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Indicação Hard: Kissin’ Dynamite – “Not The End Of The Road” (2022)

Napalm Records

   

Existem bandas que aparecem, e como num estalo de dedos, lançam um disco convincente, fazem estrondoso sucesso e seguindo o exemplo do estalar dedos, simplesmente, desaparecem, figurando na lista de “apenas mais um banda” predominante do estilo “X”.

Paralelo, e seguindo uma outra estrada, existem aquelas que de forma sutil aparecem, lançam um bom disco de estreia seguido de outro, outro, e outro… Formando assim um alicerce para que se projetem num futuro não tão distante.

Sem dúvidas, este é o caso dos alemães do Kissin’ Dynamite, quinteto que estreou em 2008 com o ótimo “Steel Of Swabia”, disco que trazia uma mistura entre o Hard Rock e o Heavy Metal em alguns momentos, porém desde o início, ficou claro que a banda flertava e apostava suas fichas no Hard Rock propriamente dito.

Anos depois, Johannes “Hannes” Braun (vocais), Andreas Braun (guitarras), Jim Müller (guitarras), Steffen Haile (baixo) e Andreas “Andi” Schnitzer (bateria), este último substituído por Sebastian Berg, amadureceram (em todos os sentidos) e já não são mais uma banda de rapazinhos, visto que de lá pra cá já se passaram 14 anos e o grupo chega ao 7º disco da carreira.

Vale lembrar que na época em que despontaram, Hannes (vocais) não era um cosplay da cantora galesa Bonnie Tyler ou da americana Cindy Lauper (o cara simplesmente está idêntico…rs).

Divulgação / Napalm Records / KISSIN’ DYNAMITE

Brincadeiras à parte, falemos de “Not The End Of The Road”, novo álbum de inéditas lançado recentemente (dia 22 de janeiro), e mais um disco excepcional na discografia do quinteto.

Contendo 12 faixas que transitam entre o Hard Rock, Melodic Hard Rock e o Heavy Metal, temos aqui um dos melhores discos dos referidos estilos, lançados neste início de ano, e se por acaso, ele passou batido por você ou ainda não tenha contato com os trabalhos do Kissin’ Dynamite, esta é a hora de de conhecê-los.

Antes porém um aviso: Esqueça a capa mequetrefe e digamos que este é o único ponto negativo para o novo trabalho dos rapazes.

A trinca “Not The End Of The Road”, “What Goes Up” e “Only The Dead” garante a diversão do ouvinte que já deve estar chacoalhando os cabelos banhados de laquê, vestindo uma calça de oncinha (daquelas coladas), tocando suas guitarras imaginárias e certamente tentando se livrar do vício que é o refrão grudento de “What Goes Up”, faixa single que ganhou um excelente videoclipe.

A propósito, o que são os trabalhos de guitarras nesta música? No mínimo, geniais!

“…What goes up must come down / What goes up will hit the ground / We gonna freeze up in the fire / Gonna get burned down in the ice / What goes up must come / Must come down…”

   

Aqui, mudo minha costumeira frase: Que trinca espetacular!

*Recomenda-se usar a tecla “Repeat”, sem moderação.

A trinca seguinte, composta por “The Good Life”, “Yoko Ono” e “Comin Home”, garante a diversão do segundo tempo, sendo a primeira uma canção voltada a power ballad, daquelas cuja letra traz uma bela mensagem, pegada mais pop (comercialmente falando), refrão pegajoso, videoclipe bacana e uma simples pergunta: Por que diabos uma música como esta não rola nas FMs da vida?

Destaques para o belo videoclipe com as participações de Charlotte Wessels (Delain), Guernica Mancini (Thundermother) e da banda alemã de Medieval/Folk Metal, Saltatio Mortis.

*Além dos músicos citados, o clipe conta com a participação de integrantes da Förderkreis Hilfe für krebskranke Kinder e.V. Aachen, entidade alemã que cuida de crianças com câncer.


“Yoko Ono” garante a diversão em um videoclipe divertido (vejam o making off, vale a pena) que conta a história de uma garota dominadora, se apoderando da situação e literalmente deixando os caras da banda loucos (coincidências apenas no nome?).


A diferença entre esta e a outra, é que a “Yoko” dos alemães esbanja beleza, tem um corpo bem torneado e certos atributos que despertam todo o carinho. e atenção do ouvinte.

Já a outra…

Sim! O refrão é bem grudento.

“…She’s a Yoko Ono / I’m under her spell / She’s a Yoko Ono / My ticket to hell / She’s a Drop-Dead-Cheater / A Rockstar-Eater / She’s a Yoko Ono/Yoko Ono…”

Fechando a segunda trinca, “Comin Home” é mais uma canção de apelo comercial cuja melodias simples engatam o famoso “ô, ô, ô” em seu refrão, garantindo a satisfação do ouvinte que certamente entoa o difícil e complexo coro.

Em resumo: Mais uma canção feita para rolar nas programações Pop/Rock das FMs, também contemplada com um videoclipe.

De volta ao Hard Rock, “All For A Halleluja”, “No One Dies A Virgin” e “Gone For Good” garantem a satisfação de continuar ouvindo um disco onde até o momento nenhum passo errado fora dado. Enquanto a primeira segue a fórmula Hard Rock com refrão de fácil assimilação, “No One Dies A Virgin” aposta no lado pesado do Heavy Metal, lembrando em alguns momentos o que Tobias Sammet fazia nos tempos áureos do Edguy (que música animal e que solo absurdo).

Faixinha “nervosa”.

KISSIN’ DYNAMMITE / Photo By: jimmy.von.der.alb
   

Destaque para os trabalhos excepcionais da dupla Andreas Braun & Jim Müller, mostrando total entrosamento e debulhando nas guitarras.

“Gone For Good” fecha o terceiro ciclo com suas melodias açucaradas em uma canção mais contida, destoando um pouco de suas antecessoras, porém garantindo belas harmonias que conseguem prender a atenção do ouvinte.

Sutilmente nota-se a presença de um saxofone dividindo espaço com as guitarras nas partes de solo, bem como linhas de guitarras bases lembrando John Frusciante (Red Hot Chilli Peppers).

*Definitivamente, esta não é um música que vai mudar a história das baladas, no entanto, é fato que não temos algo que desabone tudo que foi feito até aqui, já que os vocais preciso de Johannes são uma das bases de sustentação da banda, soando precisos em todo o disco.

Caminhando pro seu final, com mais uma trinca encarregada de encerrar o disco em alto estilo, estão as ótimas “Defeat It”, “Voodoo Spell” e “Scars”.

Enquanto “Defeat It” mergulha na fórmula do Hard com seu refrão pegajoso e excelentes backing vocals, “Voodoo Spell” apresenta linhas de contra baixo mais intensas disparadas por Steffen Haile. Por breves segundos, temos a impressão de que ouviremos algo mais voltado ao Heavy Metal, entretanto o que de fato impera é o Hard Rock em mais um grande momento do disco.

Cruzando a linha de chegada, “Scars” é a responsável por encerrar o disco em ritmo de balada, destacando além dos vocais precisos de Johannes, belos arranjos de violões semi-acústicos e a adição de violinos, emanando belas harmonias, soando como a cereja do bolo em uma música que, particularmente, me encantou e me conquistou de fato.

KISSIN’ DYNAMITE / Photo By: @momo_indigo

Mais que um “novo disco”, Kissin’ Dynamite lançou um dos melhores trabalhos de sua discografia, onde a maturidade está presente nas letras, nas melodias e principalmente na parte instrumental, haja visto que os trabalhos de guitarras dispensam comentários, soando grandiosos em todas as canções. Deixando claro que não são apenas as guitarras a merecerem destaques, já que a banda traz em line up músicos excelentes nas demais funções (baixo, bateria e vocais).

Aos amantes Hard Rock/Glam Rock/Melodic Hard Rock e de grupos como Crazy Lixx, H.E.A.T, Eclipse, WET, Wig Wam, Cruzh, Ammunition, etc, eis aqui um disco espetacular e um dos meus prediletos neste início de 2022.

Em seus vinte anos de carreira, o quinteto alemão se manteve na lista de grupos que não decepcionaram em seus lançamentos.

Algumas mudanças de sonoridade aconteceram, e, evidentemente, como qualquer banda, há sim um apelo comercial em determinadas canções, entretanto isso não deve ser visto como algo negativo, já que o sucesso alcançado através de trabalhos coerentes, honestos, não deveria ser vistos como algo negativo. Ao contrário, se é bom, então é mais que justo que seja exaltados/reconhecido.

   

Uma característica do grupo até o momento é o intervalo entre um disco e outro, já que a demora entre os lançamentos não ultrapassam o período de dois anos, o que cá pra nós, é um bom tempo para o fã que aguarda um novo trabalho de sua banda predileta.

Outro fator importante na carreira dos germânicos: Em seu longo período de atividade, o quinteto teve apenas UMA mudança em seus line up, e ela aconteceu em 2018, após o lançamento de “Ecstasy”, quando o baterista original Andreas “Andi” Schnitzer deixou a banda. Pro seu lugar veio o novato e competente Sebastian Berg (Red Raven, Taletellers).

KISSIN’ DYNAMITE / Photo By: @momo_indigo

Algumas observações sobre o disco e banda:

  • *Oficialmente o grupo formou-se em 2001 sob o nome de Blues Kids. A mudança de nome aconteceu em 2007, quando mudaram para Kissin’ Dynamite.
  • *Segundo o guitarrista Jim Müller, o nome Kissin’ Dynamite nasceu da indecisão dos músicos que na época buscavam um nome bacana. A escolha veio após o telefone celular de Andi Schnitzer (bateria) tocar, já que o toque de seu aparelho era “Kissin Dynamite”, música do AC/DC, presente no álbum “Blow Up Your Video”. Pronto! A banda já tinha um novo nome, aprovado por unanimidade.
  • *Em poucos meses após seu lançamento, “Not The End Of The Road” atingiu a 13a posição nas paradas musicais da Suíça e 2a posição na Alemanha.

Nota: 9,0

Integrantes:

  • Johannes “Hannes” Braun (vocal)
  • Andreas Braun (guitarra)
  • Jim Müller (guitarra)
  • Steffen Haile (baixo)
  • Sebastian Berg (bateria)

Faixas:

  • 01.Not the End of the Road
  • 02.What Goes Up
  • 03.Only the Dead
  • 04.Good Life
  • 05.Yoko Ono
  • 06.Coming Home
  • 07.All for a Halleluja
  • 08.No One Dies a Virgin
  • 09.Gone for Good
  • 10.Defeat It
  • 11.Voodoo Spell
  • 12.Scars

Redigido por Geovani “Gigio” Vieira

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