sentido. Foi engraçado porque, há alguns anos, eu estava no palco com o The Daisies, e a segunda música do setlist era uma música bem pesada, ‘Rise Up’. Lembro-me do Doug indo para a frente para fazer seu solo, e eu estava atrás dele, lá atrás, balançando meu cabelo e pulando sem parar. Eu dizia para mim mesmo: ‘Corabi, é melhor você ir mais devagar. Você vai acabar deslocando o quadril. Você não tem mais 20 anos’.”

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