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Resenha: Excuse – “Prophets From The Occultic Cosmos”

Formada em 2009, em Helsinque na Finlândia, a banda de Thrash Metal, Excuse, enfim, lançou o seu full lenght, “Prophets From The Occultic Cosmos”. Até então o quarteto havia registrado dois Eps, “Path To Extiction” em 2013 e ”Goddess Injustice” in 2016. Morte, política, violência e guerra são as suas pautas temáticas, e embora se definam somente como Thrash, observo elementos de Speed Metal em sua sonoridade.

   
Divulgação / Facebook / EXCUSE

Início

“Black Crystal Visions” abre as portas do debut com um dedilhado de guitarra carregado de efeito flanger, partindo, em seguida, para o peso e velocidade característicos do subgênero. O vocalista Oskar Lindström desenvolve uma linha oitentista que tem nítidas influências em mestres de cerimônias como Cronos, Lemmy, assim como Jeff Becerra. Bela faixa de abertura, que é, ao mesmo tempo, crua, visceral e brutal. Uma canção longa, assim como outras dentro do contexto, que proporciona um ar prog ao álbum de estreia do Excuse. Logo depois, “Blade Of Antichrist” dá prosseguimento ao massacre, evidenciando outra característica marcante na sonoridade da banda, a qual é o belo trabalho em dueto das guitarras.

100% agressividade com técnica

Já a faixa título, por sua vez, demonstra músicos maduros que sabem exatamente o que desejam transmitir através de suas composições. O solo do guitarrista Anselmi Ahopalo não deixa dúvidas sobre sua capacidade de mesclar técnica e feeling em perfeito equilíbrio, mantendo a agressividade proposta.

“Goddess Injustice”, a qual intitulou o EP de 2016, inicia a segunda parte do disco com a mesma energia das três faixas anteriores. No entanto, é impressionante a quantidade de elementos da mistura homogênea que compõe a alma da banda. Thrash, Speed , Prog e Heavy Metal estão presentes construindo características singulares e exóticas, embora nada realmente novo tenha sido apresentado.

Essa interessante fórmula permanece sendo seguida a risca em “Sworn Of The Crimson Oath”. A competência da sustentação harmônica que dão o baixista Atte Aaltonen e o baterista Tatu Lybeck não poderia deixar de ser mencionada.

O álbum se encerra de forma brilhante com sua melhor canção, “Watchtower Of The Trans-Dimensional Pathway”, uma faixa com duração superior a dez minutos do mais puro Metal e com várias mudanças dinâmicas que a tornam um capítulo à parte dentro do conteúdo geral do trabalho. O mesmo dedilhado, o qual iniciou o álbum, se faz presente em seus instantes finais, dando-lhe uma atmosfera conceitual.

Reprodução / Facebook / EXCUSE

Mais um trabalho que deve ser obrigatoriamente indicado, portanto, a todos os verdadeiros amantes do Thrash Metal. Eu embarquei nessa audição e de forma alguma me arrependi. Este disco continuará presente na minha play list, pelo menos nos próximos dias. Parabéns ao Excuse pelo interessante primeiro passo completo de sua caminhada.

Aguardarei ansioso por vindouros registros.

Nota: 8,7

Integrantes:

  • Oskar Lindström (vocal e guitarra)
  • Tatu Lybeck (bateria)
  • Atte Aaltonen (baixo)
  • Anselmi Ahopalo (guitarra)

Faixas:

  • 1.Black Crystal Visions
  • 2.Blade Of Antichrist
  • 3.Prophets From The Occultic Cosmos
  • 4.Goddess Injustice
  • 5.Sworn Of The Crimson Oath
  • 6.Watchtower Of The Trans-Dimensional Pathway

Redigido por Cristiano “Big Head” Ruiz

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