Jim Root avisa: novo álbum do Slipknot “vai ferir alguns sentimentos”

O Slipknot pretende evitar qualquer tentativa de recriar o passado em seu próximo álbum. Em novas declarações, o guitarrista Jim Root afirmou que a banda está experimentando diferentes abordagens durante as gravações e deixou um aviso para quem espera uma repetição de Slipknot ou Iowa: isso não vai acontecer.
Respondendo a fãs nas redes sociais, Root afirmou que considera importante não repetir aquilo que o grupo já fez e admitiu que essa decisão provavelmente “vai ferir alguns sentimentos”. Para o guitarrista, a atmosfera das sessões lembra os primeiros anos da banda, embora isso não signifique que o resultado musical será semelhante.
O músico também demonstrou certo incômodo com a produção de alguns trabalhos mais recentes do Slipknot. Na visão de Root, houve momentos em que o excesso de camadas de guitarra acabou deixando a sonoridade mais produzida do que o necessário. Desta vez, a intenção é simplificar a construção das guitarras e preservar uma execução mais orgânica.
Slipknot volta a gravar ao vivo com Eloy Casagrande
Uma das principais mudanças está justamente no processo de gravação. Jim Root revelou que voltou a registrar partes ao vivo no estúdio com Eloy Casagrande, prática que o Slipknot não adotava havia bastante tempo.
Segundo o guitarrista, as gravações estão sendo realizadas de maneira analógica e priorizando instrumentos realmente tocados, evitando depender excessivamente de camadas digitais ou construções feitas posteriormente no computador. Entre 16 amplificadores testados, Root e o produtor Matt Wallace escolheram não aquele considerado tecnicamente mais bonito, mas o que apresentava a sonoridade mais agressiva e viva.

A presença de Eloy Casagrande também tem influenciado diretamente a maneira como as músicas estão surgindo. Em julho, Root já havia explicado que boa parte do material começou através de longas jams entre os músicos. A banda grava essas sessões e depois seleciona riffs, passagens e ideias para transformá-las em composições completas.
Na ocasião, o guitarrista revelou que o grupo possuía cerca de 50 arranjos ou ideias em desenvolvimento, embora tenha ressaltado que isso não significa 50 músicas finalizadas. Entre o material trabalhado aparecem riffs extremamente rápidos, passagens pesadas e arrastadas, trechos melódicos e momentos experimentais.
Não espere outro “Iowa”
Apesar de recuperar parte da espontaneidade das primeiras gravações, Jim Root faz questão de separar o processo criativo do resultado final. O objetivo não é utilizar Eloy Casagrande para tentar fabricar um novo Iowa, mas aproveitar a química atual da formação para chegar a algum lugar diferente.
O próximo trabalho será o primeiro álbum completo do Slipknot com o baterista brasileiro, que entrou para a banda em 2024. Também será o primeiro desde o encerramento do longo contrato com a Roadrunner Records.
Recentemente, o grupo lançou “Arsenal”, primeira música inédita em mais de três anos e primeiro lançamento através do selo próprio (sic)est Records. Entretanto, Root já esclareceu que a faixa não fará parte do próximo álbum e tampouco representa necessariamente a direção musical que a banda vem desenvolvendo nas atuais sessões.

