Iron Maiden: “eu não sou fã de ‘Seventh Son of a Seventh Son’. Eu não aguento todas aquelas notas estranhas”, diz Dennis Stratton

Dennis Stratton, ex-guitarrista do Iron Maiden, contou que nunca curtiu muito o “Seventh Son of a Seventh Son” e, em especial, a faixa-título. Ele também acha que algumas faixas do “The Final Frontier” e do “The Book of Souls” não ficaram tão boas.
Stratton fez parte da formação inicial do Maiden. Saiu da banda em 1980, mas até hoje mantém amizade e admiração por Steve Harris e os demais membros. Mesmo assim, em uma entrevista recente no Slowhands Rock Talk Show, ele comentou que alguns discos lançados depois da sua saída não o agradaram tanto:
“Eu não sou fã de ‘Seventh Son of a Seventh Son’, porque acho que ele se perde um pouco. E com as guitarras duelando, brigando entre si, com afinações diferentes… eu não aguento todas aquelas notas estranhas que estão sendo tocadas. Acho longo demais. ‘Rime of the Ancient Mariner’ é uma música incrível, mas ela tem dinâmica. É um teatro, sabe, com os efeitos sonoros e todo o resto. Mas ‘Seventh Son of a Seventh Son’, eles poderiam ter colocado mais duas ou três músicas no lugar, como as dos dois primeiros álbuns, e esse set detonaria qualquer coisa no mundo.”
Stratton continua curtindo assistir o Maiden no palco, mas confessou que em certas turnês, principalmente nas fases de “The Final Frontier” e “The Book of Souls”, a experiência não foi das melhores:
“Já os vi muitas vezes com ‘The Final Frontier’, ‘Souls’. Parecia um pouco monótono, porque acho que algumas das músicas sofreram. Acho que algumas das músicas não eram tão boas quanto o que eles estavam acostumados a tocar e o que já haviam composto. Um pouco sem graça, um pouco chato… Mas no minuto em que eles tocam coisas como ‘Iron Maiden’, ou qualquer coisa dos dois primeiros álbuns deles, a plateia simplesmente se anima.”
Stratton comentou que o Steve Harris sempre gostou de música com velocidade, e por isso se surpreendeu quando ouviu a banda executar “Phantom of the Opera” num andamento mais lento ao vivo:
“O Steve é sempre rápido, rápido, rápido, rápido. E aí eu sentei ao lado dele num bar… E eu disse: ‘Não acredito que você tocou ‘Phantom’ mais devagar. Não achei que fosse possível você tocar algo devagar.’ É um pouco mais devagar, mas funciona, sabe?”
