Iron Maiden: Bruce Dickinson pede aos fãs que larguem o “pequeno fascista” em suas mãos

Bruce Dickinson, vocalista do Iron Maiden, refletiu sobre o uso excessivo de aparelhos celulares pelas pessoas e, como elas se tornaram obcecadas em compartilhar cada detalhe de suas vidas, buscando aprovação e aceitação por meio de likes e seguidores nas mídias sociais.
Segundo o cantor, é como se elas pessoas sofressem de uma terrível doença. Em uma nova entrevista ao podcast Appetite For Distortion, Bruce Dickinson declarou:
“Olha, de muitas maneiras eu queria que a câmera nessas coisas nunca tivesse sido inventada. Mas ela foi inventada. Agora é uma espécie de infestação, é como eu descreveria. É como uma doença terrível, que as pessoas sintam a necessidade de olhar o mundo através desse pequeno dispositivo estúpido. E então é como uma falha da humanidade, basicamente. Você está entregando seus sentidos completamente a esse pequeno fascista em sua mão. Largue-o, coloque-o no bolso e olhe ao seu redor. Olhe para as pessoas, olhe para a alegria, olhe para a banda, sinta a emoção, sinta a música. O que um telefone faz, ele corta tudo isso. E então eu me sinto triste. Eu também me sinto irritado, porque como artista, é como se eu quisesse me apresentar para um público de pessoas que tenham algum feedback emocional — não um bando de idiotas com Android.”
Para a próxima turnê mundial em 2026, Dickinson espera que os fãs sigam respeitando o pedido da banda sobre evitar o uso de câmeras de celulares. Apenas no show de Paris, os aparelhos serão armazenados em bolsas Yondr:
“Acho que as pessoas que são fãs de música de verdade entendem, e acho que estão melhorando. Elas entendem o que está acontecendo. Fui ver o show do Ghost [em San Diego no início de agosto] e foi um show sem celulares [com os participantes mantendo a posse de seus celulares o tempo todo, presos em bolsas Yondr], então todos os celulares estavam em saquinhos. Meu Deus — a diferença. Foi impressionante. A atmosfera — era, ‘Uau’. Quer dizer, realmente, realmente notável. Até a maneira como as pessoas se comportavam umas com as outras, interagiam umas com as outras — sem olhar para a banda, apenas sendo civilizadas umas com as outras, conversando umas com as outras — era diferente.”
Assista a entrevista completa abaixo:
