Jack Owen aponta álbum clássico do Cannibal Corpse que considera exagerado

Jack Owen, guitarrista original do Cannibal Corpse, construiu seu nome como uma das peças-chave na consolidação do Death Metal extremo nos anos 1990. Ao longo de sua trajetória com a banda, ele participou ativamente dos processos de composição e gravação dos álbuns que se tornaram clássicos do gênero. Sua contribuição ajudou a moldar a sonoridade brutal que elevou o grupo ao status de referência mundial.
Além disso, sua passagem pela banda se estendeu até 2004, quando decidiu seguir novos caminhos musicais. Anos depois, em 2017, ele retomou a parceria com Chris Barnes, vocalista original do Cannibal Corpse, mas desta vez no Six Feet Under. Essa colaboração fortaleceu uma conexão criativa que já atravessava décadas e os fãs aprovaram completamente.
Um clássico controverso na visão de Owen
Recentemente, em entrevista ao Made In Metal, Jack Owen revelou que existe um disco específico do catálogo do Cannibal Corpse que ainda hoje o incomoda: “Butchered At Birth”, lançado em 1991. Segundo o guitarrista, o álbum apresenta problemas que vão desde a produção até o próprio processo de composição, que teria sido mais tenso do que o habitual.
De acordo com Owen, a banda tentou compensar a simplicidade do debut com uma abordagem mais complexa, o que acabou resultando em exageros na escrita das músicas. Por consequência, ele considera esse trabalho o mais difícil de ouvir entre os quatro primeiros registros do grupo, posicionando-o como o menos satisfatório dentro dessa fase inicial.
Veja a declaração:
“Talvez o álbum do Cannibal Corpse, ‘Butchered At Birth’, lançado em 1991. A produção poderia ser bem melhor e o processo de composição foi um pouco mais estressante, eu acho. Estávamos tentando compensar por soar simples no primeiro álbum, então acabamos exagerando um pouco na composição. Então, sim, acho que esse é o único que é difícil para mim ouvir até hoje… Dos quatro primeiros álbuns do Cannibal Corpse, é provavelmente o que fica em quarto lugar entre eles — pelo menos para mim.”

Novo álbum do Six Feet Under chega em breve
Mesmo assim, o músico também destacou a fluidez de sua atual parceria com Chris Barnes no Six Feet Under. Diferente do passado, o processo criativo hoje ocorre de forma mais direta: ele compõe, grava demos e envia para o vocalista, que rapidamente aprova ou sugere mudanças. Essa dinâmica, construída ao longo dos anos, reforça a sintonia entre ambos.
“Oh, [é] muito simples. Eu escrevo uma música, faço uma demo, gravo e envio para ele. E geralmente é tipo: ‘Sim, vamos com essa.’ Ou: ‘Ah, talvez não’, e então eu simplesmente passo para a próxima música. Eu o conheço há tanto tempo que somos praticamente uma família, somos como irmãos, na verdade. Então, podemos sempre conversar sobre qualquer coisa, musicalmente ou sobre a vida em geral… Posso simplesmente mandar as músicas por e-mail assim que termino. Então [durante o processo de composição do próximo álbum do Six Feet Under] acabamos com várias músicas extras que não ficaram muito boas da minha parte. Então talvez a gente retrabalhe essas e elas acabem entrando no próximo álbum.”
Por fim, a colaboração entre Jack Owen e Chris Barnes segue rendendo frutos. O Six Feet Under se prepara para lançar seu novo álbum, “Next to Die”, no próximo dia 24 de abril, via Metal Blade Records. Como antecipação, o single “Unmistakable Smell of Death” já se encontra disponível, oferecendo aos fãs uma prévia da nova fase da banda.