Resenha (Indicação Hard): Scorpions – “Savage Amusement” (1988)

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Esta é uma indicação dos Programas Rock On e Hard Attack

O ano era 1988 e o Hard Rock ditava regras nas paradas musicais do mundo e também de Farofolândia. Bandas como Van Halen, Cinderella, Bon Jovi, Poison, Kix e Robert Plant, lançavam seus novos petardos.

Aproveitando o momento e “Sambando na cara da Sociedade” graças ao sucesso dos furacões “Blackout” (1982) e “Love At First Sting” (1984), discos que mostraram ao mundo o poder de fogo (e de vendas), estavam os alemães do SCORPIONS que acabara de lançar “Savage Amusement”, novo e fabuloso trabalho de inéditas. O décimo álbum oficial da carreira.

Contendo 09 faixas inéditas distribuídas em apenas 37 minutos de duração, o quinteto composto por Klaus Meine (vocal), Rudolf Schenker (guitarras), Matthias Jabs (guitarras), Francis Buchholz (baixo) e Herman Rarebell, mergulhava de cabeça no Hard/Glam Rock da época e apesar de causar a ira de alguns fãs mais xexelentos (leia-se, chatos) o grupo simplesmente se deu bem em sua nova empreitada e os números (sempre eles) não dizem o contrário.

Antes de mergulhar em suas melodias, uma pergunta precisa ser feita: “Savage Amusement”, ultrapassou as vendagens de seus antecessores? É o que iremos descobrir.

Os riffs iniciais de “Don’t Stop At The Top” dão o pontapé inicial e em apenas cinco segundos já estamos tocando nossas guitarras imaginárias e cantando o refrão. Essa é aquela música que você nunca ouviu antes mas na primeira audição, já se pega cantando o refrão. A propósito, os vocais de Klaus Meine, estão absurdamente perfeitos e as guitarras de Matthias & Rudolf , simplesmente chutam traseiros. Ah! Caso o amigo queira, faça bom uso da tecla “Repeat”.

No melhor estilo Hard/Glam, “Rhythm Of Love” chega com seus riffs imponentes, solos extraordinários, vocais lá em cima, backing vocals absurdamente bem encaixados, melodia grudenta daquelas que faz morada no cérebro e temos aqui “apenas” a segunda música do álbum. A faixa que serviu como single e antecedeu o disco, ganhou videoclipe e figurou nas programações da antiga MTV.

Se a intenção era abrir o disco com uma trinca perfeita, então devo dizer que conseguiram. “Passion Rules The Game” segue o padrão de qualidade com sua melodia grudenta, refrão daqueles que te convida a cantar junto e Klaus Meine, cantando de forma monstruosa com sua voz única e seu vibratos precisos. Destaque para as linhas de baixo de Francis Bulchholz (o cara chuta tudo). Assim como “Rhythm Of Love”, temos mais uma música agraciada com um videoclipe.

Os efeitos sonoros iniciais de “Media Overkill” nos dá uma certeza: Esta é a música mais “alegre” e festeira do disco. Certo? Certíssimo. Podemos dizer que este seja de fato o momento mais alegre e descontraído do disco. Apesar de ser uma composição simples, sem solos estridentes, com suas estrofes e seus versos se repetindo ao longo de seus três minutos e meio, sua melodia faz com que fiquemos presos a ela. Traduzindo: Esta é a música mais comercial do álbum.

“Walking On The Edge” é o próximo passo! Numa vibe mais voltada ao que podemos chamar de Power Ballad, nos deparamos com uma belíssima composição onde os vocais de Klaus Meine são os atrativos principais e as guitarras da dupla Matthias & Rudolf, fazem a ponte perfeita entre melodias sutis e solos simples, porém nem construídos. Um dos melhores momentos de “Savage Amusement”.

Chutando a porta e trazendo uma sonoridade mais Heavy Metal, “Let It Rock…You Let It Roll” chega com uma dose extra de peso, lembrando algumas faixas dos álbuns anteriores, embora sua essência seja totalmente Hard Rock.

Finalmente chegamos naquele momento onde a desafinação é válida e suas guitarras imaginárias podem ser usadas sem moderação. “Every Minute, Every Day” é indiscutivelmente a melhor faixa do disco e não se fala mais nisso. Tudo aqui é milimetricamente bem construído. Melodias, riffs, solos, backing e claro, os vocais geniais do Sr. Meine.

Traduzindo: Um dos grandes momentos do disco em sua melhor música. Claro que o momento é para ser aproveitado. Então, cantemos o refrão: ..I need your love, every minute, I need your love, every day, I need your love, every minute, I need your love, come back and stay…”.

Em mais um momento Heavy, temos “Love On The Run”, faixa que destoa de todo o disco lembrando em alguns momentos “The Same Thrill” e “Now”, presentes nos discos Blackout e Love At First Sting, respectivamente. Honestamente? Eis aqui uma daquelas músicas que não empolgam e não traz tanta relevância assim. Posso dizer que este é o momento “Picolé de Chuchu” do disco.

Chegamos a última faixa do disco e a pergunta: Um álbum do Scorpions sem uma balada sequer? Calma meu amigo. Por gentileza, pegue aquele isqueiro, acenda-o, baixe a luz, levante as mãos no compasso da bateria e comece a cantar o refrão de “Believe In Love”, baladinha que fecha o disco de forma suave e tranquila. É bem verdade que não temos aqui uma música da magnitude de “Still Loving You”, porém, é fato que a banda sempre soube escrever e elaborar boas baladas em seus discos. “Believe In Love”, não foge a regra. A propósito, esta também ganhou videoclipe.

* Números é algo que o Scorpions entende muito bem e o então “novo” trabalho veio coroar a excelente fase da banda em sua investida no Hard ‘N Heavy, que os levaria ao topo, embora neste trabalho em particular, o quinteto mergulhou no Hard/Glam que perpetuava a cena na época. Felizmente se deram muito bem, fazendo com que o disco atingisse a 5a posição da Billboard 200, 18a posição na UK Albums Charts e 18a posição do do Austria Top 40 Albums.

*As mudanças não estavam apenas na sonoridade “farofa” do disco. Elas aparecem sobretudo no visual e nas vestimentas da banda. Há aqueles que desceram a lenha e absurdos sobre esses disco foram ditos aos montes, mesmo após a confirmação positiva de suas vendagens e do sucesso com os singles “Passion Rules The Game” e “Rhythm Of Love”. De forma inteligente, a banda ousou e apostou numa fórmula que estava dando certo com outros grupos da época e o mesmo poderia acontecer com eles. Bingo! Estavam mais que certos e os números falam por si.

*A produção pomposa do experiente Dieter Dierks (produtor), também merece menção, já que o disco segue os mesmos padrões de qualidade dos registros anteriores. Apesar do sucesso e do excelente trabalho de produção, este seria seu último trabalho ao lado da banda.

*Antes que alguém pergunte: Mas eles sempre fizeram Hard Rock. Certo? Sim e Não! Eu explico: Nos anos setenta eles eram uma banda mais voltada ao Classic Rock com elementos de Hard Rock. A chegada dos anos 80 mudaria a sonoridade em definitivo pro Hard ‘N Heavy e em Savage Amusement, eles enfiaram o pé na farofa e “americanizaram” sua música (ao menos nesse disco) já que os grupos que adicionaram esta fórmula em suas sonoridades, estavam vendendo mais que as famosas Tele Senas e Carnês do Báu do Silvio Santos.

*Sobre a pergunta no início desta resenha: O disco não bateu as vendagens de seus antecessores, afinal de contas, trata-se de duas obras primas da banda e a missão de ultrapassar suas cifras seria uma missão quase impossível até mesmo para seus criadores. No entanto, os números favoráveis de vendas e aceitação em países como Alemanha, Áustria, Finlândia, Países Baixos, França, Suécia, Suíça, Canadá, Reino Unido, Estados Unidos e na antiga União Soviética, mostram que o Scorpions fez a lição de casa e cá pra nós, muito bem feita.

Por incrível que pareça, o álbum não está disponível para audição no spotify, porém, encontramos uma filmagem amadora rara muito legal da turnê de 1988. Dá para ter uma boa noção do espetáculo que era um show do Scorpions nessa época.

Integrantes:

  • Klaus Meine (vocal)
  • Rudolf Schenker (guitarra)
  • Matthias Jabs (guitarra)
  • Francis Buchholz (baixo)
  • Herman Rarebell (bateria)

Faixas:

  1. Don’t Stop at the Top
  2. Rhythm of Love
  3. Passion Rules the Game
  4. Media Overkill
  5. Walking on the Edge
  6. We Let It Rock… You Let It Roll
  7. Every Minute Every Day
  8. Love on the Run
  9. Believe in Love
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