João Gordo admite que foi absorvido pelo sistema e diz: “Pior que comunista de Iphone é bolsominion sem helicóptero”

João Gordo admite que foi absorvido pelo sistema e diz: "Pior que comunista de Iphone é o bolsominion sem helicóptero"
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Em uma nova entrevista ao podcast Desprogramadados, João Gordo, vocalista dos Ratos de Porão, admitiu que foi absorvido pelo sistema quando aceitou trabalhar como entrevistador na MTV. Ele explicou:

“Em uma época aí eu chutei o balde porque eu fui aborvido pelo sistema, praticamente. Os caras falam: ‘Ah, o Gordo é um vendido.’ Mas porra, mano! Você está ali fodido, desgraçado, aí os caras te oferecem um cachê, um salário. ‘Você vai trabalhar, você vai ser repórter aqui, você vai ganhar trinta mil reais por mês. Você aceita?’, ‘Não. Eu sou Punk. Vão se foder.’ [Ironia] E eu fodido.”

Em outro momento, observaram que tal situação seria semelhante hoje ao “equívoco dos dias atuais sobre o comunista de Iphone”. Defender uma igualdade não significa que uma pessoa não pode ter alguma coisa (um bem material de valor) que lhe traga algum conforto. Gordo acrescentou:

“Mas pior que comunista de Iphone é bolsominion sem helicóptero. [Risos] Pô, o cara não tem um helicóptero, o básico. O Bolsominion não tem um avião, não tem um jatinho. O básico. Tá ligado? E eu não uso um Iphone, eu uso um lixo de um Samsung velho.”

Voltando ao tratamento que recebeu por parte de vários fãs quando aceitou trabalhar na MTV, João Gordo relembra:

“E olha que nessa época não tinha rede social. E eu era cobrado pra caralho pelo meu público. Eu falei: mano… Pensa assim, essa é a lógica: se eu fizer ou não fizer, os caras vão me xingar do mesmo jeito. Então é melhor eu ser xingado com grana do que ser xingado duro. ‘Famoso pra caralho, durão, e truta!’ [citando Racionais MC’s] Tá ligado?”

Ele acrescentou em seguida:

“Para um cara desses radicais, se você andar de avião você já é boy. Então, para você fazer uma turnê… Se eu sou raíz mesmo, se eu venho aqui para Floripa eu tenho que vir de Skate. Ou rolando que nem aquelas paradas que tem na Índia, lá.”

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