Infected Cells: entrevista com Stanley Serravalle

Death metal bruto, técnico e direto.

Essas foram três palavras que usei na resenha do ótimo “Betrayed By Obedience” (2026), primeiro disco do trio Infected Cells, formado por Stanley Serravalle (vocais, baixo), Márcio Jordanne (bateria) e Hugo Elias (guitarra).

Da improvável e desconhecida Simões Filho, município próximo a Salvador, surge um dos melhores lançamentos do ano para o estilo, mostrando mais uma vez que a cena nordestina tem muito a oferecer a quem gosta de música extrema.

Confira abaixo o papo que tive com Stanley Serravalle.

https://imgur.com/Gee3yaI

Stanley Serravalle (foto: Isis Barros)

Oi Stanley, obrigado por aceitar meu convite. O Infected Cells é de Simões Filho, cidade próxima a Salvador, conhecida por ser um polo industrial. Como é a cena da região?

Salve Mário, tudo beleza meu irmão? Muito obrigado pelo espaço, pelo convite, fazer essa entrevista com você, meu velho. Então, o Infected Cells é de Simões Filho, fica aqui na região metropolitana de Salvador, a mais ou menos uns 20 km. A gente tem uma cena que hoje está meio que adormecida, né? Hoje temos as bandas assim, autorais mais ativas, que são o Infected Cells e o Devouring, são bandas irmãs, praticamente. Atualmente as duas bandas praticamente dividem a mesma formação, que durante a história membros transitaram ali. Mas a gente já teve muitas bandas na região, inclusive bandas de punk, de crust. Tivemos a Macula, que infelizmente acabou, temos bandas covers também. O Mórbido Sistema, que é uma banda cover do System Of A Down, tem mais de vinte anos de atividade, tocam no cenário cover que é um outro circuito, mas que é uma banda ativa também no cenário do rock. Mas hoje, metal, metal extremo, as duas bandas que estão ativas são o Infected Cells e o Devouring. Temos também o Pútrido Sêmen que está em vias de ser reativado, estava adormecido também, mas ouvi falar que os caras voltaram a ensaiar e tal. Nesse momento né, porque como as cidades são bem próximas, são coladas, então a gente acaba se integrando a cena de Salvador, entende?

A cena baiana sempre foi muito forte, com grupos como Malefactor, Escarnium, Headhunter D.C, Mystifier, The Cross, Pastel De Miolos. Apesar disso, ainda há dificuldades para uma banda fora do eixo RJ-SP-MG mostrar seu trabalho ou com a internet isso acabou?

Pois é velho, a gente passou por isso agora na “Morbid Betrayed Nordeste Tour”, tocamos em sete cidades do nordeste, foi uma turnê junto com o Devouring, e como eu disse, como as bandas hoje estão dividindo membros, conseguimos fazer essa turnê de uma forma que a logística ficou interessante. Quando tocamos no Hellcife Extreme Festival, foi no mesmo dia que o Violator e velho, os caras do Violator, tipo assim, rasgaram vários elogios para a banda, foram assistir ao show e tal e a gente conversou muito com o Capaça (guitarra) no camarim e ele disse que death metal baiano sempre foi referência, não é? Então as pessoas de outros estados do Brasil têm principalmente o death metal, mas o metal da Bahia é muito forte, então assim, essas bandas que você citou, Malefactor, Escarnium, Headhunter D.C, o Mystifier, apesar de ser black metal, também é uma referência do metal da Bahia até em outros países, The Cross, Pastel De Miolos, no punk rock, enfim, tem muita banda aqui ativa que tem relevância tanto no cenário nacional quanto no internacional, mas a dificuldade para sair daqui do nordeste é em termos de logística. Muitas vezes é difícil fazer coisas em outros estados por conta da logística mesmo, porque a Bahia é um estado muito grande, são 417 municípios e para nós, fazer coisas fora da Bahia que não seja subindo o Nordeste, acaba encontrando um pouquinho de dificuldades em termos logísticos. Com a internet não acabou, mas diminuiu. Não acabou não, mas tem sido menos difícil, né? O Devouring, por exemplo, já tocou aí em Minas Gerais, tocou em um festival chamado Refúgio Macabro, mas o Infected Cells, por exemplo, não tocou ainda em estados fora do Nordeste.

Vocês três foram acumulando participações em outras bandas locais, como Devouring, Papa Necrose, Splattered Genocide ao mesmo tempo que seguiam com o Infected Cells. Era difícil acumular os dois papeis? Você, por exemplo, chegou a gravar um disco com o Headhunter D.C.

Sobre tocar em várias bandas, é porque todo mundo meio que se conhece e às vezes acontece de um precisar do outro e a gente sempre acaba colaborando uns com os outros. Por exemplo, Márcio (Jordanne, bateria) fez no Malefector, no  Headhunter D.C. e Escarnium também, o Splattered Genocide é dele, ele quem fundou a banda, começou como um projeto one man band, depois ele montou a banda, fizeram turnê e tudo mais, já tem disco lançado, enfim. O Devouring já falei, que é uma banda também que se formou mais ou menos na mesma época que o Infected Cells. Papa Necrose é uma banda de Salvador que também, por uma situação, precisou de Márcio, ele gravou um disco com eles, tocou algumas vezes ao vivo também e assim, todo mundo é muito amigo, todo mundo está sempre junto de alguma forma em um show ou trabalhando junto de alguma forma. E não é exatamente difícil não (acumular papeis) porque a gente tem afinidade, essa galera toda sempre foi muito próxima, não é tão difícil assim não. Acho que fica difícil quando você tem problema de convivência, o que nunca foi o caso. No meu caso, eu não só gravei um disco com o Headhunter D.C., como fui membro da banda por três anos, entrei em dezembro de 2020 e saí em dezembro de 2023, por motivos profissionais, não estava conseguindo conciliar a minha agenda de trabalho, que, como sou técnico de áudio e trabalho atendendo outras bandas, conflitava com a agenda da própria banda. O disco que eu gravei foi o ao vivo no Dopesmoke Festival (“Pandemic Unredemption – Live At Dopesmoke Festival 2021”).  Saiu recente agora em vinil lá na Polônia, saiu e CD nacional também. Ficou bem legal essa edição polonesa.

De 2014 (quando deixaram de usar o nome Brain In Flames) até “Betrayed By Obedience” (2026), vocês lançaram EP, split e até um disco ao vivo. O que mais atrasou o lançamento do enfim primeiro disco?

É, foram oito anos entre o EP “Voices From The Hell” (2018), que foi nosso primeiro registro de estúdio, de fato. Lançamos uma demo em 2015 (“Infected Cells”), mas, de fato, lançamos o “Voices From The Hell” no final de 2018, em dezembro, e foi um disco que também foi um pouco demorado de concluirmos. Começamos a gravá-lo em 2015 e terminamos em 2017 porque foram vários fatores, né? A gente pegava os horários mais baratos do estúdio, tipo madrugada, final da tarde de domingo até virar à noite. Só o Hugo (Elias, guitarra) que morava aqui em Salvador, eu e Márcio morávamos em Simões Filho, então tinha toda essa logística. A gente na época sem carro, enfim, éramos bem mais novos. Começamos em 2015, em 2015 eu tinha 22 anos. Enfim, e aí a gente tinha que vir para Salvador para fazer as gravações, toda aquela coisa, do jeito que dava, quando tinha uma possibilidade de pegar uma sessão de estúdio. Mas a gente procurou gravar no WR Bahia, que é um dos estúdios icônicos do Brasil. Se você fizer uma pesquisa, vai ver que várias discos da música brasileira, da música baiana, foram gravados nesse estúdio. O Hugo trabalhou por um tempo lá também, então isso facilitou nosso acesso ao estúdio. E daí começamos a gravar o EP “Voices From The Hell” em 2015, terminamos em 2017 e o ano de 2018 todo foi negociando com selos para conseguir viabilizar seu lançamento. Então só conseguimos de fato colocar esse material na rua em dezembro de 2018. E aí, quando já estávamos terminando os trâmites para lançar o “Voices From The Hell”, já tinha material que faria parte do “Betrayed By Obedience” (2026). Já tínhamos algumas músicas compostas, alguns esboços de letras, enfim, tanto que, no “Decimating The Existence – Live At Dopesmoke Festival” (2021), tem quatro músicas do “Betrayed By Obedience” que resolvemos colocar no repertório justamente para compensar essa demora que estava tendo, porque a gente tinha passado pela pandemia, não tinha previsão de nada, enfim, então resolvemos colocar quatro faixas tocadas ao vivo do jeito que elas estavam, tem umas coisas ali que foram modificadas no resultado do “Betrayed By Obedience”, mas você consegue ver que elas já estavam ali, de certa forma, na sua forma, mas não na forma final. E daí começamos a gravar o “Betrayed By Obedience” em 2022. O Hugo já estava morando em São Paulo, então ele veio para cá, fizemos as gravações de bateria no WR de novo e todo o resto gravamos no home estudio de cada um. Na seção de baixo ele veio para cá também, gravamos o baixo no home estudio de Márcio, eu fui em São Paulo gravar algumas vozes lá, no estúdio dele, então foi todo esse lance que fez demorar mesmo, foram as próprias circunstâncias das vidas de cada um. Nós somos uma banda independente, fazemos tudo dentro do processo. O Hugo é um produtor musical, formado e tudo mais, então a gente aproveita esse recurso que temos para fazer essa autogestão. Ele tem os clientes dele, eu também sou técnico de áudio, então trabalho como disse anteriormente atendendo outras bandas, Márcio também faz gravações para várias outras bandas, então tudo isso fez com que o nosso disco ficasse meio que em segundo plano, não por vontade, ninguém quer isso, mas por circunstâncias da vida. Então eu não digo nem que foi um atraso, até porque a gente não tinha colocado uma data dizendo para o público aguardar, e sim a gente mostrava que estava em um processo de gravação, preparando o material, mas nunca colocamos assim “Vai sair tal data”, então foi um processo que foi demorado justamente pelas circunstâncias da vida de cada um. Mas eu acho que o “Betrayed By Obedience” saiu no tempo certo, acho que ele saiu no momento que ele deveria sair. Conseguimos juntar o lançamento do álbum, que eu particularmente acho que saiu um álbum muito forte em vários aspectos, em um momento que conseguimos também articular uma turnê pelo Nordeste, em que a atenção está virada para nós, para o nosso trabalho, então eu acho que saiu no tempo que deveria sair, apesar de oito anos entre o “Voices From The Hell” e o “Betrayed By Obedience”, eu acho que ele sai num momento perfeito, oportuno.

https://imgur.com/3b5s7aC

Infected Cells (da esquerda para a direita, foto Isis Barros): Márcio Jordanne (bateria), Stanley Serravalle (vocais, baixo) e Hugo Elias (guitarra)

Sobre a participação do Iago “Hellkiller” Gonçalves (Splattered Genocide) na faixa “Everything Is Shattered”, como que rolou sua escolha?

Iago é um amigo de longa data nosso, nos conhecemos na época do colégio e tal, então nossa caminhada na trajetória de tocar em bandas foi bem parecida, crescemos juntos ali na adolescência, início da fase adulta. E rolou porque, quando a gente fez a faixa, eu tinha pensado numa participação e o Iago é um cara mais do deathcore, do slam e tal e eu pensei, “Porra, vamos fazer uma parada para tirar Iago da zona de conforto e botar para ele entregar uma parada no som do Infected Cells e não o Infected Cells se moldar a ele”.  Ele curtiu pra caralho a ideia, entregou uns vocais foda, fez backings e o último refrão da faixa. Foi uma parada bem natural, não foi nada de faixa pensada não, a gente compôs as faixas e aí quando pensei em participação, falei “Não, essa aqui é uma é uma boa para colocar o Iago”. Inclusive, no show de Salvador que fizemos na turnê agora no dia 30 de maio, ele fez uma participação, então tocamos essa música ao vivo já com ele, então foi do caralho ter essa participação e a galera ter visto como é que ficaria. Pela primeira vez tivemos um featuring num material nosso.

Dá para perceber fortes influências no som do Infected Cells de Cannibal Corpse, Suffocation, Brutality, Sinister, etc. Fora o death metal, vocês curtem outros estilos?

Velho, é difícil dizer o que é que a gente ouve, porque ouvimos muita música de modo geral, não só pelo fato de que trabalhamos com outras bandas, com outros artistas, não necessariamente tocando, mas na produção, no áudio ao vivo, enfim. No meu caso, especificamente, meu pai é radialista, então ele sempre trouxe música para dentro de casa, então sempre ouvi música de modo geral, minha coleção de discos tem discos de tudo que é tipo, tudo que é gênero. Eu não acho que a música seja um fator limitador para nós não, pelo contrário, a gente ouve música e aí de certa forma acabamos trazendo coisas de outros lugares e acaba sendo inusitado, mas não é nada proposital não. Gostamos de tocar metal rápido, pesado, intrincado, mas não é nada premeditado, “Ah, eu vou fazer isso aqui porque parece com a banda tal”, nada do tipo. Somos bem cabeça aperta quando se trata de ouvir outros tipos de música além de metal. A gente só não ouve ou compactua com white, nem nazi, nada do tipo assim, mas fora isso, ouvimos o que gostamos. Porque  não adianta ser a música só pela música. A música tem fundamento, não só musical, mas tem fundamento estético, tem fundamento lírico, eu acho que as coisas todas elas se entrelaçam, não é? Então não adianta você ouvir a música só pela música. Algum proveito você vai tirar em algum momento de alguma coisa que você ouve, você vai absorver aquilo de alguma forma.

O disco foi lançado de forma independente, mas depois rolou uma parceria com os selos Abismo Metal Store, Discodelia e Cianeto Discos, correto? Como que aconteceram essas conversas e como essa rede de distribuição tem ajudado a banda?

Todo processo do disco foi feito de forma independente, desde as composições, gravações, escolha da arte, do conceito artístico, porque a identidade visual do álbum foi toda construída em volta da capa. Se você observar, o vídeo que fizemos, o teaser que está lá no Instagram, ele tem elementos da capa. O single “And The Reek Shall Inherit The Earth” era um elemento da capa. Depois lançamos o single de “We Are The Outcast”, que teve problemas com as plataformas que censuraram a gente, não quiseram lançar porque (a capa do single) era só a mão da capa completa e eles interpretaram como uma arte violenta, enfim, e que depois, sem nenhum aviso, liberaram nas plataformas, então não tem muito critério. Todo o disco foi feito de forma independente, apenas a distribuição do formato físico (CD) foi feita em parceria entre a banda e os selos porque é a forma que facilita com que a gente consiga pulverizar esse material. O “Voices From The Hell” trabalhamos da mesma forma com outros selos, dessa vez apenas o Cianeto Discos está novamente na parceria com a gente. São selos que têm um trabalho sério, um trabalho respeitado no mercado nacional, inclusive alguns deles, eu não vou saber de cabeça quais deles, também fazem envios para o exterior, então é uma forma que facilita e que fica bom para todo mundo, né? É um jogo de ganha-ganha, porque fazemos um disco, um disco bem trabalhado, coeso, com uma qualidade de execução, uma qualidade de diálogo muito boa e os selos têm interesse em lançar materiais cada vez melhores, mais refinados, trabalhados, enfim.

A gravação do disco é muito boa, total mérito do guitarrista Hugo Elias que assinou a produção, mixagem e masterização. Ele tem produzido a banda desde o começo, é isso mesmo? Vocês chegaram cogitar o nome de outra pessoa para esse disco?

O Hugo produziu nossos materiais desde quando gravamos a primeira demo, que saiu em 2015, ele quem assina a produção, mixagem e masterização. Não cogitamos outra pessoa ainda porque conseguimos lidar bem com a estrutura do Infected Cells com a gente mesmo. Não é preciosismo da nossa parte, nem nada do tipo, mas conseguimos lidar bem. O Hugo é muito aberto também para sugestões, sempre que gravamos alguma coisa, fazemos um bate-bola. Tem a percepção dele, do que ele imagina, manda para a gente e aí eu e Márcio fazemos uns ajustes, até porque, como eu disse anteriormente, nós três trabalharmos com áudio, cada um em um campo de atuação da mesma área. O Hugo como produtor de estúdio, eu como técnico de áudio de bandas ao vivo e Márcio como baterista e também técnico de estúdio. Então conseguimos trazer essas ideias de acordo com a visão dele, da mixagem, enfim, de equalização, desses detalhes mais técnicos,  e sempre fazemos discussões ali para trazer o melhor. Por exemplo, teve uma das faixas que fizemos dez recalls. O recall é quando o produtor ou quem está mixando manda (a faixa), daí você ouve, faz todas as anotações e volta para ele fazer esses ajustes. Então teve faixa que precisou fazer dez (recalls) não por causa de nada assim, mas porque a gente ouvia e corrigia, aparecia alguma outra coisa e para a gente deixar o mais redondo possível, do nosso agrado. Mas, futuramente, quem sabe, podemos sim trazer o nome de alguém de fora para fazer, não tem problema nenhum não, podemos trazer alguém numa boa. Mas nunca foi pensado, até o momento nunca pensamos “A partir do próximo álbum, a gente quer trazer uma pessoa”. Nunca discutimos isso até porque, vamos trabalhar primeiro aqui o “Betrayed By Obedience” e daí, a partir do ciclo do próximo álbum, a gente vê se traz uma outra pessoa ou não.

O “Betrayed By Obedience” (2026) tem uma capa muito marcante, arte e layout assinados por Marcelo Bensabath (baixista e vocalista do Vermis Mortem). Como que foi sua escolha e ele teve total liberdade para criar ou vocês deram um direcionamento do que queriam?

Então Mário, conhecemos o Marcelo já faz muito tempo, ele é daqui de Salvador, já tocou no Behaviour também, então é um conhecido nosso de longa data. E daí o encontrei em Aracajú em uma ocasião, um show, conversamos um pouco pessoalmente e aí posteriormente começamos a ver o portfólio dele. Márcio principalmente quem ficou com essa parte porque ele também desenha, conhece de arte, do conceito visual e tudo mais, então ele ficou um pouco mais à frente dessa questão, mas a gente sempre ali, discutindo, vendo o que poderia comunicar bem, porque sabíamos que o material que tínhamos das músicas precisava de uma arte forte, que tínhamos um material forte e que a arte precisava acompanhar isso. E aí a gente achou no meio do portfólio do Marcelo essa arte que acabou virando a capa do álbum, que tem toda uma identidade visual que construímos em torno da arte: a capa dos singles, backdrop dos shows ao vivo, as imagens do lyric video, enfim. Quando achamos essa arte, comunicou muito bem porque você enxerga uma relação ali de dominação de uma parte e de submissão da outra parte, e apesar de não ser um álbum conceitual, algumas faixas falam sobre controle, dominação, submissão, obediência, subserviência, então acabou que casou muito bem com o que queríamos trazer e essa arte, como você falou, é muito forte, muito marcante e deu muito certo essa parceria com o Marcelo, foi incrível, não poderia ter sido melhor.

Stanley, obrigado pela sua participação e parabéns pelo disco, ótimo lançamento do metal nacional.

Mário, eu que gradeço meu irmão você ter se interessado pelo Infected Cells, ouviu lá no Bandcamp, fez a resenha do álbum. É um sentimento de dever cumprido quando o disco chega nas pessoas e as pessoas gostam, entendem todo o trabalho que foi feito ali, sabe? Foi um trabalho muito difícil de ser feito por conta de todo o histórico que eu mencionei anteriormente, da pandemia, Hugo morando em São Paulo, enfim, todos os percalços que tivemos, mas é muito bom termos esse reconhecimento da parte de vocês da imprensa do metal underground, então, muito obrigado meu irmão pelo espaço. Estamos aí, Infected Cells 2026, “Betrayed By Obedience”. Valeu meu velho, um abraço!

O CD “Betrayed By Obedience” (2026)  pode ser adquirido diretamente com a banda pelo Instagram @infectedcellsmetal ou com os selos @abismometalstore, @discodelia_ e @cianetodiscos.com.br

Mário Pescada
Mineiro, ouvinte de todas as vertentes do rock - do blues ao grindcore. Valoriza mais a honestidade e entrega em cima do palco do que a técnica. Guarda os flyers dos shows que vai como se fossem relíquias. Autor dos livros "Distorções do Submundo: Dissecando álbuns matadores do underground brasileiro" vol. 1 (202) e vol. 2 (202), lançados pela Editora Denfire.
Deixe seu comentário