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Indicação Prog: Seventh Wonder – “The Testament” (2022)

Quatro anos após o ótimo “Tiara”, os suecos do Seventh Wonder lançam um novo trabalho de inéditas, o sexto de sua discografia.

Intitulado “The Testament”, o disco apresenta nove faixas inéditas, divididas em 53 minutos de duração e traz a mesma fórmula de seus antecessores, bem como a mesma qualidade musical, marca registrada do Seventh Wonder, que se mantém como um grupo de Progressive Metal e apesar de fazer exatamente o que tantos outros fazem (musicalmente falando), ainda assim conseguem mostrar que nem sempre o mais do mesmo precisa ser algo enfadonho.

   

Trilhando as regras pré estabelecidas do estilo, Tommy Karevik (vocais), Johan Liefvendahl (guitarras), Andreas Blomqvist (baixo), Andreas Söderin (teclados) e Stefan Norgren (bateria) mostraram mais uma vez que os anos de estrada, aliados a uma base solidificada quando o assunto é line up, podem ser o grande diferencial para o sucesso de uma banda. Mesmo que este venha em doses homeopáticas.

Divulgação / SEVENTH WONDER / “The Testament”

Sem mais, é hora de mergulhar nas harmonias de “The Testament”, novo capítulo com teor relevante na discografia do Seventh Wonder, um dos grandes nomes do Prog Metal nos últimos anos, enquanto Tommy Karevik defende o título de possuir uma das grandes vozes do Prog/Power Metal.

Vem comigo!

As boas vindas ficam a cargo de “Warriors”, faixa que traz a fórmula musical característica da banda e, de cara, já é possível perceber o sincronismo entre teclados, guitarras e a voz única de Karevik. O resultado não poderia ser outro senão, uma excelente faixa de abertura contemplada com um lyric video.

Apostando em riffs e velocidade, “The Light” é a típica canção Power/Prog, onde o quinteto abraça a missão de não serem chatos e/ou cansativos numa música relativamente longa e com alguns leves flertes de virtuoses em especial as linha de teclados, executadas com maestria por Andreas (Söderin).

*Temos aqui o segundo single que antecedeu o disco e mais um a ganhar videoclipe.

Quem acompanha a carreira dos suecos sabe que “Mercy Falls” é sem dúvidas um dos grandes registros da banda, bem como um dos melhores discos do estilos lançados em 2008. Tais referências são necessárias para falar de “I Carry The Blame”, belíssima canção repleta de melodias, vocais estupendos e um trabalho primordial comandado pelos backings vocals (absurdamente lindos) que nos remete ao álbum supracitado.

Ausente de vocais, mas não menos relevantes que suas antecessoras, “Reflections” é mais um grande momento do disco. Acredito que temos aqui aquele momento onde o vocalista precisa descansar sua voz, tomar uma água e dar continuidade ao show. É certo que a banda coloque-a no setlist de seus shows. Por se tratar de um tema totalmente instrumental onde os músicos deixam claro o quão são excepcionais, não nos deparamos com aquelas fritações ou virtuoses desnecessárias, visto que suas melodias prendem o ouvinte que nem se dá conta de sua duração.

É provável que os anos à frente do Kamelot tenham feito Tommy Karevik apostar em linhas de vozes que se assemelham a Roy Khan, essas semelhanças estão latentes em “The Red River”, faixa que poderia facilmente estar em qualquer disco da banda americana e que mostra em seu refrão Karevik encarnando perfeitamente Roy Khan. Mais uma referência ao estupendo “Mercy Falls”, desta vez as comparações caem sobre “Invincible”, uma das melhores faixas do disco (opinião pessoal), lembrando a excelente “A Day Away”, principalmente na parte instrumental e em especial aos teclados. Embora as linhas de contrabaixo de Andreas Blomqvist também sejam grandes destaques. A forma como Karevik conduz sua voz é absurdamente incrível, já que a facilidade com que atinge tons mais altos, sem dúvidas, impressiona. Que música espetacular.

“Invincible” ganhou um videoclipe. Nele, os músicos aparentemente encontram-se em suas casas e para a gravação usaram a tecnologia a seu favor, a mesma que permite que algumas bandas trabalhem seus discos à distância.

*Posso estar falando asneiras, mas consigo ver (e ouvir) na voz de Karevik, aqueles “tics” típicos de Michael Jackson em sua forma de cantar.

Cheia de variações e trazendo consigo alguns segundos de virtuose, “Mindkiller” mantém o disco em alta, flertando com a sonoridade de grupos como Vanishing Point e Vanden Plas, ambos em seus recentes trabalhos. Além dos vocais, destaque mais uma vez para as linhas geniais (e belas) de teclados/pianos, lembrando nomes como Evergrey, DGM e Knight Area.

Se aproximando da reta final, “Under The Clear Blue Sky” talvez seja a cereja do bolo em um disco que mantém de forma perfeita o equilíbrio entre melodias e virtuoses, auxiliados por backing vocals que ultrapassam a barreira do excepcional.

SEVENTH WONDER / Divulgação / Facebook

Em mais um momento de variações rítmicas onde o Prog flerta com o Hard Rock, temos aqui uma canção muito bem construída, responsável talvez pelas linhas de guitarra mais belas de todo o disco, embora toda a composição sonora do registro (leia-se, instrumentos) mereça menção, já que juntos formam uma base sólida e harmônica de notas impressionantes.

Despontando como a faixa mais longa do disco (quase nove minutos), embora estes pareçam bem menos quando se trata do Seventh Wonder, haja visto que assim como os alemães do Poverty’s No Crime, os suecos têm uma certa facilidade de transformar longas canções em rápidos e imperceptíveis minutos.

E o que falar sobre os vocais? Perfeitos.

Perfeição, aliás, é a palavra ideal para descrever “Elegy”, que traz consigo a missão de fechar o disco em alto estilo e devo dizer que tal missão fora efetuada com sucesso. Assim como em “One Last Goodbye” do referido “Mercy Falls”, Karevik injeta uma dose máxima de interpretação, elevando o nível musical da canção a um patamar grandioso de voz e sentimentos.

Por breves momentos, a bela “Fade Away”, faixa do álbum “Future’s Calling” da banda sueca Dreamland, nos vem à mente. Embora não tenhamos aqui os vocais femininos de Elize Ryd. Em seus quase seis minutos de duração, destaque especial para as harmonias belíssimas de violinos, que em um encontro com notas suaves de piano, proporcionam ao ouvinte uma combinação perfeita de melodias incríveis, daquelas que encantam e emocionam.

Em sua caminhada rumo ao topo, Seventh Wonder é sem dúvidas uma grata surpresa no universo do Prog Metal e ao lado de bandas como Evergrey, Poverty’s No Crime, Vanishing Point, Even Flow, Vanden Plas, Adamantra, Royal Hunt, etc, segue lançando discos excepcionais.

SEVENTH WONDER / Divulgação / Facebook

Diferente de sua atuação no Kamelot, Tommy Karevik consegue soar natural, mais solto e mais à vontade em relação ao papel que desempenha na banda americana, livre de amarras, encarnando seu próprio eu e não apenas um vocalista substituto.

Além de letras geniais e discos cujos temas são de extrema relevância, Seventh Wonder é uma das poucas bandas cuja formação permanece intacta após longos anos de estrada.

Apesar de não ser uma obra prima nos moldes de “Mercy Falls”, o novo trabalho representa muito bem a boa fase vivida pelo quinteto, figurando na lista de indicados a melhor disco do ano na categoria Progressive Metal.

   

Nota 9,2

Faixas:

  1. Warriors
  2. The Light
  3. I Carry the Blame
  4. Reflections
  5. The Red River
  6. Invincible
  7. Mindkiller
  8. Under a Clear Blue Sky
  9. Elegy

Integrantes:

  • Tommy Karevik (vocal)
  • Johan Liefvendahl (guitarra)
  • Andreas Blomqvist (baixo)
  • Andreas Söderin (teclado)
  • Stefan Norgren (bateria)

Redigido por: Geovani “Cecê Vencido” Vieira

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