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Resenha: The Crown – Royal Destroyer” (2021)

“Royal Destroyer” é o décimo primeiro álbum da banda sueca de Death Metal, The Crown, que foi lançado no dia 12 de março (2021) pelo selo Metal Blade Records. Ele é o sucessor do disco “Cobra Speed Venom” de 2018.

   

Defino a sonoridade do The Crown como Death Metal, porém há interessantes pitadas de Thrash Metal em sua sonoridade. O álbum “Royal Destroyer” inicia com uma tonelada de massa sonora, agressividade e brutalidade extremas.

“Baptized In Violence”

Assim como um rolo compressor, “Baptized In Violence” chega espancando tudo o que encontra pela frente, a curta canção que mistura Death/Thrash e Hard Core prepara o ouvinte para o que está por vir a partir da próxima faixa. A bateria de Henrik Axelsson já se mostra um rolo compressor que causa destruição cataclísmica por onde passa.

Reprodução / Facebook / The Crown Official

“Let The Hammering Begin!”

Em seguida, “Let The Hammering Begin!” é a minha favorita do disco. Sua parte instrumental é perfeita, sendo tudo o que eu espero encontrar em um Death Metal. Enquanto isso, os guitarristas Robin Sörqvist e Marko Tervonen realizam um trabalho que envolve harmonia, melodia, riffs pesados, complexos e avassaladores, tudo de forma equilibrada e homogênea.

Magnus Olsfelt e Henrik

O baixista Magnus Olsfelt, atuando em dupla entrosada com o baterista Henrik, constrói uma base firme e segura para as toneladas produzidas pela sonoridade do The Crown. Enquanto que o vocalista Johan Lindstrand atua com um vocal imponente e que combina com a agressividade das composições. Ao contrário da faixa de abertura que foi direta, “Let The Hammering Begin!” é repleta de passagens, assim como mudanças rítmicas.

“Queime seu pneu, queime / Gritando, matando com força / Eu posso sentir o cheiro do seu medo / Na corrida da morte no inferno / Aguardo as chamas / Com amor – rápido como um raio / Minha adrenalina venenosa / Está alimentando sua fúria agora”.

“Motordeath”

O texto mostrado anteriormente é a primeira estrofe de “Motordeath”, a qual foi single e vídeo clipe de divulgação do disco, tendo estreado no último dia 14 de janeiro.

Simplesmente, matadora!

“Eu sou a voz – a voz irracional / Adversário dos irmãos caídos no inferno / O sombreado e o torto / Sou Satanás em seus pensamentos”.

“Ultra Faust”

“Ultra Faust” introduz mais cadenciada, porém um minuto depois, ela mete o pé no acelerador, seguindo o ritmo do álbum. A mesma sofre outras mudanças de andamento, desenvolvendo diferentes climas dentro da música, nos quais a bateria de Henrik Axelsson se sobressai mais uma vez. “Glorious Hades” começa com sons do que parece ser uma trovoada.

Riffs de guitarra mais limpos e melódicos, ao mesmo tempo, são acompanhadas pelos blast beats de Axelsson. Uma canção bem mais cadenciada que as anteriores, mas como uma atmosfera fantástica e viajante. A banda demonstra outros elementos diferentes em sua sonoridade e isso torna o álbum ainda mais interessante que estava antes.

“Full Metal Justice”

Os lindos solos de guitarra também aparecem pela primeira vez. O peso e a velocidade voltam com tudo em “Full Metal Justice”. O Death/Thrash Metal volta a dar as cartas.

Assim que Johan Lidstrand potencializa o seu gutural em alguns momentos, tornando-o mais sombrio. Os solos de guitarra se fazem presentes outra vez, porém agora mais rápidos. O destaque fica por conta das mudanças vocálicas de Johan. “Scandinavian Satan” segue a mesma pegada da anterior, usando riffs mais simples, cortantes, diretos e solos que misturam rapidez e melodia.

Reprodução / Facebook / The Crown Official

“Devoid Of Light”

   

“Devoid Of Light” não é tão rápida no início, porém tendo bastante característica Groove. Depois de 01m25s, ela acelera, seguindo a fórmula da maioria das faixas do disco, mas a sua introdução faz a diferença.

“Velho por dentro, mas jovem internamente / A estrela distante, o sonho distante / Ainda tão perto, mas não ao alcance / Quase lá, estamos quase lá / Nós vagamos / Nós navegamos / Nós desaparecemos”.

Assim começa “Drift On”, outro vídeo clip do álbum, que estreou no dia 17 de fevereiro. Essa canção tem uma característica bem diferente das outras do full lenght. Ela é a única que tem uma veia épica. “Royal Destroyer” encerra com “Beyond The Frail”, a qual reúne, praticamente, todos os elementos sonoros apresentados no decorrer da audição. Ótimo encerramento para um ótimo registro.

Até então, eu não conhecia o trabalho dos suecos do The Crown. A audição do “Royal Destroyer” foi um ótimo começo para mim. Aprovado e indicado para fãs de Death Metal.

Nota: 8,8

Integrantes:

  • Johan Lindstrand (vocal)
  • Magnus Olsfelt (baixo)
  • Marko Tervonen (guitarra)
  • Henrik Axelsson (bateria)
  • Robin Sörqvist (guitarra e vocal)

Faixas:

  • 1.Baptized In Violence
  • 2.Let The Hammering Begin!
  • 3.Motordeath
  • 4.Ultra Faust
  • 5.Glorious Hades
  • 6.Full Metal Justice
  • 7.Scandinavian Satan
  • 8.Devoid Of Light
  • 9.We Drift On
  • 10.Beyond The Frail

Redigido por: Cristiano “Big Head” Ruiz

Mundo Metal

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