Iron Maiden: “Havia muitos bateristas que poderiam copiar o que o Nicko fazia, mas não queríamos um desses. Queríamos alguém com uma pegada diferente”, diz Bruce Dickinson

Iron Maiden: "Havia muitos bateristas que poderiam copiar o que o Nicko fazia, mas não queríamos um desses. Queríamos alguém com uma pegada diferente", diz Bruce Dickinson
FRANCISCO OROZCO PHOTO

Bruce Dickinson, vocalista do Iron Maiden, refletiu sobre a entrada do novo baterista Simon Dawson, que assumiu o posto de Nicko McBrain. Nicko se aposentou dos shows ao vivo em 7 de dezembro do ano passado, quando subiu ao palco pela última vez com Iron Maiden em um show no Allianz Parque, em Sâo Paulo.

Durante uma nova entrevista ao podcast “Rock Of Nations With Dave Kinchen And Shane McEachern”, Bruce Dickinson contou como tem sido tocar com Simon Dawson, que fez a sua estreia ao vivo no dia 27 de maio em Budapeste, Hungria, como parte da etapa europeia da atual turnê mundial “Run For Your Lives”.

Questionado se houve alguma “estranheza” ao tocar com Dawson pela primeira vez, e vale lembrar que Nicko tocou com o Maiden por mais de quatro décadas, Bruce respondeu:

“Não é estranho, do ponto de vista de que o que estou ouvindo atrás de mim não é o Nicko. Então, não espero ver o Nicko porque tudo em Simon é diferente. Sua bateria está afinada de forma diferente, ele toca as músicas com uma pegada diferente da do Nick. Por isso, não me viro e penso: ‘Ah, que surpresa. O Nicko deveria estar lá’, porque é óbvio que ele não está lá. A bateria está afinada bem mais grave, está muito mais encorpada. E o Simon meio que se mantém fiel ao show em termos de andamento da música e tudo mais. Ele é absolutamente escrupuloso em acertar o andamento todas as vezes. Então, nós, como banda, realmente apreciamos isso. Porque todos os guitarristas têm grandes sorrisos, como os gatos de Cheshire, e Steve é o mesmo. Porque nem todo mundo está se sentindo tipo, ‘Ei, ei, calma aí. Devagar aí.’ Então é isso que Simon traz — há estabilidade. E ele não tenta ser o Nicko. Você não pode ser o Nicko. Quer dizer, só existe um Nicko; ele é único. É por isso que não escolhemos um clone. E havia muitos bateristas que poderiam copiar o que o Nicko fazia, mas não queríamos um desses. Queríamos alguém que tivesse uma pegada diferente.”

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